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segunda-feira, abril 23, 2007

Hoje é o Dia do Livro...

... e eu recomendo-vos este: "Como se levanta um Estado", cujo autor é António de Oliveira Salazar e só ao fim de 70 anos após a sua publicação em francês, se o publicou em português!
Comprem-no: vale a pena!

domingo, abril 22, 2007

Fortaleza de Sagres

Fortaleza abaluartada, muito remodelada na segunda metade do século XVIII mas integrando um torreão quinhentista. À entrada, salienta-se o portal Neoclássico da Porta da Praça. O perímetro fortificado com baterias e canhões compreende toda a Ponta de Sagres e engloba os antigos armazéns de apetrechos, as ruínas do paiol, as casamatas, a casa dos capitães e as habitações da chamada “correnteza”, que fecha a praça-de-armas pelo lado Sul. A invulgar paisagem e a presença historicamente atestada do Infante Dom Henrique (que aqui faleceu em 1460), deram a Sagres uma posição ímpar na mitografia nacional e contribuíram para a fama internacional do lugar, cuja história é indissociável da história do Promontorium Sacrum, região referenciada desde a mais remota Antiguidade e que corresponde à Costa Vicentina, desde a Ponta da Piedade ao Cabo de São Vicente e deste à Arrifana.
Aqui conhece-se uma das maiores concentrações de menires e recintos megalíticos da Europa. Aqui se situava a Igreja do Corvo, depósito das relíquias de São Vicente até ao século XII, altura em que D. Afonso Henriques as resgatou para Lisboa.
Na Fortaleza de Sagres, além da fruição do património natural e de um espectacular panorama sobre a enseada da Mareta e o Cabo de São Vicente, podem ainda visitar-se os vestígios da Vila do Infante anteriores às muralhas setecentistas, designadamente a torre-cisterna, uma muralha corta-ventos (coroada de falsas ameias) chamada “rosa-dos-ventos”, os restos das antigas habitações e quartéis e a antiga paroquial de Nossa Senhora da Graça, que exibe um conjunto de lápides sepulcrais.
No século XX, a carga simbólica do local para a história dos Descobrimentos Portugueses fez surgir um grandioso projecto nacionalista para aqui erguer um monumento em Comemoração do Infante e da epopeia lusa, entretanto nunca executado. Em contrapartida, uma profunda intervenção da DGEMN, efectuada no âmbito das Comemorações Henriquinas de 1960, descaracterizou o lugar ao procurar devolver-lhe uma falsa autenticidade, por cópia da mais antiga imagem conhecida da Fortaleza de Sagres, contemporânea do ataque do corsário Drake, de 1587. Nos anos 90, e embora amputada da sua componente “comemorativa” de memorial evocativo dos Descobrimentos, a intervenção arquitectónica para valorização do lugar, da autoria do arquitecto portuense João Carreira, incluiu a edificação de “obra nova” e, se bem que não isenta de polémica, transformou a parcela construída em centro útil de todo o promontório, ao criar um Exposições Temporárias e Centro Multimédia (reutilização dos antigos edifícios da chamada “correnteza”), um conjunto de lojas para divulgação de produtos culturais e uma cafetaria, possibilitando introduzir ordenamento e manutenção em todo o conjunto histórico.
Os arranjos exteriores incluem a recuperação das arruinadas pré-existências aos baluartes do século XVIII, a valorização de todos os locais visitáveis do promontório e a criação de trilhos de descoberta da flora única deste lugar, com remoção das espécies infestantes (designadamente chorões). A Fortaleza de Sagres funciona ainda como núcleo técnico de apoio às intervenções arqueológicas da Direcção Regional do IPPAR no Algarve.

