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sábado, dezembro 30, 2006

Tempos inesquecíveis

Tempos em que:
- As decisões importantes decidiam-se com um "pim pam pum...";
- Os erros gramaticais emendavam-se com um simples "Arranca a folha e faz de novo";
- O pior castigo que te podiam dar era mandarem-te escrever 5 vezes "Não devo...";
- As discussões terminavam com um rosa, azul ou amarelo;
- Ter muito dinheiro significava poder comprar mais guloseimas, um bolo, ou um gelado no recreio;
- Era vulgar teres dois ou três melhores amigos. Velho era qualquer um que tivesse mais de 18 anos;
- Não havia nada mais lindo e proibido do que brincar com pistolas;
- Polícias e ladrões era só um jogo para os recreios e era muito mais divertido ser polícia do que ladrão;
- "Venenosa" era a referência feita a um tipo de réptil ou a uma substância proibida e não a algumas pessoas;
- Para viajar da terra ao céu, só tinhas de pensar que eras astronauta ou super-herói;
- Era óptimo jogar uma partida de Voleibol sem rede, em que as regras não tinham importância;
- O pior que te podia acontecer com o sexo oposto, era apanharem-te a jogar com carrinhos ou bonecas;
- Levar uma arma para a escola, significava que te tinham apanhado com uma esfiga na mão;
- "O último a chegar é burro" era o grito que te fazia correr desenfreadamente até sentires que te rebentava o coração;
- "Arrebenta a bolha" era um clássico que te fazia parar uma situação desagradável;
- Ninguém no mundo era mais lindo que a mãe. Só ela beijava os teus arranhões e fazia com que te sentisses logo melhor;
- Descobrias sempre novas capacidades e habilidades com um: "É claro que és capaz";
- Desilusão era teres sido a última escolha para a equipa da escola;
- Guerra só significava atirares caroços de cereja e bolinhas de papel durante as horas livres;
- Os balões de água eram a tecnologia mais moderna, eficiente e poderosa arma que se tinha inventado;
- A Guerra era algo que tinha sucedido antes de nascermos e jamais voltaria a acontecer;
- Os gelados e frutas constituíam o grupo dos alimentos básicos essenciais;
- Não havia nada melhor que as tardes de verão para jogar com os amigos ou esperar para veres passar a vizinha que tanto gostavas de ver;
- Os irmãos mais velhos eram o pior dos tormentos, mas também eram os mais zelosos, fiéis e ferozes protectores;

Se cada um de nós pode recordar-se destas coisas, então isso significa que temos estado vivos!

Recorda-te sempre que: Um dia em que não rias, é um dia perdido!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Música do momento

Twenty - five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination
And I realized quickly when I knew I should
That the world was made up of this brotherhood of man
For whatever that means
And so I cry sometimes
When I'm lying in bed
Just to get it all out
What's in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What's going on?
And I say, hey hey hey hey
I said hey, what's going on?
Ooh, ooh ooh
And I try, oh my God do I try
I try all the time, in this institution
And I pray, oh my god do I pray
I pray every single day
For a revolution
And so I cry sometimes
When I'm lying in bed
Just to get it all out
What's in my head
And I am feeling a little peculiar
And so I wake in the morning
And I step outside
And I take a deep breath and I get real high
And I scream at the top of my lungs
What's going on?
And I say, hey hey hey hey
I said hey, what's going on?
Twenty - five years and my life is still
Trying to get up that great big hill of hope
For a destination

4 Non Blondes - What's Up?

terça-feira, dezembro 26, 2006

10 Conselhos para a vida

1 - Se alguém não te amar como tu desejas, isso não quer dizer que essa pessoa não te ame com todo o seu coração;
2 - O verdadeiro amigo é aquele que segura a tua mão e toca no teu coração;
3 - Talvez para a generalidade das pessoas tu não sejas mais um, mas para certas pessoas és o mundo todo;
4 - Não percas tempo com quem não está disponível para passar algum tempo contigo;
5 - Talvez Deus queira que tu conheças muitas pessoas más antes de conheceres a pessoa boa, a fim de que tu possas ficar grato quando, enfim, a tiveres encontrado;
6 - Não chores porque alguma coisa terminou, mas sorri porque aconteceu;
7 - Haverá sempre alguém que te critica, mas continua a manter-te confiante, prestando atenção àqueles em quem tu duplamente confias;
8 - Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ela veja quem tu és;
9 - Não corras demasiado: as melhores coisas chegam quando menos se espera.

