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domingo, abril 30, 2006

13 Going On 30

Estava por aqui à procura de um filme para ver, em pleno 25 de Abril, quando me lembrei de ver o 13 Going On 30 (ou, em português: De Repente Já Nos 30). Já tinha visto este filme umas 2 vezes, mas mesmo assim deu-me para isto. Este filme relata-nos a história de Jenna (Jennifer Garner) que tem 13 anos, uma idade complicada, tal como toda a fase da adolescência (que vai até aos 19, para quem não sabe) e onde a aceitação e a popularidade são tudo para uns, e para outros, o ser-se diferente também é tudo. Mas Jenna não tem nada disso, gozada pelo grupo dos populares, ignorada pelo rapaz que gosta, encontra consolo no ombro do amigo Matt. Após mais um “fiasco social”, Jenna só deseja uma coisa, ter 30 anos. E, incrivelmente o desejo é-lhe concedido.
Há quem queira comparar este filme com o Big (com o Tom Hanks), mas parece-me que a única coisa semelhante, é o facto de ambos terem como desejo ser grandes, conseguirem sê-lo e depois voltarem à sua idade normal. De resto, existem bastantes diferenças entre um e outro filme.
Jenna começa a confrontar-se com a sua vida de adulta, na qual tem tudo: desde uma casa fantástica, passando pelo emprego com que sonhou, como editora da sua revista preferida enquanto adolescente, a Poise, e até um popular jogador de hóquei como namorado. Mas ao mesmo tempo, descobre que um erro cometido por ela no passado, havia de mudar a sua vida. Tudo bem que tinha sucesso a todos os níveis, mas cometeu um erro grave com aquele que era seu "amigo" e que era apaixonado por ela, o tal Matt. Foi por o ter deixado para trás, que se tornou uma pessoa mais materialista e mais vulgar e acima de tudo, perdeu aquele que podia ser o amor da sua vida! E é quando se apercebe disso, já adulta, que decide reaproximar-se de Matt, que para seu infortúnio, está prestes a casar-se. Apesar dele estar prestes a casar-se com outra, desde a sua juventude que amava a Jenna, e nunca a esqueceu, e na parte final do filme, Matt diz a Jenna, quando esta já estava disposta a fazer tudo para voltar atrás, algo como "Percebi que não podemos voltar atrás no tempo. Eu mudei... tu mudaste. Nós seguimos caminhos diferentes durante muito tempo. Fizemos ESCOLHAS. (...) Nem sempre se consegue a casa dos nossos sonhos, mas podemos andar lá perto. Jenna, eu sempre te amei." Ora, o que quis ele dizer com isto é que apesar do seu grande sonho sempre ter sido ficar com ela, dado o que sempre sentiu, se não podia ter o céu, porque... quando 1 não quer, dois não fazem, podia ao menos ficar com alguém que se aproximasse disso. É um prémio de consolação, e que às vezes tem que ser, quando nos submetemos a coisas que são humanamente impossíveis para nós. Jenna tentou evitar o "My Best Friend's Wedding", mas sem sucesso porque já era tarde e não podia reparar os erros que cometeu. Mas isto apenas na idade adulta. Porque subitamente consegue voltar à idade que tinha, e conseguiu ir a tempo de evitar os erros cometidos, ficando com tal "amigo" para sempre!
Isto aparenta ser uma história cor-de-rosa, um típico filme para se ver 1 vez, sorrir um pouco e siga. Mas, vejo esta mensagem por detrás do filme: temos que ter muito cuidado com as opções que fazemos, porque por vezes podemos fazer as escolhas erradas, e elas nos custarem caro para o resto da vida, sobretudo quando não podermos voltar atrás e desejarmos dar tudo para termos tanto aquela pessoa que sempre fez imenso por nós, que sempre significou tanto mas... na altura estavamos com a cabeça em outras coisas. Nas coisas erradas. Os erros pagam-se caro, e quando fazemos as escolhas erradas, mais caro ainda se pagam. Depois, corre-se o risco de se ouvir "Sempre gostei de ti e sempre te quis, mas... agora estou noutra. Não se compara o que sinto por esta, mas... ao menos não faz as coisas que fizeste comigo". Aconselho todos a verem este filme, mais não seja para vos despertar um mínimo de consciência para a vida. Isto que aqui escrevo não é nenhum recado para ninguém. É só um desabafo do que concluí do filme, e do que acredito que acontece. A pior coisa que podemos sentir, é o arrependimento de não termos feito a escolha certa e não podermos fazer nada quanto a isso. É a tal teoria do "3 coisas não voltam atrás: a palavra proferida, a seta lançada... a oportunidade perdida"! Depois... chora-se. No filme, ela conseguiu voltar atrás, porque era um filme... Na vida real é diferente. Bem diferente...

A Eterna Madonna

Rumores anunciam a sua reforma com a realização de um concerto em Nova Iorque, 2 dias antes de completar 50 anos, mas entretanto, a eterna Rainha da Pop vai lançar-se em mais uma digressão, a "Confessions On the Dance Floor Tour", onde a mesma se prepara para repetir alguns países, mas sobretudo privilegiar países que não puderam contar com a sua presença na Tour anterior, como por exemplo o Brasil. Portugal ficará de fora, não por vontade da Madonna, mas porque as empresas de eventos não estão interessadas no regresso da Rainha. É chato mas... é Portugal!
Desejo toda a sorte do Mundo à Madonna, que muito gosto de ver e ouvir e que cada vez mais se assemelha ao exemplo dos Rolling stones, que adiam a reforma década após década. Quem sabe se os rumores da sua retirada não passam disso mesmo, e daqui a 20 anos ainda vemos a Madonna a dar 2 horas de música e espectáculo, e a fazer ainda os passos todos de dança com uns invejáveis... 70 anos!
Deixo aqui uma das fotos que lhe tirei, quando assisti ao concerto que ela deu no Atlântico em Setembro de 2004. Espero que gostem.