Fonte: IPPAR

sábado, abril 21, 2007

Música para recordar...

quarta-feira, abril 18, 2007

Convento e Basílica de Mafra

O monumento mais importante do reinado de D. João V, que tanto influenciou a arquitectura portuguesa subsequente, inscreve-se numa lógica complexa, assente sobre princípios que pretendiam legitimar a autoridade do monarca a nível interno e externo. Na realidade, esta duplicidade de políticas esteve sempre presente nas opções do Magnânimo, condicionada pelas escolhas de D. Pedro II, mas plenamente assumida e defendida no decorrer do seu reinado. Se a imposição do seu poder no interior do país era importante, a denominada política romana visava impor Portugal no mapa europeu ao nível das mais importantes nações, como eram França e Espanha1. A Mafra, “simbólica e imensurável, caber-lhe-ia fornecer a ilustração visual e retórica de um poder absoluto, que alcançara fundir no seu corpo gigantesco a totalidade das referências que polarizam a lealdade da Nação”.
As fontes nacionais parecem concordar em relação ao voto sucessório feito por D. João V, em consequência do qual o monarca autorizou, em 1711, a edificação de um convento franciscano em Mafra. Todavia, nos anos que medeiam entre 1711 e 1717, data do lançamento da primeira pedra, ocorreu uma primeira alteração de planos, e os alicerces abertos em 1716 tinham já em vista um convento de 80 monges e não de 13, como estava originalmente previsto.
Os trabalhos desta fase prolongar-se-iam até aos primeiros anos da década de 1720 (1721-1722), quando D. João V reformulou por completo a sua ideia para Mafra, ampliando o convento de forma a poder receber 300 monges. A esta modificação de planos não deverá ser estranho o ainda mal esclarecido abandono do projecto da Patriarcal (em 1719), que o rei pretendia construir na capital, sob o risco do italiano Juvara. O facto da igreja estar já num estado bastante avançado implicou a sua manutenção, adaptando-se e ampliando-se o restante plano, ainda sob a responsabilidade de João Frederico Ludovice. As obras avançaram a um ritmo extraordinário e, de todos os pontos do reino chegaram trabalhadores, transformando Mafra num dos maiores estaleiros que o nosso país conheceu. Sagrada a igreja em 1730, o restante complexo ainda demoraria a ficar totalmente concluído, por aqui passando uma série de arquitectos e todo um conjunto de pintores, escultores, entalhadores, boa parte dos quais italianos, que imprimiram uma magnificência extraordinária aos interiores do palácio, de que destacamos a Basílica e a Biblioteca, esta última numa fase mais tardia.
A igreja axial une os palácios do Rei e da Rainha, papel que a biblioteca desempenha no extremo oposto, envolvendo ainda o convento, estruturado em torno de um pátio1. Nestas componentes áulicas, eclesiásticas, militares e de saber, se estrutura a ideia de D. João V, materializada num edifício que pela sua imponência e imenso estaleiro haveria de influenciar de forma inequívoca toda a produção arquitectónica e artística posterior, assinalando “a penetração definitiva do Barroco” no nosso país.

Fonte: IPPAR

terça-feira, abril 17, 2007

Convento de Cristo em Tomar

O Convento da Ordem de Cristo e o Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género. O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar. O coração da fortaleza, a Alcáçova, com a torre de menagem, foi construída a Oriente; o lugar místico, a Igreja octogonal Templária, foi construída a Ocidente. Com o extermínio da Ordem pelas perseguições de Filipe, o Belo, Rei de França, os Templários encontraram, em Portugal, a continuidade da sua sagrada missão de Cavalaria.
A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas os seus bens e, em parte, a sua vocação, foram transmitidos, em Portugal, à Ordem de Cristo, criada em 1319. Sob os auspícios de D. Dinis é então fundada a “Ordem dos Cavaleiros de Cristo”, a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a Santa Sé, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo. É com a Ordem de Cristo que a nação portuguesa se abre para a empresa das descobertas marítimas do séc. XV. Tomar é, então, sede da Ordem e o Infante D. Henrique o seu Mestre.
Com a expansão da fé cristã e do reino, também a sede da Ordem de Cristo se dilata. Os séculos e a história de Portugal vão deixando na arquitectura do Convento testemunhos do tempo e dos homens que lideraram os destinos de Portugal. Durante o governo do infante D. Henrique foram construídos dois claustros Góticos no Convento. Com D. Manuel, a igreja templária é prolongada para Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo da Ordem. Profusamente impregnada pela simbólica dos Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela da Sala do Capítulo, de Diogo de Arruda (cerca de 1510). Mais tarde, D. João III pretende fazer profundas mudanças na Ordem, alterando as suas Regras e transformando os Cavaleiros em monges contemplativos; é a partir deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de ampliação do Convento, com vista a consumar a Reforma da Ordem. Esses trabalhos vão continuar através de vários reinados, até ao século XVIII, deixando marcas de diversas tendências artísticas. O Convento de Cristo encerra no seu conjunto arquitectónico testemunhos da arte do Românico, Templária, do Gótico e do Manuelino, ao tempo das Descobertas, do Renascimento Joanino, do Maneirismo, nas suas várias facetas e, por fim, do Barroco, presente em várias ornamentações arquitectónicas.
Da estrutura arquitectural do Convento, além das edificações construídas em torno da igreja templária, há a salientar o conjunto de quatro grandes claustros articulados por dois eixos em cruz latina, e também um aqueduto com 6Km de extensão mandado edificar por Filipe II. Integra os domínios conventuais uma área de floresta e cultivo, conhecida por Mata dos Sete Montes por estar confinada por sete colinas de acentuado relevo.