Bem sei que muitos dos que me lêem já receberam este e-mail. Bem sei que algumas destas frases são clichés. No entanto, como acatei estas palavras e sinto-as, pensei em transmiti-las a todos vocês mais uma vez. Meditem sobre elas. Deixo um desafio: o título do post são 10 conselhos para a vida. Eu escrevi 9. Gostava que o 10.º fosse o conselho que todos os que por aqui passam gostavam de dar a alguém. O meu é "Não digas: eu sou assim..., são coisas do meu carácter, quando, na verdade, são coisas da tua falta de carácter".

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Escolhas

A nossa vida é feita de escolhas. As escolhas podem determinar o nosso futuro. Podemos optar por estar sozinhos ou acompanhados. Naturalmente, muita gente prefere estar acompanhada e há quem se submeta a certas coisas só com o medo de estar sozinho. Discordo desta filosofia. Aliás, falei sobre este tipo de coisas uns posts abaixo. Temos que definir se corremos de algo, ou "corremos atrás de algo". Nesse sentido, eu não quero "fugir da solidão" e ficar com qualquer pessoa que me apareça à frente e seja incorrecta comigo, ou que mesmo não o sendo, não se regule e baseie nos mesmos princípios que eu. Não tenho medo da solidão e mais vale só do que acompanhado por pessoas que se fundam em princípios diferentes dos meus (é nesta aparente solidão, porque afinal estou comigo mesmo, fechando “portas” para situações que não me interessam que abro “janelas” para melhores oportunidades). A vida acaba sempre por nos mostrar o quanto é errado estarmos ao lado de alguém só porque em determinado período da nossa vida nos sentimos mais sós. Normalmente chegamos à conclusão que essa pessoa não nos serve, não tem nada a ver connosco e temos de dar mais atenção é a nós próprios. Estamos a perder o nosso tempo e energia com alguém quando deveríamos dedicarmo-nos somente a nós(tomo isto como uma chamada de atenção da vida). Certos ou errados, não me cabe a mim questionar esses certos princípios em que se baseiam e fundam as pessoas. Alguns são errados pela decorrência da própria existência humana neste planeta. Exemplo disso é a mentira. Sobre todos os outros, não me cabe a mim definir o certo e o errado. Não sou Deus para dizer o que é certo e errado. A consciência de cada um é que o deve ditar. Se uma mulher gosta de lidar com, e seduzir, muitos homens, não sou eu que vou definir se isso é certo ou errado. Se uma mulher gosta de roubar e mentir, isso já posso dizer que é errado. Se uma mulher gostar de estar sozinha e se dedicar ao celibato e a ficar virgem a vida toda, não me cabe também a mim definir se isso é certo ou errado. Se a mulher gosta de ser mal educada e de maltratar as pessoas, aí cada um sabe de si e submete-se ao que quer. É à pessoa que define os seus princípios reguladores que cabe saber se a prática x é certa ou errada para ela. O mesmo se aplica relativamente aos amigos.
No entanto, uma coisa é certa: eu ainda posso escolher se aceito os princípios de uma pessoa para conviver com eles. E aí concluo o seguinte: posso gostar de muita coisa numa pessoa, (e sentir-me bem com ela em muitas ocasiões), mas... se não tem princípios que para mim são fundamentais, posso optar entre "correr da solidão" e ficar com ela e engolir os sapos todos que daí advenham, (o que é errado porque isso nunca me fará inteiramente feliz) ou optar por ficar sozinho e "correr atrás da felicidade". E aí perguntam vocês: mas como é que um tipo que está sozinho quer correr atrás da felicidade com alguém? Resposta bastante simples: para começar, deve certificar-se que se rodeia de pessoas que o fazem sentir bem (ir separando o “trigo do joio”). Acima de tudo temos de ter respeito por nós mesmos e irmos “cortando” com o que não nos interessa e não nos faz bem. Seguidamente devemos dar tempo ao tempo. A felicidade, como diz uma grande amiga minha, está dentro de nós mesmos. Não precisamos de a procurar em ninguém. A solidão está dentro de nós. Podemos estar sós afectivamente, mas sentirmos uma multidão com a nossa presença. Se eu realmente quero correr atrás da felicidade, então além de não andar com as pessoas erradas, que colidem comigo em princípios que para mim são basilares e fundamentais, devo procurar pessoas que me completem e não pessoas que me inferiorizem. Procurar, como quem diz. Se surgir a ocasião. E perguntam vocês: e se nunca surgirem essas pessoa? Meus amigos, enquanto eu me tiver a mim mesmo, tenho a principal arma para buscar a felicidade. Como diz essa mesma pessoa e com toda a razão: a felicidade vem de dentro para fora e não de fora para dentro. A solidão, o ficar sozinho, não devem assustar ninguém. Quando menos se espera, surge alguém de acordo com a nossa forma de estar e de ser, demore 1 ou 20 anos. Vá lá, ninguém é tão execrável assim que fique sozinho uma vida toda. E com os biliões de pessoas que existem neste mundo, tem de haver por aí uma que se adeque a cada um de nós. A todos fica um conselho: quanto menos pensarem nisso, mais rapidamente acontece. Quanto mais procurarem e buscarem alguém, mais tiros nos pés dão e mais rápido se magoam. Fiquem tranquilos. O tempo trata de tudo, até mesmo de vos "oferecer" uma pessoa que tenha a ver convosco.
Decidi meditar sobre estas palavras, porque todos os dias aconselho os meus raros amigos e muitos conhecidos neste sentido. Sempre que vejo que estão com a pessoa certa, digo-lhes incessantemente: "Por favor, nunca errem com essa pessoa, nem a desvalorizem, porque têm aquilo que muitos gostavam de ter: alguém como deve ser." Eu sou o primeiro a aconselhar um/a amigo/a a não trair o/a sua/seu namorada/o, a não lhe mentir, a não ser mal educado/a, agressivo/a, a valorizar tudo o que tem naquela pessoa. Fico muito feliz por saber que os raros amigos que tenho são amigos muito bem acompanhados. E só lhes posso dar conselhos no sentido de nunca desperdiçarem o que têm, sob pena de, tal como eu, encontrarem pessoas que chocam com a nossa forma de ser e nada têm a ver connosco.