sábado, abril 29, 2006

A Assembleia

Toda a gente sabe que a Assembleia da República (AR) é o órgão que representa os portugueses. Há 1 semana, na Visão, Ricardo Araújo Pereira ironicamente disse que a prova dessa representatividade é o facto dos deputados conseguirem procurar de forma mais acérrima, do que qualquer português, não fazer nenhum, terem pontes, ganharem bem, gozarem bastantes férias, enfim... o sonho de qualquer português: trabalhar pouco e receber muito. Ele até podia estar a ironizar com o assunto, dado o conturbado episódio da ponte feita pelos deputados para gozarem as férias da Páscoa, onde mais de metade dos mesmos se pôs "na alheta" não havendo sequer quorum presente. Realmente, este é um óptimo exemplo dado pelos deputados, mas deixem-me que vos diga que a culpa nem é deles. Nem tão pouco dos partidos. Os portugueses estão MESMO bem representados. Sendo um pouco mais duro, atrevo-me a dizer que cada um tem aquilo que merece. Os portugueses é que votaram e deram os lugares a estes tipos, não foram os próprios que os conquistaram. Pronto, alguns conquistam-no com mérito duvidoso, mas quem vota neles é o principal culpado. Existe ainda outro culpado a par do povo: o sistema de eleição dos deputados à AR. Eu sou favorável dos círculos uninominais, por vários motivos. Através dos mesmos, por um voto que façamos num, escusamos de ter que levar com os outros todos (é mais ou menos como o efeito CD: por uma música boa, temos que suportar as outras todas). Depois, poderemos ultrapassar as lacunas deixadas pelos partidos, no sentido de, se a actuação de algum deputado não nos for propriamente agradável, poderemos simplesmente não o eleger nas eleições seguintes, ainda que os Partidos os incluam nas listagens. Será uma forma de manter em pressão o deputado prevaricador, e uma forma legítima de poder correr com os estafermos que gostem de ir para o Parlamento receber 3500 euros mensais + despesas de representação + férias + borlas + um sem número de coisas! Naturalmente que tudo isto é viciável, mas não há nada na vida que não o seja. Há sempre aqueles que mesmo sabendo das falhas dos deputados, como pertencem a um partido, elegem-nos na mesma. Mas isso já é uma questão de carácter de quem vota.
Sendo assim, a proposta que apresento aqui ( obviamente sei que não passará de uma proposta indicada num blog), é: úm boletim enorme com o nome de todos os candidatos a deputados pelos respectivos partidos e cada um com um quadrado do lado, para que se possa fazer uma cruz no respectivo nome. O eleitor fará tantas cruzes, em tantos candidatos quantos deputados sejam eleitos pelo respectivo círculo eleitoral. Ex: Setúbal "mete" 17 na AR, logo o eleitor tem direito a escolher 17 nomes de uma lista. Isto traz-nos vantagens, antes de mais, no que toca a pesos na consciência. Quantos não são aqueles que olhando para as listas respectivas pensam "Epá... estes do PSD e do CDS são os melhores, mas há aqui um do PCP que fazia lá falta porque realmente é bom". Assim sendo, poderíamos por umas cruzinhas no PSD, e outras no CDS, conforme as pessoas nos agradem. Quem achar que, em 17 deputados, não existem sequer 10 nomes que conheçam ou que figurem as suas escolhas para o lugar, faz as cruzes respectivas nos nomes que entender, e poderá deixar os restantes em branco. Se ultrapassar o número de cruzes possível o boletim é todo ele nulo, e se fizer mal uma cruz, ou qualquer outra coisa no boletim, só contam os votos que estejam bem feitos. É um bocadinho como as cruzes do totobola. Se a cruz anda ali por qualquer outro ponto que não seja o quadrado, não conta! Naturalmente que até nisto, há aqueles que depois começam a por cruzes à toa, em tudo quanto é nomes, só porque são do partido, ou apenas porque agem como se preenchesse o totoloto "faltam dois números? epá... olha, vão já estes". Mas um voto é um voto, e sem dúvida que não me repugna tanto a ideia deste tipo de votação, como repugna aquela em que as pessoas votam nos candidatos com olhos bonitos, ou na candidata com uma boa peitaça! Uma coisa é certa: nesta forma de votação, sem dúvida que só escolhemos quem queremos, e não temos que levar com o resto da tralha atrás. Escolhendo bem, ou mal, somos nós que os escolhemos! Representa vícios também, mas a nossa liberdade é plena. Aí, sem dúvida que não teremos desculpas para apontar aos partidos que escolhem as pessoas que integrem as listas. Este sistema apresentará também essa vantagem: não existirá cabeça de lista, ou 5º da lista. Existem os candidatos do Partido. A igualdade começa aqui.
Quanto a todos aqueles que possam pensar que desta forma, lá se vai a regra da paridade, dado que as pessoas poderiam só escolher homens, existe um método de ultrapassar isso: separam-se as listagens dos nomes em dois. Uma com nomes de homens, e a outra com o tal mínimo de 1/3 de mulheres. O número de cruzes a inserir em cada lado, seria proporcional à % de homens e mulheres em cada um dos lados, dado que Lisboa poderia só ter o 1/3 obrigatório, e depois Portalegre ter 2/3 de mulheres. Aí, 1/3 das cruzes teria que ser obrigatoriamente inserido no campo feminino e o restante no feminino. No caso de Portalegre, 2/3 das cruzes deviam ser inseridas no campo dos nomes femininos.
Muito confuso? Votar não é para qualquer um. Pelo menos não devia. É um dever que como dever que é, só devia estar ao dispor de alguns. É graças a essas mentes que votam ao calhas, que temos os governos que temos, e a representatividade que temos. Graças a pessoas que se deixam vender por uma caneta ou por um frigorífico, ou mesmo por uma carinha laroca e um chouriço (como aconteceu nas últimas autárquicas), que as coisas são a debanda que são. Tudo é comprável, tudo é viciável.

quinta-feira, abril 27, 2006

Conversa de autocarro às 8:20 da manhã

Velha: "Conheço-te desde pequenina. Tens quantos anos? 16?" (a rapariga aparentava ter já uns 28)
Rapariga: "Não, tenho 22."
Velha: "Ena! Estás crescida! Estás a estudar ou a trabalhar?"
Rapariga: "Estou a trabalhar no Seixal. Tenho visto o seu filho por lá."
Velha: "Ah sim! Ele vai para lá... (pausa)... ele trabalha lá... (nova pausa)... ele mora lá... (última pausa)... a namorada dele é de lá!"
Rapariga: "Pois... sim..."