Fonte: IPPAR

Castelo de Óbidos

São ainda obscuras as origens da fortaleza. Ao que tudo indica, a sua posição dominante em relação à extensa lagoa a ocidente, favoreceu a instalação de um primitivo reduto fortificado de origem romana. A Alta Idade Média não deixou vestígios aparentes da sua presença e será apenas na viragem para o século XII, que Óbidos voltará a merecer referências documentais precisas. No mesmo impulso expansionista que levou as fronteiras de Portugal até à linha do Tejo, em 1147, a vila passou para a posse de D. Afonso Henriques, ficando para a posteridade uma tradição de tenaz resistência por parte dos muçulmanos1. Anos mais tarde, na sequência das investidas almóadas de final do século, coube a D. Sancho I reconquistar a localidade, dotando-a então de condições mais efectivas de povoamento e de organização.
O ano de 1210 é uma das datas mais marcantes da vila. Nesse ano, foi doada às rainhas, passando a figurar como uma importante localidade da casa das soberanas nacionais. Com presença assídua dos casais régios ao longo das Idades Média e Moderna, Óbidos floresceu e foi sucessivamente enriquecida por obras de arte. O mecenato artístico patrocinado por D. Leonor (século XV) e, especialmente, por D. Catarina (século XVI), marca, ainda hoje, a paisagem arquitectónica da vila.
O castelo e as muralhas de Óbidos evocam a importância da localidade na Baixa Idade Média. Apesar de serem obra inventiva do século XX, asseguram a todos os que se dirigem à vila a identidade daquele passado emblemático. Desconhecemos a configuração do perímetro amuralhado inicial, contemporâneo da acção dos nossos primeiros monarcas. A torre do Facho, no limite Sul das muralhas e ocupando um pequeno monte, tem vindo a ser atribuída à reforma de D. Sancho I.
Mais consensual é a expansão urbana verificada na viragem para o século XIV. Com D. Dinis, Óbidos cresceu para fora das muralhas, ocupando o espaço em torno da igreja de São Pedro2. Paralelamente, deu-se a reforma do sistema defensivo e consequente actualização do dispositivo militar. Campanha que deverá ter conferido a actual configuração ao perímetro amuralhado. Anos mais tarde, D. Fernando terá patrocinado novas obras, tendo a torre de menagem ainda o seu nome.
Dividido em duas zonas essenciais, a cerca define um perímetro bastante irregular, de feição rectangular e não oval, como seria frequente na castelologia gótica nacional. Entre o castelo propriamente dito (a Norte) e a Porta da Vila (a Sul), a Rua Direita estabelece a comunicação e aparece como o eixo de circulação privilegiado dentro da vila. Sensivelmente a meio, a Praça de Santa Maria é o principal largo do conjunto, ocupando um espaço quadrangular que corresponde ao adro da igreja tutelar da vila.
A reinvenção do castelo deu-se na década de 30 do séc. XX. Por acção da DGEMN, que visava reverter o conjunto à sua imagem medieval, todos os parapeitos foram dotados de ameias, assim como se reedificaram torres e troços que, entretanto, haviam sido destruídos. No final dos anos 40, construiu-se a pousada, no local do antigo paço, e toda a vila foi dotada de uma homogeneidade estética que passou pelo revestimento de cal das fachadas e pelo pavimento uniforme de todas as ruas.