A verdadeira felicidade não está em ninguém, está dentro de cada um de nós! Busquemo-la e deixemos quem não se identifica connosco seguir o seu caminho. Além de não atrapalharmos a vida dessa pessoa, também não nos atrapalhamos a nós... em busca de alguém que nos valorize e nos trate como merecemos.

Se quem me lê, está acompanhado por uma pessoa como deve ser, só posso dar o meu conselho no sentido de: prescindam de quase tudo o que tiverem à vossa volta, só não prescindam da família, mas agarrem essa pessoa com unhas e dentes e não a deixem ir embora. Façam isso pelo vosso futuro, pela vossa felicidade e porque... a outra pessoa também merece. Mas, se os princípios dessa pessoa embaterem nos vossos, sigam o vosso caminho e deixem essa pessoa em paz, porque vão estar a atrapalhar duas pessoas de poderem ser felizes.


Este post é o resultado de apenas um dos meus momentos em que penso sobre vários assuntos, sendo os exemplos dados, meros exemplos. Qualquer semelhança com a realidade de qualquer um dos leitores, é pura coincidência.

domingo, dezembro 17, 2006

Retirada do Adeus

Porque recebi algumas mensagens de apoio e de incentivo (de pessoas que gostam de mim de verdade), porque recebi mensagens de outros que, ainda que não concordem com muita coisa que eu escrevo, gostam de ler e contestar... decidi voltar ao activo. Até por um outro motivo: não me posso privar das coisas que realmente gosto de fazer! Escrever dá-me um prazer enorme e não vou parar de o fazer apenas porque certas coisas na vida não correm bem.
Maus momentos todos temos, e devemos tirar deles a devida aprendizagem, e não os devemos tomar para nós como limites à nossa existência. É por isso que vos escrevo: voltei ao activo e recuso privar-me dos meus prazeres, apenas porque alguns na vida surgem alguns dissabores!
Hoje corre mal, mas amanhã é outro dia! Porque eu me dou valor a mim mesmo, vou dar continuação ao que me dá prazer: escrever (entre outras coisas, claro)!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Adeus