quarta-feira, abril 26, 2006

Eloquência Vs Inteligência

Há gente que confunde estes dois conceitos. Eloquentes são todos aqueles que são conhecedores de vários conceitos e empregam bem uma certa diversidade de palavras. São vulgarmente conhecidos como aqueles que usam "palavras caras". Inteligente é todo aquele que pensa, que compreende, que raciocina.
Foi preciso entrar na Faculdade, para ver gente que se fazia passar por inteligente e interessante, mas no fundo não passava de um ser eloquente. Lá porque se utilizam "palavras caras" e termos do género "vós sabeis", entre outros, muita gente falava "ah que tipo tão inteligente", quando na verdade tudo não passava de uma substituição de umas palavras por outras. Se calhar quem os classificava de inteligentes, era um pouco ignorante e surpreendia-se com o 1+1+1+2=5 só porque tem mais parcelas que o 2+3=5. Isto não é inteligência.
Inteligência é saber passar a sua mensagem de forma súbtil. É saber contornar as coisas sem ser por um mero jogo gramatical. É dizer uma coisa, e fazer as pessoas pensarem que está a dizer outra. É, inclusivamente, saber ficar calado, em vez de tentar exibir-se publicamente, ou se achar mais do que qualquer coisa, apenas porque diz umas palavritas que não são vulgarmente conhecidas. Pecam por fazerem uma imagem de si, e quererem passá-la, completamente diferente da realidade. São ultrapassados pelos inteligentes, que no seu canto, e no alto do seu pedestal, assistem a tudo o que se passa. Os inteligentes não precisam fazer-se notar. Pessoas como os eloquentes (entre outras espécies de personagens) mantêm-nos bem presentes e bem vivos. É assim a diferença entre a eloquência e a inteligência. No entanto, não posso acabar sem deixar uma nota aos eloquentes: afinal, graças a eles, não se perdem conceitos tão belos do nosso português, que hoje em dia se vêem ameaçados pelas gerações presentes. Obrigado por darem utilidade aos nosso dicionários, tantas vezes esquecidos.

terça-feira, abril 25, 2006

Para que nunca se esqueçam...

Trinta e dois anos volvidos desde o 25 de Abril de 1974, cumpre homenagear aquele que foi uma das maiores inteligências e mais fortes personalidades da história; o homem de génio que salvou Portugal da decadência e da indigência, restaurou-lhe o prestígio e recolocou-o nos trilhos da sua missão histórica; o estadista de craveira excepcional para quem os interesses e direitos de Portugal estiveram sempre acima de tudo; o português de lei, o exemplo de integridade, o derradeiro cruzado e profeta do Ocidente.
- O Portugal de Salazar foi uma Nação grande, repartida por quatro continentes, com incalculável importância geoestratégica e grandes responsabilidades históricas; o Portugal de hoje é minúsculo e exíguo rectângulo.
- O Portugal de Salazar foi uma Nação independente com autonomia de julgamento e decisão; o Portugal dos nossos dias abdicou da soberania e esmera-se na obediência à cartilha de estrangeiros.
- O Portugal de Salazar foi inflexível na defesa da população ultramarina contra terroristas assassinos; o Portugal abrilino abandonou a mesma população à sanha dos seus algozes.
- O Portugal de Salazar defendeu a dignidade da pessoa humana, garantiu a ordem nas ruas e a segurança dos cidadãos; o Portugal da actualidade considera a dissolução do carácter e as aberrações morais como exercício da liberdade, e condescendente com desordeiros e militantes, não oferece segurança às pessoas de bem, seja em casa ou nas ruas.
- O Portugal de Salazar dotou o país de infra-estruturas, promoveu a sua industrialização e protegeu os sectores-chave da economia, integrando-o paulatinamente e com salvaguardas nos espaços económicos de livre-comércio, gerado pela Abrilada, arruinou as estruturas económicas e preside alegremente ao desmantelamento da indústria, da agricultura e das pescas, segundo o receituário mundialista.
- O Portugal de Salazar entendia a política como instrumento ao serviço da colectividade e o poder como missão de servir; no Portugal vigente, a política e estratagema para a satisfação de interesses egoístas de pessoas e grupos. Enquanto o poder é interpretado como o direito de servir-se.
- O Portugal de Salazar cultivava a nossa História, homenageava os nossos Maiores, condecorava os Heróis da Pátria; o Portugal abrilino expugna a nossa História, ignora os nossos Maiores, exalta os traidores à Pátria.
- O Portugal de Salazar não discutia Deus, a Pátria, a Família; no Portugal abrilino nega-se Deus, vende-se a Pátria, liquida-se a Família.
- O Portugal de Salazar soube merecer os nossos mortos; o Portugal abrilino os não merece.
- Diante de tanta traição, tanta ignomínia, tanta passividade e tanta dissolução do carácter nacional, cumpre inquirir se o consulado de Salazar não foi "somente" uma barragem temporária contra o declínio inelutável da Nação portuguesa. Afinal, se os portugueses se estão nas tintas para a sua nacionalidade, se se sentem bem na companhia de traidores à Pátria que amputaram largas parcelas do seu território e promoveram a imolação de milhões de inocentes, se se contentam em comer pelas mãos de estrangeiros, se se regozijam com afrontas à sua História e aos Maiores, se se genuflectem sorridentes diante daqueles que nos querem dominar, diluir e absorver, então os portugueses têm o destino que merecem. "25 de Abril", Maastricht, Shengen, Amesterdão, regionalização, iberismo, mundialismo; são tudo etapas da viagem ao aniquilamento físico da Nação, tornado possível – exclusivamente – pela decomposição programada do carácter nacional.
- Registam-se aqui a homenagem a Salazar e a saudade que este homem providencial deixou nos corações onde ainda vibra o nome de Portugal. E acrescenta-se que a perspectiva oferecida pelo "espectáculo" deste último quarto de século confirma e amplifica a genialidade de Salazar.

