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quinta-feira, julho 01, 2010

Crítica: Norah Jones em Forest National (Bruxelas) - 29 de Junho de 2010

Em Glastonbury

Foi numa sala de espectáculos fabulosa (a Forest National, de Bruxelas) e completamente esgotada (7.000 espectadores) que Norah Jones se apresentou ao público maioritariamente belga, em 29 de Junho de 2010. O ambiente estava quente dada a incompreensível ausência de um sistema de refrigeração nas instalações e que fizeram com que estivessem cerca de 35º na sala.
Num espectáculo que durou cerca de uma hora e meia, Norah Jones mostrou-se igual a si própria com uma performance muito certinha, com passagens por êxitos do passado (já se dá ao luxo de ter um "passado"), mas incidindo compreensivelmente nas músicas do seu mais recente álbum.
Confesso que inicialmente torci o nariz a The Fall, destacando a escassez de faixas e a escolha de versões de músicas de Tom Waits e Johnny Cash bem como a exploração da marca "Norah Jones" para fazer render o disco. Basicamente, fica a ideia que começam a faltar ideias a uma profissional que procura defender o seu já elevadíssimo estatuto.
No entanto, há que lhe reconhecer arrojo: de um estilo jazz que lhe assenta que nem uma luva, decidiu arriscar e fazer breves passagens pelo pop e pelo pop jazz. O resultado, na minha opinião, não foi o melhor, sobretudo na escolha de Chasing Pirates como música de lançamento, quando You've Ruined Me mantém a linha a que nos habituou, com alguma ousadia pelo meio, e aponto como a melhor do álbum.
Neste espectáculo, porém, mudei de opinião, pois tive oportunidade de assistir, ao vivo, a todas as faixas que critico do seu último álbum. É certo que fica no ar a ideia de estarmos a pagar para assistir a uma sessão de karaoke de uma menina com uma voz fora-de-série, mas o que é certo é que esta não é uma menina qualquer e o seu talento infinito destaca-se mesmo nas faixas mais ousadas, graças ao desempenho da sua banda (com Norah, são seis os músicos em palco) que consegue combinar e materializar todos aqueles instrumentos de uma forma incrível, dando um ar completamente novo ao que em disco parece ter outro som. Não muda a melodia, não mudam os acordes, mas a música de Norah Jones ganha outra frescura quando tocada ao vivo e leva-me a dar o braço a torcer, reconhecendo que este álbum tem muito mais potencial do que aquele que eu julguei que pudesse ter.
As novas versões de Come Away With Me e Don't Know Why (recordo que em 2007, no Estoril, Norah Jones tocou a última apenas com viola acústica e neste espectáculo fez um solo em piano) continuam a surpreender e a agarrar os espectadores e mostram a faceta inovadora da cantora, aqui sim, denotando capacidade para fazer render bem temas que ainda que fossem mantidos na versão original continuariam a ser do agrado de toda a gente.
Foram 20 canções, incluindo um previsível e surpreendente encore: apesar de já ser tradicional o regresso dos artistas ao palco, pelo menos uma vez, para cantarem mais algumas canções, não deixa de se destacar o facto das duas músicas de encore terem sido tocadas com instrumentos completamente diferentes e com a banda toda praticamente colada, num desempenho verdadeiramente excepcional que provocou fortes aplausos do público e o direito a ter a plateia toda de pé!
Fica então o alinhamento do concerto de 29 de Junho, em Bruxelas, que deverá ser seguido por Norah Jones no concerto de Cascais, no próximo dia 13 de Julho (no qual também estarei):

What am I to You
Tell Yer Mamma
Light as a Feather
Chasing Pirates
Even Though
Young Blood
It's gonna be
Broken
Long Way Home
Sunrise
Waiting
Back to Manhattan
Sinkin' Soon
You've Ruined Me
Painter Song
Don't Know Why
Stuck
Come Away With Me

Encore:
Creepin'in
Lonestar

Nota de 1 a 10: 10. Sublime!

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