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sexta-feira, novembro 16, 2007

Esta boneca tem manual... diz ela!

A boneca tem manual e a foto tem os direitos de autor reservados, ok?

Canta, canta, canta, canta, canta, canta...
Encanta, encanta, encanta, encanta, encanta...
Dança, dança, dança, dança...
Bebe água, bebe água, bebe água, bebe água...

domingo, novembro 04, 2007

Crítica ao álbum "Cintura", dos Clã

Sou admirador confesso dos Clã. O primeiro álbum deles que adquiri foi o "Afinidades", no qual actuam com o Sérgio Godinho. Já vão uns anos valentes desde que fiz esta compra e a partir daí procurei saber mais sobre a banda. Confesso que a voz e o look alternativo da Manuela Azevedo ajudaram a aumentar a curiosidade sobre este grupo que, até então, era desconhecido para mim. Acresceu, posteriormente, o facto de a Manuela ter a mesma formação académica que eu (Direito), e ter até estado ligada a algo que eu também já estive (advocacia).
Tenho os trabalhos todos deles. Tenho até o DVD do Gordo Segredo. Acompanhei o trabalho dos Humanos por juntar os Clã ao António Variações, outro músico de qualidade inigualável.
Este novo trabalho, o "Cintura", apresenta-se como um grande trabalho. Porém, tem algumas lacunas que me fazem pensar que, por um lado, falta aqui qualquer coisa e, por outro, tem coisas a mais. Passo a explicar:
- a música de lançamento, "Tira a Teima", que tem feito bastante sucesso, parece uma imitação da música "Alcohol", dos "Cansei de Ser Sexy". Podem ouvir a música aqui. As semelhanças só não se verificam ao nível da voz e do ritmo da letra. Tirando isso, o instrumental é muito parecido, e o videoclip dos CSS tem muito das fotos e imagens de lançamento do disco "Cintura", como é exemplo disso a imagem que inseri no topo deste post. O clip dos CSS foi feito com bonecos, mas o ambiente em si, as cores, etc, são em tudo semelhantes ao ambiente das fotografias dos Clã.
Ora, isto para mim, ainda custa um pouco a engolir. Um grupo com a categoria dos Clã não precisa de recorrer aos trabalhos de terceiros para fazer os seus próprios sucessos. Fazer isso é entrar na onda do David Fonseca que só muda o ritmo a muitas das suas músicas e não esconde os covers que faz.
Tudo isto leva-me a concluir várias coisas, como por exemplo que os Clã tornaram a música dos CSS mais audível, lapidando um pouco o diamante.
Por outro lado, podemos concluir que o público é influenciável: quanto mais se colocar uma música, mais sucesso ela faz. O mesmo caso dos Clã aconteceu de forma mais descarada com o "Dani California" dos Red Hot Chili Peppers, versão de uma música dos anos 70, à qual os Red Hot só mudaram a letra. Os nomes ainda vendem muito. As mesmas músicas, com os mesmos acordes vendem de forma diferente com nomes diferentes. Isto também prova que existe aqui um trabalho muito importante dos managers das bandas. Um bom manager, que venda bem uma música de uma banda, vai pôr um país inteiro a ouvir essa mesma banda.
Tenho a lamentar que os Clã tenham pegado numa música dos CSS para fazer o seu single. As letras já não são dos Clã (a esmagadora maioria das letras é feita pelo Carlos Tê) e, segundo parece, as melodias também não. Resta a originalidade da voz. Tirando isso, começo a ficar com a sensação que pouca coisa tem origem nos Clã. Torço para que o "Tira a Teima" tenha sido uma excepção.
Mas as críticas ao "Tira a Teima" não ficam por aqui. A música está excelente, mas aquela parte falada não me convence. Juro que não consigo compreender o porquê de estragarem o ritmo que a música está a levar para subitamente lhe espetarem uma parte falada que... não tem nada a ver com o resto! Critico veemente essa parte, porque é o que me faz dar 6 em 10 a uma música que se não a tivesse, eu daria 9 em 10. Tirem essa parte, mudem a música, e façam uma música normal em vez de inventar. Aqueles segundos de fala parecem realmente forçados e não consigo gostar deles.
- A música "Ponto Zero" tinha tudo para ser o verdadeiro êxito dos Clã neste álbum. A letra, a sonoridade, a suavidade da voz, o ritmo, tudo parecia perfeito. Porém, a entrada no refrão consegue ter nesta música o efeito da fala no "Tira a Teima". Soa mal, cai mal, tem ali qualquer coisa que não fica bem. Essa dita entrada no refrão consegue cortar o efeito que nos embalou até lá chegarmos. Não gostei, mesmo sendo esta uma das minhas músicas preferidas. Não é contra senso o que aqui digo: de facto, gosto bastante das músicas mas... falta-lhes qualquer coisa, ou têm coisas a mais que as impedem de ter um impacto ainda maior. Ainda assim, engraço imenso com esta música, tentando ignorar aquela sonoridade que me cai mal por escassos segundos.
- A música "Mandarim" tem feito sucesso e não é à toa: a letra, a melodia, a voz, os instrumentos, tudo. A música é muito completa e é outra das minhas preferidas. Porém, falta-lhe uma coisa: mais tempo. "Mandarim" tem apenas 2'25'', o que é muito pouco tempo para uma música francamente boa. Esta faixa devia ter pelo menos os seus 3'10'', já para não falar que podia ser estendida para os 3'25'', ou 3'30''. Acaba por ser outra música fabulosa à qual... lhe falta qualquer coisa.
- O título do álbum, "Cintura", torna-o à primeira vista demasiadamente feminino. Um homem não olha para a cintura de uma mulher, olha para as ancas. Cintura é coisa de modistas e de tipos de sexualidade duvidosa ligados à moda. A única coisa parecida com cintura que se pode associar aos homens é o chamado "jogo de cintura" e mesmo assim esta é uma expressão bastante efeminada para se utilizar quando se a aplica a um homem. Além do mais não compreendo o porquê deste nome. Já li a sua justificação, mas não me convenceu. Este álbum, à primeira vista, não convence nenhum homem a comprá-lo a não ser que seja mesmo fã da banda.
- O novo look que a Manuela Azevedo apresenta assenta-lhe na perfeição. É um estilo Alison Goldfrapp. A diferença é que o moreno dá um ar mais latino e mais sensual à Manuela Azevedo, enquanto o de Alison Goldfrapp lhe dá um ar mais de Barbie do século XXI. Ainda assim, aprovo o novo look da Manuela. Conseguía ser das raras mulheres a quem eu gostava de ver o cabelo curto, mas mudar o estilo de vez em quando não fica mal a ninguém e a Manuela fê-lo na perfeição.

Em suma, acho o álbum fantástico mas... estas pequenas lacunas impedem-me de o considerar um álbum perfeito. Adoro os Clã, e adoro o álbum "Cintura", mas... fica sempre o "mas" para poder venerar este álbum e poder dizer que superou o "Rosa Carne", aquele que para mim é o melhor álbum dos Clã. Ainda assim, voto no "Cintura" para disco do ano. A esmagadora maioria das músicas é de uma qualidade espectacular, destacando o "Topo de Gama" como sendo a minha predilecta! Deste álbum destaco as faixas "Pequena Morte", "Utilidade do Humor", "Ponto Zero" e o "Mandarim" como sendo as minhas favoritas.
Torço pelos Clã, para que continuem no sucesso que têm tido até agora, e... dia 6 de Dezembro lá estarei na primeira fila da Aula Magna!