Há uns anos, no DN, Pacheco Pereira escreveu um artigo que foi aproveitado para ser notícia nas páginas do jornal "Expresso", queixando-se do Dr. Oliveira Salazar, dizendo que apesar de ter sido um homem inteligente, deixara ficar Portugal numa situação de falta de esperança na vida para o futuro, com uma população de analfabetos e sendo o mais pobre país da Europa. Pacheco Pereira, que fala e escreve com a facilidade de quem estudou, não parece ser analfabeto já que foi no tempo do Dr. Salazar que andou na escola a aprender as letras, como tantos outros que por ali andam a arrotar postas de pescada dizendo mal do passado e esquecendo-se que foi no antigamente que aprenderam a ser gente. Deve agradecer e não criticar os estudos que teve, já que, depois da "heróica abrilada", esta nova geração pouco estuda e nada tem de educada como se pode testemunhar diariamente com o comportamento que tem para com aqueles que merecem ser respeitados. Pacheco Pereira que nasceu e viveu no tempo do Estado Novo, quando o Dr. Oliveira Salazar governava, deve lembrar-se que não havia a pobreza que reclama e tudo não passa de imaginação já que pelos vistos não morreu à fome e teve a felicidade de estudar e não foi apanhado no 25 de Abril de mão estendida a pedir esmola, como tantos outros seus "camaradas" que agora de papo cheio vieram do antigamente para exercerem posições governativas. Pacheco Pereira que não vislumbrava, no tempo do Dr. Salazar, uma esperança de vida futura deve estar muito enganado se pensa que foi com a revolução dos cravos que ganhou a liberdade para conseguir o que queria com a "liberdade" agora conquistada. Engana-se pois a esperança de muita gente num melhor futuro está a ser hipotecada com as facilidades que a democracia lhes dá, pois para ganharem o sustento do dia-a-dia, infelizmente, são obrigados a mudar de camisa conforme a música, como fazem os deputados deste País que defendem o tacho pouco se importando com quem à volta se governa com o dinheiro que vem de fora e com aquele que ainda se encontra nos cofres do Estado, amealhado honestamente pelo Dr. Oliveira Salazar. Falar de barriga cheia, com a promessa de uma reforma ao fim de 12 anos de trabalho (trabalho?) como deputado, não custa nada, como também fazer obras com o que é mendigado no exterior torna-se fácil.
A sorte do deputado Pacheco Pereira é ter nascido em Portugal no tempo do Dr. Salazar ou já se esqueceu que o Homem que ataca safou Portugal de entrar na II Guerra Mundial, dando a oportunidade ao seu pai de não morrer na ponta de uma baioneta nazi, perdendo-se assim o "prazer" de o termos agora aqui a dizer mal do passado. Na festa dos 25 anos do "Expresso" não premiaram ninguém nascido depois do 25 de Abril. Foram apenas galardoados 23 presumíveis "analfabetos" já que o futebolista Figo, que dá pontapés na bola não precisa para isso ser doutor. Quanto a Rosa Mota, coitadinha, ficou analfabeta depois do tal 25 de Abril, não é Pacheco Pereira? Parece mentira mas não é, em Moçambique e Angola nunca antes do 25 de Abril de 74 vi algum negro nas ruas de mão estendida a pedir esmola. Em 1961 e 1968 passeando pela Europa, dei de caras com muitos mendigos brancos nas ruas à espera da caridade alheia. Que existia pouca esperança de vida futura é uma verdade, mas isso era na ex-URSS, Pacheco Pereira. Onde quem não era do partido comunista tinha os dias contados, ou morrer no Gulag ou trabalhar na Sibéria como escravo. Pacheco Pereira, se pensa que os portugueses em liberdade" e "sem censura" passaram a viver melhor do que antigamente, está redondamente equivocado. Lá porque todos têm autom6vel, telefone portátil e deixaram de comer sardinhas para encherem a mula com mariscos não quer dizer que estão têm de vida. Estão todos endividados e querem mostrar uma vida de novos-ricos que pensam que são. Se a justiça fosse mais justa, metade da população portuguesa estaria a ver o sol aos quadradinhos.
Razão tinha o Dr. António de Oliveira Salazar quando confessou que o seu nome seria retirado da ponte que mandou construir. Ao tentar apagar o passado com esse gesto mesquinho e hipócrita, os políticos ambiciosos e oportunistas que surgiram com a revolução militar dos cravos tentaram, inutilmente, fazer esquecer a figura de um Homem que serviu a Pátria com patriotismo e honestidade. Quase é recordado diariamente para o insultarem. Estão mostrando de verdade a pequenez dos seus comportamentos delapidando a herança que ele nos deixou quando, orgulhosamente só, sem ajudas exteriores e um Ultramar prodigioso colocou Portugal a par das nações poderosas como um aliado a não rejeitar. Mas infelizmente a presente realidade é outra e não podemos fugir a ela. Ao abandonar o Ultramar e rejeitar o escudo, a Nação Portuguesa vive às custas dos subsídios europeus, presta vassalagem aos novos régulos de África, coloca-se de cócoras perante os mais ricos e aceita de espinha dobrada as suas ordens.

