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domingo, outubro 18, 2009

José Saramago em guerra com Deus no livro "Caim"

Enfim, José Saramago convence-me a comprar e a ler um livro seu. Até hoje nutri um sentimento de desprezo por alguém que renegou a traiu a sua pátria, mas as suas declarações completamente arrasadoras, na véspera do lançamento do último livro, levam-me a pensar duas vezes e a conceder-lhe uma segunda oportunidade:

"José Saramago afirmou que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.

“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.

Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.

“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.

O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.

“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.

“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”."

in Público

Exercício olímpico no Rio de Janeiro

Foto: Henrique Esteves/Futura Press

O Brasil deu ontem um exemplo cabal do quanto se encontra a anos luz de poder garantir a segurança dos seus cidadãos e de terceiros durante o Mundial de 2014 e durante os Jogos Olímpicos de 2016.
Assistiu-se a um pequeno exercício olímpico de tiro ao alvo, sprint e ginástica rítmica por parte da Polícia Militar e de traficantes de droga no Rio de Janeiro, precisamente a cidade que será o palco central dos dois eventos desportivos.
Duvida-se que o Governo consiga suprir as graves lacunas que evidencia em matéria de segurança antes de 2014 ou 2016, pelo que se afigura pertinente a seguinte pergunta: não terá sido precipitada a atribuição destes eventos ao Brasil?