Fonte: IPPAR

domingo, abril 15, 2007

Castelo de Marvão

Marvão deve o seu nome a Ibn Marwan, figura do Islão peninsular que, pelos anos finais do século IX, aqui se fortificou em discórdia face ao califa. É precisamente desse período que data a primeira referência ao povoado, constante da crónica de Al Rázi, escrita já no século X mas que conserva parcelas dedicadas aos tempos imediatamente anteriores. Aí se menciona que o Monte é conhecido como Amaia de Ibn Maruán, por oposição a outra Amaia, a das ruínas1, que deve ser a cidade romana com o mesmo nome, localizada no sopé do monte. Esta referência, que parece corresponder aos anos de 876-877, permite concluir que, já nessa altura, Marvão era um povoado de relevância militar, uma vez que, em outras ocasiões, Ibn Marwan ameaçou retirar-se para o Monte, numa afirmação de revolta militar contra Córdova1.
Só no século XII voltamos a encontrar menções à localidade, numa altura de renovada importância estratégica enquanto ponto militar2, entre o avanço do reino cristão de Portugal, a resistência das tropas islâmicas e a proximidade para com Castela. Ainda assim, não se sabe ao certo quando terá sido conquistada, variando os autores entre as datas de 1160 e 1163. O século XIII é mais fértil em informações e delas podemos concluir que, em 1214, pertencia à coroa nacional, aparecendo mencionada na demarcação do termo de Castelo Branco4. Em 1226, terá recebido foral das mãos de D. Sancho II, não obstante alguns autores pensarem que o esforço de povoamento (na dependência das exigências militares ditadas pela proximidade da fronteira com Castela) possa recuar ao reinado de D. Afonso II5. Finalmente, em 1271, D. Afonso III doou a vila a seu filho, D. Afonso Sanches, que constituiu um verdadeiro senhorio fronteiriço na região e que chegou a fortificar-se contra seu meio-irmão, D. Dinis.
Só a partir da recuperação da posse da vila pelo monarca, ocorrida em 1299, se pensa que se iniciou a construção do actual castelo. O facto de encontramos aqui algumas características plenamente góticas parece vir em favor desta hipótese. Do recinto fazem parte dois níveis claramente diferenciados. O primeiro, mais pequeno e no extremo oposto ao da povoação, corresponde ao castelo propriamente dito. Com uma entrada em cotovelo protegida directamente pela poderosa e quadrangular torre de menagem, que assim se associa à defesa activa do reduto, apesar da sua escassa altura, (dispondo apenas de dois pisos). Neste nível superior, existe ainda a porta da traição, também protegida por um pequeno torreão, e uma cisterna que se admite poder ser ainda islâmica1. O segundo, inferior, é bem mais vasto e possui um amplo espaço para aquartelamento e movimentação de tropas. Aqui, o elemento mais significativo é o complexo sistema de entrada, com tripla porta protegida por outros tantos adarves e por várias torres. O sistema medieval da fortaleza manteve-se genericamente até ao século XVII, altura em que Marvão viu reforçada a sua importância no quadro das Guerras da Restauração. Sob o impulso do abade D. João Dama, reformulou-se parcialmente o dispositivo com baluartes estrelados a proteger as principais portas e o extremo da fortaleza. Nessa altura, porém, Marvão possuía apenas 400 habitantes e a relevância da vila não se podia já comparar a Castelo de Vide, onde se concentraram os principais esforços de defesa contra Espanha.