Foi nas escolas e universidades do Estado Novo do Portugal do Dr. Salazar que o senhor engenheiro Guterres e o dr. Pacheco Pereira tiraram o curso, assim como tantos outros que só sabem dizer mal do passado e são doutores com canudos a abicharem os tachos que têm no Governo onde até à data não deixaram de "mamar" nos cofres do Estado, sugando a "mesquinha riqueza" de ouro que lá foi acumulada pela "ditadura envergonhada", para hoje andarem a cuspir no prato onde aprenderam a ser gente. A "riqueza envergonhada" do Dr. Salazar no Portugal de ontem, foi aplicada no desenvolvimento do País e em outras tantas coisas que seria enfadonho enumerá-las, mas as apontadas são a prova de que ela foi sabiamente empregue, como sejam: nas duas pontes (Porto e Lisboa), obras de engenharia excelentes; numa marinha mercante invejada, uma transportadora aérea de gabarito internacional, estaleiros com encomendas de todo o mundo, indústrias, comércio agro-pecuário e uma extraordinária capacidade de suportar sozinho a guerra que nos fora imposta por "aliados" traiçoeiros que com os olhos postos no Ultramar se viam ultrapassados na corrida que Portugal mantinha para liderar o monopólio mundial, onde o escudo português tinha valor idêntico à libra e ao dólar. No Portugal de hoje, do engenheiro Sócrates, a marinha mercante desapareceu; a TAP está desacreditada; os estaleiros não recebem encomendas; foi feita uma ponte com empréstimos estrangeiros (a outra a que chamam 25 de Abril foi roubada); o escudo desapareceu; as empresas abrem falência todos os dias; não há guerras a suportar, e tem a "aliada benfeitora da Europa" que subsidia as poucas-vergonhas de um Governo que gasta milhões em passeios turísticos, não ajuda a terceira idade mas auxilia generosamente países do terceiro mundo. No Portugal da "ditadura" os serviços de saúde eram a sagrada sobrevivência dos doentes. Os hospitais do socialista engenheiro Guterres são um inferno para quem infelizmente precisa deles. O ópio do povo, que é o futebol, no reinado da "democracia" deixou de ser um desporto para se tornar numa bandalheira... nas bancadas, no relvado e nas rasteiras dos dirigentes.

Retirado e adaptado de fonte desconhecida. Apenas tinha o texto em word. Limitei-me a alterar algumas partes.

segunda-feira, abril 24, 2006

Primavera

Finalmente, parece que ela veio para ficar! É o início da minha parte preferida do ano. Aquela que se inicia em meados de Abril, e termina em finais de Outubro. O início do calor, do andar à vontade, do ir à praia sem casacos, etc. Dizem que as estações do ano influem no estado de espírito de cada um de nós. Eu acho que sou a prova disso mesmo. Nesta época que indiquei, realmente fico transfigurado... para melhor!
É óptimo poder passear sozinho pela Av da República num domingo à tarde de bom tempo. A Avenida vazia, o dia dura mais tempo, o próprio ar parece que tem outro cheiro! Adoro isto! É bom ver o céu limpo, ver até as pessoas com outro ar, a natureza no seu esplendor (e como adoro a natureza... não fosse eu um pró-ambiente).
Por outro lado não desvalorizo o Outono e o Inverno. Apesar de serem temporadas que me põe completamente para baixo, se estes não existissem, jamais daria o valor que dou à Primavera e ao Verão quando estes surgem. Obrigado aos 4 por existirem, e mais uma vez sinto-me privilegiado por nascer no país que nasci. Temos tudo e até nos damos ao luxo de não termos guerras, nem sequer alguém que nos inveje. Isso é bom. Somos um país discreto, mas rico em muita coisa não avaliável em dinheiro. Valorizemos mais aquilo que temos.
Começou a minha época preferida do ano e até ao fim da mesma, vou aproveitá-la ao máximo, como se fosse a primeira e única vez que a fosse viver! Façam o mesmo! Valorizem estas coisas que raramente damos conta que temos, mas estão cá sempre presentes!
Como imagem, deixo-vos a que Sandro Botticelli nos deixou, a que dá o nome de... Primavera!

domingo, abril 23, 2006

Kurt Cobain

Completaram-se, no passado dia 8 de Abril, 12 anos da morte de Kurt Cobain. O vocalista dos Nirvana, sempre teve uma vida atribulada. Na verdade, a sua vida começou a mudar quando os seus pais se separaram, algo que seria determinante para a sua formação enquanto pessoa. Tinha uma família ligada à música e isso motivou a que se dedicasse à sua guitarra, apesar da sua verdadeira paixão o ligar à bateria. Tal como Chris (membro dos Nirvana também), passaram por imensos precalços nas diversas bandas de que fizeram parte. Chris passou a ser baixista, por culpa de um acidente que o anterior baixista da banda teve, que o impossibilitou de tocar. Alguns admiradores dos Nirvana e da música, agradecem este acidente. Num grupo da dimensão dos Nirvana, é natural que algumas músicas nos liguem a factores diferentes da voz de Kurt Cobain. E graças a Chris, temos alguns temas verdadeiramente marcantes nos Nirvana. Em 1989 lançaram o seu 1º álbum "Bleach", que até era um álbum mais de metal. Na altura, o ícone da banda era o guitarrista Jason Everman e isso confirmou-se no lançamento do próprio álbum que era acompanhado por um poster dele.
Em 1991 lançaram o álbum, que para mim é o melhor de todos os tempos, "Nevermind". Ainda hoje um mínimo apreciador de música sabe identificar aquela capa com um bebé a nadar debaixo de água, com uma nota de dólar. Este disco lançou-os definitivamente para a fama, e o todos deliravam, particularmente, com duas músicas: Smells Like Teen Spirit e Come As You Are. Em concertos o público só pedia estas duas. Durante anos, não pararam de passar nas rádios e os respectivos videoclips idém. Ainda no outro dia voltei a ver o videoclip de Smells Like Teen Spirit.
Mais tarde (em 1993), e depois da editora lhes ter recusado o álbum "I Hate Myself and I Want to Die", surgiu outro grande êxito. Surgiu o "In Utero", com algumas músicas também bastante marcantes, como por exemplo o All Apologies. Foi outro sucesso, mas o público pedia mais o Nevermind.
No início de 1994 surge um dos outros grandes êxitos (para mim, o 2º melhor álbum deles) e que ainda marca uma geração mesmo depois destes anos: o famoso "MTV Unplugged In New York". Um género de Best Off, mas acústico. Um Best Off que faltou ser lançado e que neste álbum é meio incompleto, dado que lhe faltam algumas das suas melhores músicas como o Smells Like Teen Spirit ou o Lithium, entre outras. Também era difícil lançarem-se estes tipos de música mais pesados num álbum acústico.
A 8 de Abril de 1994, Kurt Cobain foi encontrado morto com um tiro na cabeça. Muitos dizem que deu esse tiro na cabeça para acabar com o sofrimento de uma overdose de que foi vítima segundos antes do fatal tiro. O que é certo é que, com ou sem overdose, o marido de Courtney Love, vocalista dos Hole, ex-Faith No More e ex-Sugar Doll (com quem tinha uma eterna relação com a droga, tendo ambos tentado tratamentos de desintoxicação), morreu. E "o dia em que Kurt Cobain morreu foi o dia em que a música morreu para uma geração", disse Tana Nugent Jamieson, vice-presidente da nova unidade de programação original da Warner Bros. Morreu a música para uma geração, mas não morreu o mito.
Recordo-me ainda que a par dos Nirvana, os Pearl Jam davam também nas vistas e normalmente era inevitável ligar o Come As You Are ao Daughter. Regra geral, quem gostava de uma, gostava da outra. O estilo grunge de Kurt Cobain também foi uma das marcas da época. Ficam as músicas que marcaram todos aqueles que os adoravam e ainda hoje adoram (escrevo estas linhas ao mesmo tempo que oiço as suas músicas). Obrigado aos Nirvana por terem sido uma marca positiva na minha vida e na vida de muitos jovens da época. Pena a imagem por vezes ligada às drogas e a imagem final de suicídio. Enfim, deixemo-nos de "imagens" e fiquemos com a música!