É com profundo pesar e tristeza que comunico a todos o fim da minha ligação ao meu blogue privado. É com mais pesar ainda que comunico o fim da minha ligação ao Direito e à Justiça. Vou dedicar-me a mim e à minha vida que precisa ser cuidada e para isso iniciarei longo período de ausência durante os próximos meses.
A todos os que me acompanharam nesta caminhada e me apoiara, o meu mais profundo obrigado por tudo.
Até sempre! Felicidades a todos!

sábado, dezembro 09, 2006

As Saudades...

Tenho o privilégio de poder viver a escassos minutos desta paisagem
Há imensas coisas de que tenho saudades. Nesta hora de uma noite ainda não muito fria de Dezembro, subitamente sou assaltado por várias coisas das quais tenho saudades. Segue uma listagem de várias delas. Tenho saudades de:
- não ter que prestar contas a ninguém;
- dos tempos de secundário, em que nem estudar era uma preocupação, mas apenas aproveitar o tempo que tinha para tirar o máximo partido dele;
- dos tempos em que cheguei a ficar mais de 24 horas seguidas ao computador, tal era o empolgamento gerado pelo início da internet e das conversações online;
- das longas noites nas Docas;
- de passar um dia inteiro às gargalhadas, sem fazer a ponta de um corno;
- de passar uma bela tarde de sol estendido na relva a sentir o "ambiente" e tudo à minha volta;
- de fazer qualquer coisa sem importância, apenas com a necessidade de preencher o tempo ou de sentir que estava a fazer qualquer coisa;
- dos belos tempos de faculdade em que ia duas horas de manhã às aulas e tinha o resto do dia livre para fazer o que bem queria e me apetecia;
- dos almoços no Colombo e do resto da tarde na FNAC e companhia, com os meus grandes amigos;
- dos tempos de dirigente associativo;
- dos tempos em que tinha tempo para dedicar a pessoas especiais;
- das intermináveis conversas com quem tinha conversa para mim;
- de ouvir uma bela de uma música e senti-la bater fundo;
- dos tempos em que tinha aulas de Educação Física;
- dos tempos em que jogava à bola com a malta do bairro;
- dos tempos em que jogava à bola com os meus amigos da Escola;
- de sentir o surgir da Primavera. Não há sensação que se pareça com aquilo que sinto quando a Primavera surge. Como eu sinto as Estações do ano!!!;
- dos campeonatos de karaté;
- de ser criança, com idade correspondente à mentalidade;
- dos belos jantares de turma de Faculdade;
- de passar tardes no Bar Velho, apenas por passar;
- de sentir a pressão de um teste, exame ou oral que se aproximam;
- das belas idas à praia com os amigos de antigamente;
- das belas tardes de inverno passadas na praia;
- das belas jantaradas no Horácio, em Almada;
- de ninguém saber quem eu sou;
- de toda a gente me conhecer;
- de ficar em casa só a sentir que o Verão está ali. Não preciso vivê-lo, apenas de senti-lo;
- de trazer 70 disketes emprestadas para gravar o novíssimo jogo Tomb Raider para PC;
- de encher o quarto com 15 gajos, tudo a fazer torneios de Sensible Soccer;
- de brincar com os tubos, como se fossemos aqueles índios que cospem setas;
- de ir ao Remédio Santo;
- de sentir nos colegas e amigos uma verdadeira família (uma enorme família, ao contrário de agora);
- de sentir o mar perto de mim e a brisa da primavera e do verão;
- de acordar cedo e sentir prazer nisso;
- de passar tardes no café com a malta a queimar tempo;
- de ter como única preocupação ganhar o 20.º campeonato seguido com o Benfica no velhinho CM3;
- de ir com a malta para a Expo'98 curtir concertos de todos os tipos (desde Methal a Ena Pá 2000), independentemente de gostar da música ou não;
- daquele fantástico ano de 1998;
- de rir sem parar mais, as pessoas acharem-me parvo por isso, mas eu sentir-me bem com isso;
- de me divertir!;
- de me sentir leve, sem nenhum peso sobre mim;
- de ninguém me chatear;
- de dançar;
- de tocar;
- de cantar muito desafinado, e sentir prazer no que fazia, não importando se era muito ou pouco afinado;
- do Verão. Sobretudo do Verão. Não suporto o Inverno. Deprimem-me o Outono e o Inverno. Torno-me uma pessoa completamente diferente no Verão. Adoro o Verão. Adoro o Verão. Adoro o Verão (como sinto a falta do Verão);
- daquela extinta Escola de Cacilhas;
- daquela eterna Faculdade de Direito de Lisboa;
- de praxar;
- de viver, sentir-me vivo e sentir a verdadeira alegria de viver!