Fonte: IPPAR

sexta-feira, abril 13, 2007

Castelo de Guimarães

Paradigma das origens da nacionalidade e da própria figura de D. Afonso Henriques, o Castelo de Guimarães é um dos monumentos mais representativos do imaginário medieval português. A sua construção inicial remonta ao tempo de Mumadona Dias, que o mandou edificar pelos meados do século X para defender o mosteiro de Santa Maria de Guimarães dos ataques muçulmanos e normandos. Desse primitivo reduto militar nada se sabe além do facto de ser um dos primeiros exemplos “de uma estrutura castelar erguida para assegurar a protecção de um mosteiro, um binómio que se viria a verificar muitas outras vezes nas centúrias seguintes”1.
Mais de um século depois, o Conde D. Henrique escolheu Guimarães para estabelecer a sua corte. Talvez tenha pesado na sua decisão a segurança que o Castelo de São Mamede, assim lhe tinha chamado sua fundadora, oferecia. O forte necessitaria de reformas urgentes e o conde optou por demolir parte da construção de Mumadona, ampliando a área ocupada pela fortaleza original, com novos muros que apresentam uma técnica já muito próxima do Românico.
Datam do século XII as mais importantes reformas arquitectónicas no castelo. De acordo com estudos é este tipo de aparelho, já plenamente Românico, que “percorre, pela primeira vez de forma integral, todo o perímetro amuralhado do castelo (...) embora ignore todos os torreões e não se detecte na Torre de Menagem” 1. Esta imponente torre quadrangular que hoje tão singularmente caracteriza o monumento, foi construída em época mais tardia, já na segunda metade do século XIII. Da reforma efectuada datam ainda os 8 torreões e uma parte significativa das muralhas da cidade.
Na viragem para a 2ª dinastia, parte do espaço do castelo foi privatizado, construindo-se um paço senhorial destinado ao alcaide da fortaleza. Organizado em quatro andares e com um espaço médio1 de cerca de 100 a 120m2 a sua construção significou a derradeira renovação do velho castelo medieval. A radical mudança nas tácticas militares, motivada pela introdução da pirobalística, determinou o início de uma longa decadência da fortaleza. Logo no século XVI, aqui foi instalada a cadeia da cidade. No século seguinte, o recinto acumulou as funções de palheiro real e de pedreira.
O século XIX foi, sem dúvida, o mais desastroso período para o monumento. O estado de ruína do Castelo aumentava cada dia e, em 1836, um dos membros da Sociedade Patriótica Vimaranense defendeu a demolição do Castelo e a utilização da sua pedra para ladrilhar as ruas de Guimarães, já que a fortaleza tinha sido usada como prisão política no tempo de D. Miguel. Tal proposta nunca foi aceite e 45 anos depois, a 19 de Março de 1881, em Diário do Governo, classificava-se o Castelo de Guimarães como o único monumento histórico de primeira classe em todo o Minho.
Em 1937 dava-se início ao restauro da estrutura. Esta campanha, foi conduzida pela DGEMN, com projecto do arquitecto Rogério de Azevedo, um dos principais nomes do restauro patrimonial no nosso país naquela primeira metade do século XX. O restaurado Castelo de Guimarães foi inaugurado a 4 de Junho de 1940, por ocasião das Comemorações do VIII Centenário da Fundação da Nacionalidade.

Fonte: IPPAR

quinta-feira, abril 12, 2007

Castelo de Almourol

Vou passar em revista os 21 monumentos nacionais candidatos a 7 Maravilhas de Portugal. O monumento de estreia é o Castelo de Almourol.
Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.
As origens da ocupação deste local são bastante antigas e enigmáticas, mas o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.
Entregue aos Templários, principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras foi em 1171, dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção foi por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.
Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos Pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal1. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.
Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico de medievalidade. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas, em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas, sem paralelos na herança patrimonial. Data desta altura o coroamento uniforme de merlões e ameias, bem como numerosos outros elementos de índole essencialmente decorativa e muito pouco prática.
No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo, iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se assim o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.
Fonte: IPPAR

domingo, abril 01, 2007

Videoclip do Mês de Abril



Logo assim, a abrir o mês!