sábado, outubro 17, 2009

Japão'2009

Ir ao Japão era um sonho que já tinha há muitos anos. Sonho inalcançável noutros tempos, um impulso levou-me a avançar sob o mote "agora ou talvez nunca". Foi agora e sem possibilidade de voltar atrás. Ainda bem.
A primeira imagem do Japão é-nos dada através da janela do avião que nos mostra infinitos hectares de campos agrícolas antes da chegada ao aeroporto internacional de Narita. À chegada, as autoridades embora não sejam sorridentes e afáveis, não são antipáticas e tratam-nos com bastante respeito sem que o mesmo se confunda com subserviência. A emoção de ver um aeroporto muito bem conservado, repleto de outdoors com caracteres japoneses e apenas funcionários nipónicos, é indescritível e dá-nos a sensação de dever cumprido, finalmente cheguei ao Japão. No entanto, ainda há que chegar a Tóquio e para isso precisamos viajar de expresso, um comboio rápido que faz a ligação entre Narita e a capital, em 60 minutos, ou, Shinjuku (o célebre bairro de Tóquio do filme Lost in Translation), em 90.
Shinjuku, no centro da cidade, tem a estação de caminhos-de-ferro mais movimentada do mundo, utilizada por mais de 2 milhões de pessoas diariamente. À chegada a Shinjuku, onde fiquei hospedado, o ritmo é alucinante e já estava no fim da hora de ponta. Nunca vi tanta gente junta, a caminhar para sítios distintos, nem mesmo nos melhores dias do Estádio da Luz em que se perde a vista ao fim do maranhal de gente que caminha na zona do estádio.Tive que recorrer ao Metro para fazer duas estações até Shinjuku gyoemmae, a décima estação da linha Marunouchi. O metro de Tóquio tem mais de 220 estações e cada uma delas tem no mínimo 10 saídas. É perfeitamente possível circular apenas subterraneamente, sem sair para o exterior, dado que todas as linhas se encontram ligadas por túneis, não sendo com surpresas que nos deparamos com outdoors que indicam "Yarakucho line: 640 m", para que os utentes tenham conhecimento que distam 640m de outra linha de metro. O metro de Tóquio pode prefigurar-se como verdadeiro quebra-cabeças mas posso assegurar que no final do primeiro dia já me conseguia orientar bem, adaptei-me facilmente ao funcionamento da cidade e ao segundo dia já me sentia bastante confortável a circular pela cidade.
A infra-estrutura hoteleira em que fiquei, embora no centro da cidade, disponibilizava quartos a preços bastante acessíveis, uma realidade possível em vários hoteis de Tóquio, por incrível que pareça. Ainda assim, não posso deixar de destacar o excelente tratamento que tive por parte dos funcionários, já para não dizer que dispunha de uma cadeira de massagens, uma máquina de café e outra para aquecer água para o chá, caso quisesse, bem como inúmeros champôs e géis de banho. Não pedi nada disto, nem sequer utilizei, mas colocaram à minha disposição. Internet gratuita em todos os quartos, bem como dois computadores centrais de utilização igualmente gratuita de utilização livre. A limpeza nos quartos era feita conforme as saídas do cliente, pelo que algumas vezes cheguei a ter o quarto limpo duas vezes. Tudo isto justifica-se com o facto de os japoneses terem uma vontade forte em agradar quem os visita e em manter as instalações o mais higiénicas possível.
Por falar em higiéne e limpeza, diga-se que os japoneses são exímios na arte de manterem espaços públicos bem conservados. É proibido fumar nas ruas de Tóquio, excepto em espaços dedicados para o efeito, mas é permitido fumar em restaurantes. No entanto, não se vêem caixotes do lixo na rua e, pasmem-sem, nem um papel deitado no chão, uma beata de cigarro, um risco, uma parede partida ou rachada, um graffiti, um nome numa parede. Rigorosamente nada! Nem mesmo nas estações de comboio. É impressionante o sentido de sociedade e respeito dos japoneses no dia-a-dia. O respeito pelo próximo e a o sentido de sociedade são mesmo os dois princípios pelos quais se rege o Japão, motivo pelo qual nas dezenas de viagens de metro e comboio que fim nunca ouvi um toque de telemóvel (os japoneses mantêm-nos em silêncio para não incomodar os outros), as conversas em transportes públicos são sempre num tom de voz baixo e ninguém come enquanto viaja pois é considerado falta de educação.
No respeitante a pessoas, não é possível identificar um "estilo japonês". Há gente para todos os gostos, destacando no entanto as mulheres: são bonitas, extremamente femininas, com gosto nelas próprias, e, ao contrário da maioria das matarruanas portuguesas que preferem o excesso de conforto (sabrinas, chinelos, roupas largas, pijamas, penteados para desenrascar, etc), as nipónicas não dispensam um cabelo comprido, extremamente bem cuidado, uma saia e um salto alto. Quem trabalha em escritórios recorre sempre a roupas executivas que, sem qualquer dúvida, valorizam a imagem e aumentam a credibilidade, ao contrário do desleixe que se vê por estes lado. As japonesas gostam de exibir as pernas e nas alas mais radicais da moda, encontramos jovens e mulheres com calções rasgados, mini-saias mais curtas que cintos e até nos deparamos com aquelas que circulam em lingerie na rua com baby dolls e cintos de ligas, como pude ver com os meus próprios olhos. A atitude dos japoneses de respeito pelo próximo, associa-se à indiferença: cada um faz o que quer e anda como quer, pelo que, ao contrário de outros países, não vemos homens dobrarem o pescoço para ver as pernas das mulheres, assobiarem, mandarem piropos, ou algo do género. A atitude é mesmo de indiferença. Vemos ainda com frequência senhoras mais conservadoras que não dispensam a sua faceta feminina e até senhoras vestidas de gueixa. Nenhuma delas é olhada ou tratada com desdém.
O arrojamento nas roupas e na exibição dos atributos físicos contrasta com um interior tímido e introvertido. Só assim se explica que as mulheres japonesas olhem para os estrangeiros de alto a baixo (pelo menos falo por mim) e, sempre que se olha para elas, desviem o seu olhar automaticamente e baixem a cabeça. De cada vez que as abordei para perguntar onde fica um determinado lugar, ou outro tipo de informação, ficaram envergonhadas, desfizeram-se em riso e perguntaram, diversas vezes, de onde era e o que fazia.
Por hoje fico por aqui sobre as minhas impressões do Japão.

Um casamento a que tive oportunidade de assistir

sábado, outubro 10, 2009

Vem aí a reportagem: Japão'2009

Ginza, Tóquio