A Ministra da Cultura...

Vi, há instantes, o início de um programa televisivo que passou um trecho da reportagem sobre um género de "conversa aberta" da Ministra da Cultura com crianças com menos de 10 anos. Uma pergunta feita por uma das crianças foi: "O que faz uma Ministra da Cultura?". Ao que Isabel Pires de Lima respondeu: "Bem, a Ministra da Cultura traça as prioridades da área da Cultura". Brilhante! Mas depois tratou de continuar a esclarecer crianças com menos de 10 anos, quando falou de coisas como "infraestruturas", "financiamentos", "internacionalização das artes". Se esta foi a resposta que deu aos pequenos, imagino que tipo de resposta daria a licenciados, ou a doutorados. Acho que até a Lei Orgânica consegue ser mais esclarecedora. Graças a Isabel Pires de Lima, é possível encontrar uma Lei cuja redacção descomplique aquilo que o Homem (neste caso a mulher) tende a complicar.

sábado, abril 22, 2006

Breves notas sobre o Porto

Os clubes pequenos que nunca passarão disso, notam-se em vários aspectos. Começa nos mais simples, como disso é exemplo o Porto:
1º: não sabem ganhar. Em qualquer jogo que façam, e de cada vez que ganham, a sua frustração por o Benfica ser o Maior clube português, causa alguma azia e isso nota-se quando, em todos esses jogos, os adeptos insistem em cantar hinos ao Benfica, chegando a maioria desses adeptos preferir ver o Benfica na 2ª divisão, do que o Porto campeão.
2º: a ignorância patente nos adeptos de clubes pequenos. São tão estúpidos que cantam uma música que é "quem não bate palmas é tripeir... é tripeiro... é tripeiro" e ao mesmo tempo que a cantam... batem palmas! Alguém faça o favor de explicar que eles são tripeiros. Alguns nem dão conta que o são mesmo quando exibem cachecóis a dizer "Orgulho em ser tripeiro". Tudo o que é azul eles levam ao Estádio. Não sabem o que diz, porque se soubessem, não cantavam a música que acabei de referir.
3º: não é por serem campeões que se tornam um clube grande. O Boavista já foi campeão e não é um grande, e o Belenenses a mesma coisa. Terem sido campeões europeus há uns anos, também não os faz serem grandes. O Steaua Bucareste, por exemplo, ou o Nottingham Forest, entre outros, já foram campeões europeus e isso não os faz "grandes".
4º: são um clube que durante alguns anos conquistou alguns títulos, mas até o Beira-Mar em plena 2ª divisão já conquistou títulos nacionais.
5º: um clube grande sabe ganhar e sabe festejar. O Porto, em 99% das declarações que dá, só refere o Benfica, o Benfica, e o Benfica.
6º: têm grandes problemas em lidar com o facto de nunca virem a atingir a dimensão do Benfica. Dimensão em quantidade, em grandeza, em mística, em títulos, em história, em presente, enfim... numa série de coisas. Querem ser iguais ao Benfica. Nem sequer querem ser melhores. Só iguais. O facto de nunca virem a sê-lo causa grande frustração. Custa-lhes não terem como "cognome": GLORIOSO! Na Europa são simplesmente: o Porto.
7º: arruaceiros. Mais uma vez, provam não saberem ser grandes, não terem classe, nem saberem ganhar. Invadem campos, tal não é a pressa em ganhar. Partem tudo. Porrada é com eles.
8º: não sabem o que é ser-se solidário. Um benfiquista torce pelo Porto nas competições europeias. Um portista não torce pelo Benfica na Europa. Lá está... quando se é pequeno e se inveja o que nos é superior, não queremos que o que nos é superior conquiste seja o que for. Ainda que isso não nos traga qualquer desvantagem.
9º: não têm criatividade. Têm só duas músicas que não falam do Benfica. As outras, em vez de serem músicas de apoio ao seu clube, são músicas que falam mal daquele que eles eternamente invejarão.

Por tudo isto, o Porto até pode um dia chegar a ser grande. Mas nunca será Gigante como o Benfica. Nunca paralisará um País. Nunca será melhor ou maior que o Benfica. Viva o Benfica! O Glorioso! Sempre Benfiquista! Benfiquista até morrer! Ainda assim, foram campeões, não por terem sido os melhores, mas porque o Benfica perdeu muitos pontos de forma infantil, e noutras porque foi vítima de uma enorme roubalheira. Com um Benfica motivado como esteve na Liga dos Campeões deste ano, e com um Portinho assim com jogadores deste género e com Co Adriaanses (por favor, não o mandem embora! Deixem-no ficar!), 2006/07 vai ser brincadeira de crianças para o GLORIOSO!

Best-Off recente da TV Portuguesa

Aproveitando a crónica do Ricardo Araújo Pereira na Visão desta semana, onde fala sobre as vantagens da pouca qualidade da TV Portuguesa e os seus momentos marcantes, eis que decido escrever este post. No espaço de 20 minutos em que estava a fazer um zapping pela TV, eis que 2 momentos já me marcaram a vida. São eles:

Momento 1: Publicidade do Sapo ao Rock In Rio: já prestaram atenção à voz da Mónica Sintra neste spot? Ela canta mesmo assim? Se sim, como é possível vender um disco que seja? A forma como canta nesta publicidade, parece mais uma cena digna de apanhados, onde a mesma tenta imitar uma cabra.