domingo, dezembro 03, 2006

Farense

O Farense é o 1.º histórico a ser aqui referido. É o 11.º clube com melhor historial na 1.ª Divisão, contando com 23 presenças na divisão maior do futebol português. Fundado em 1907, participou por 45 vezes na Taça de Portugal, tendo como melhor participação uma presença na Final da época 1989/90. Na 1.ª Divisão, o melhor que conseguiram foi um 5.º lugar na época de 1994/95, tendo conseguido uma presença na Taça UEFA de 1995/96. O Farense foi 2 vezes campeão nacional da 2.ª Divisão e 6 vezes campeão Regional do Algarve.
A origem do seu equipamento tem uma história peculiar. O clube foi criado sob com influência do Sporting, facto que se nota no símbolo. No entanto, como de Faro a Lisboa demorava muito mais tempo do que demora hoje, o único contacto visual com o equipamento original do Sporting que tiveram na altura foi através de uma fotografia. Acontece que nessa altura as fotografias eram a preto e branco, e os uniformes ficaram alvinegros. Mantiveram ainda a alcunha que ainda hoje têm: os Leões de Faro.
O seu primeiro campo foi o "Campo de S. Francisco", tendo passado posteriormente para o "Campo da Senhora da Saúde". Em 1922 adoptaram como casa o Estádio de S. Luís, que se tornou mítico durante as diversas épocas em que o Farense esteve na 1.ª Divisão, fazendo a vida negra a todos os que por lá passavam, e batendo os grandes portugueses.
Por lá passaram alguns grandes jogadores do futebol português como foi o caso de Hajry, Hassan, Hugo, Carlos Costa, Rufai, Miguel Serôdio, Jorge Soares, Portela, Helcinho, Pitico, entre outros. O seu mítico treinador era Paco Fortes, o catalão com ar de cigano e com o seu farto bigode. Foram alguns dos grandes símbolos do Farense até à época de 2001/02, altura em que se instalou a crise que ainda hoje vive. A partir dessa época, desceu sempre de divisão, ano após ano, até se estabelecer na 3.ª Divisão. Sobreviveram nessa época na Série F da 3.ª Divisão, já a jogar no novo Estádio Algarve, na Secretaria, mas na época seguinte acabariam por bater mais ainda no fundo, sendo desclassificados por terem dado 3 faltas de comparência, derivado dos problemas financeiros que não permitiram que a equipa sénior se inscrevesse no Nacional da 3.ª Divisão desse ano. Esta época encontra-se na 2.ª Divisão do Distrital de Faro. É uma pena ver um símbolo Algarvio e da descentralização dos campeonatos nacionais assim tão no fundo. Eclipsou-se dos grandes palcos nacionais, arrastando milhares de algarvios que todos os domingos seguiam a equipa onde quer que se deslocassem.
Aqui deixo o hino do Farense:

Do esforço se faz a vitória,
que no tempo nos trará saudade,
duma página bela de história,
escrita p’la nossa vontade.
Com os olhos postos no futuro,
e a grandeza que o sonho nos traz,
mostraremos ao mundo as façanhas,
de que a gente de Faro é capaz.

Cantaremos todos numa voz,
à vitória Farense, à vitória,
içaremos a tua bandeira,
brindaremos em tua memória,
e para as gerações do futuro,
à vitória Farense, à vitória,
nunca mais murchará a semente,
do arrojo, da fama e da glória.

Clubes históricos

Darei início a uma série de apresentações sobre clubes que marcaram a história do principal campeonato do futebol português e que, por qualquer motivo, eclipsaram-se das principais divisões nacionais.