Momento 2: O Reporttv, da Sporttv, desta semana foi dedicado ao jogador Sandro Luís, que recentemente foi vítima de um acidente de viação, tendo sido amputado de uma perna e impedido de jogar futebol (sim, era um bocado óbvio). Reparem nesta confissão do ex-jogador: "Durante muito tempo tinha sonhos durante a noite nos quais jogava à bola. A minha mulher até dizia que eu ESPERNEAVA muito durante a noite". Como é que um perneta esperneia? Enviem as vossas respostas para andreaserenni@hotmail.com (o meu mail).

Mais um "jeitinho" do Governo

Ainda no início da semana tinham saído os resultados do IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional), indicando um decréscimo de 0,9% na taxa de desemprego, e já se preparava Sócrates e o respectivo Governo para encherem o peito e fazerem entoar a alto e bom som que "com o Governo PS, tudo tem melhorado, e até o desemprego já apresenta uma baixa significativa", quando um deputado do PSD descobre a careca ao Ministro Vieira da Silva e respectivo Ministério.
De repente passámos a ter quase menos 1% de desempregados, e milhares de empregados! Este país não pára! Tudo melhora com o Sócrates! Ainda o PM começava a esboçar o sorriso, quando foi indicado que estas contas não passam de uma forma de atirar areia para os olhos dos portugueses, dado que esta descida só se verifica graças à entrada em funcionamento de uma nova aplicação informática que permite o cruzamento de dados entre o IEFP e a Segurança Social. Através deste sistema é possível identificar as situações em que um beneficiário de subsídio de desemprego está simultaneamente com registos de descontos ou aquelas em que se está inscrito nos centros de emprego como empregado à procura de outro emprego. E, em caso de acumulação de subsídio com registos de descontos, o sistema deixa de considerar os indivíduos como desempregados e passam a constar como empregados.
Contactado o Presidente do IEFP, o mesmo confessou que este programa, que tem como finalidade o combate à fraude e evasão contributiva, contribui para reduzir o número oficial de desempregados inscritos.
Pergunto-me se o que este programa pretende fazer, vai mais além da finalidade dada pelo Presidente do IEFP. É que se não fosse um deputado do PSD a descobrir a fraude, muita gente ficaria com louros de algo que nunca existiu, e que não passa de uma manha para ludibriar os portugueses. Foi mais uma das medidas do Governo. O objectivo até pode ser combater a fraude, mas se se puder, até se dá um "jeitinho" e o Governo fica bem visto.
Com este tipo de "alterações metodológicas" (como agora são chamadas), o número de desempregados desce, e questiono-me sobre qual será a próxima área onde vão aplicar este tipo de metodologia. Deixo aqui uma sugestão: tentem o défice orçamental! Nova metodologia: nem todas as despesas devem entrar para o orçamento, comecem a incluir nas receitas ordinárias, os montantes decorrentes de financiamentos do exterior e porque não mais uns trocos. Pronto! De repente, o Orçamento passa a apresentar superavit! Já não bastou quando diziam que "não sabiam" da situação do OE, e pensavam que eram uma e afinal era outra... motivos invocados para a subida dos impostos. Venha de lá a próxima do Governo. Cá aguardamos mais medidas do Sócrates.

quinta-feira, abril 20, 2006

Homicídio?

Num dos meus "zappings virtuais" (se é que isto exista), nos quais visito vários blogues, jornais, e diversos sites de informação quando me levanto, deparei-me com uma notícia do Correio da Manhã (sim, eu sei que é triste, mas é dos poucos jornais online com 100% da informação gratuita e não custa nada dar uma espreitadela. O Público compro na tabacaria), onde se falava da condenação do homem que assassinou o dono da discoteca Trumps (nem sabia que esta discoteca existia, até ver a notícia) a 11 anos de prisão. Dado que o indivíduo tinha 23 anos à data do crime, e devido aos seus antecedentes e à situação pessoal e familiar, a pena aplicada foi de 11 anos, quando a norma incriminadora (131º do Código Penal) prevê pena de 8 a 16 anos de prisão. Uma pena intermédia, digamos assim.
Porém, analisando mais aprofundadamente o caso, não sei se não estaríamos aqui perante um homicídio qualificado. Os factos relatam-nos que tinhamos o dono do Trumps a prometer arranjar trabalho a um jovem de 23 anos, que conheceu através de um chat de telemóvel. E que numa tarde convidou o jovem para o seu apartamento em Lisboa, começando a seduzi-lo. O rapaz não gostou e agrediu o "Rei da noite Gay" (como lhe chama o Correio da Manhã) com um soco que o deixou a "sangrar e gritar por socorro". O rapaz, para fazer com que a vítima se calasse, coloca o braço à volta dele e aperta-lhe o pescoço. A vítima prometeu calar-se, mas quando o agressor acede ao pedido, os gritos continuam. Com a sucessão de gritos, o rapaz parte uma peça de louça na cabeça da vítima e dá-lhe dois pontapés na cara. Com a vítima em pleno sofrimento, o agressor puxa-lhe as calças para baixo e prende-lhe as mãos com a camisa, para que este não reagisse. Não obstante tudo isto, ainda furta vários objectos pessoais à vítima, incluíndo uma peça de prata por ter vestígios de sangue.
No final disto tudo, o Tribunal declara que estamos perante um homicídio simples (131º Código Penal). Mas será que é assim? Nem quero entrar no plano do furto. Mas quanto às agressões dos quais resultaram a morte, creio que podemos questionar se não estamos aqui perante um homicídio qualificado, dada a frieza de ânimo com que agiu o indivíduo. Um ex-segurança, sabe (ou supostamente presume-se que saiba) quais os pontos e as formas de se desferirem golpes mortais em alguém. Alguém levar pontapés na cara, esvair-se em sangue e levar com uma peça de louça na cabeça, pode ser letal. Não lhe bastou o soco desferido. Ainda aplicou mais. Será que é com uma sucessão de agressões que se cala alguém que está a sofrer? Além do mais, o jovem se já foi segurança e é jovem, terá outra compleição física que a vítima que, ainda que não se saiba que idade tem, aparente (através das fotos publicadas) ter uma idade que ronde os 50 e vários anos. E ainda devo dizer que se não tivesse existido maldade ou perversão no crime, ele não teria escondido as peças que ficaram com a sua marca, tendo contactado de imediato a polícia ou mesmo uma ambulância, e se à primeita tentativa de sedução da vítima, o agressor tivesse saído porta fora, tudo seria mais fácil. Mas não. O espírito de rufia e de maldade levou-o a agir da forma que agiu. Ainda que só lhe tivesse dado o soco para o afastar, logo de seguida enquanto a vítima sofria, o agressor poderia ter fugido. Ou seja, eram diversas as soluções que o jovem enfrentava, sem ter que recorrer à morte do indivíduo. Várias soluções, todas elas possíveis. Ainda assim, não se contentou com o que fez, e ainda furtou bens ao homem, e deixou-o amarrado para não conseguir reagir no meio do sofrimento. No meio disto tudo, 11 anos é pouco! Mas não vou questionar a medida tomada pelos juízes. A moldura penal é 8 a 16 anos, e 11 enquadram-se nesta mesma moldura.
No meio disto tudo, o que me choca, é ver os comentários do "povo". Diz-se que "A Voz do Povo, é a Voz de Deus". Mas será assim? Então, mediante todos estes factos, ainda será possível lermos pessoas que escrevem que o rapaz agiu em legítima defesa? Ou ainda que o "coitadinho do jovem" agora tem a vida destruída por causa de alguém que o seduziu? Como é possível ainda ser o rapaz a vítima no meio disto tudo?! Eu sou completamente contra as tendências homossexuais e contra esse tipo de coisas, mas... estamos aqui perante um ser humano, que tem o direito à vida como todos os outros têm! E ainda assisti a comentários como "esse maricas anda a engatar miudos novos e depois admira-se que tenha destas surpresas". Por mais que eu seja contra a homossexualidade e por mim isso deveria até ser proibido de se VER gratuitamente na nossa sociedade, nada justifica matar os mesmos. Mas, pronto, há quem ainda queira vitimizar os homicidas... se esta é a voz de Deus, não sei qual será a voz do Diabo!

quarta-feira, abril 19, 2006

A Lei Antitabagista

O Ministério da Saúde criou, recentemente, um projecto de Decreto-Lei (DL) que visa proibir o fumo do tabaco em locais públicos. Este diploma que deverá entrar em vigor em Dezembro deste ano, ou em Janeiro de 2007, promete ser altamente restritivo. Não se encontra, actualmente, em toda a Europa, ninguém com uma lei antitabagista tão dura como a nossa vai ser. Será proibido fumar em TODOS os locais públicos fechados, passando por instalações de bares, cafés e restaurantes, discotecas, estações de serviço, centros comerciais, hotéis, escolas e universidades. Deixaremos de nos deparar com a clássica escolha dos empregados "quer lugar de fumador, ou não fumador?". Esse mesmo DL proibe ainda a venda de tabaco em locais de trabalho e estabelecimentos de ensino. Praticamente só existirão máquinas automáticas em casinos e casas de strip, dado que aos menores de 18 anos, deixará de estar acessível a possibilidade de adquirirem tabaco e as máquinas automáticas só poderão existir em lugares não frequentados por menores de 18 (caso contrário, facilmente um menor que não fosse atendido num balcão, sê-lo-ia numa máquina automática).
Este diploma é visto como estando muito próximo dos seus "irmãos" da Califórnia, Irlanda e Nova Iorque, onde a restrição é bastante dura. Em Portugal será proibido fumar em todo e qualquer lugar público fechado, enquanto que no resto da Europa, como por exemplo Espanha, esta restrição depende das medidas do estabelecimento, para que seja imposta uma obrigatoriedade ou então dar-se ao dono do estabelecimento a liberdade de escolha sobre esta restrição.
Quem violar a lei, incorrerá no pagamento de coimas que vão dos €50 aos €1000.
Em Portugal, o DL vai para discussão na AR nos próximos 2 meses, e esperemos que tenha a possibilidade de passar nos moldes em que está! O Direito a fumar colide gravemente com o Direito à Saúde, ao Ambiente e a muitos outros Direitos que nós temos, como por exemplo o Direito à Vida (em circunstâncias extremas). Se este diploma passar desta forma, e conseguir vingar (dado que, por vezes, em Portugal desiste-se cedo das iniciativas que contrariam os vícios do povo, povo este que está habituado ao facilitismo), este Governo terá, sem qualquer dúvida, um louvor da minha parte. Basta apenas que o DL passe como está. Só pela iniciativa e pelo esforço, já merecerão os meus votos de parabéns! Esperemos que não se deixem influenciar pelos lobbies do costume!

terça-feira, abril 18, 2006

A Acção faz a Força!

Mais do que as palavras: é preciso acção! Alessandra Mussolini não mede as palavras, dizendo o que pensa, e sobretudo fazendo o que diz! Querem maior transparência do que esta? É fácil ter o discurso politicamente correcto. Correspondente a esse discurso, corresponde a falta de actos, ou muito poucos, não os suficientes. É conhecida a vontade de trabalhar de Alessandra Mussolini e de muito fazer pela Itália! Fazem falta no nosso país, pessoas com competência e vontade políticas como a dela! Força Alessandra! A mulher que nada teme! A mulher que todos enfrenta! É disso exemplo o mais recente acontecimento no decorrer da campanha eleitoral para as legislativas em Itália, quando Alessandra respondeu às críticas de Vladimir Luxuria com a frase, aqui transcrita ipsis verbis: "é melhor ser fascista do que ser paneleiro (frocio)".
Mulheres com esta fibra fazem falta! Muita falta! Sobretudo em Portugal.

segunda-feira, abril 17, 2006

O Futuro está aqui...


Quem sabe se a Azione Sociale não consegue uma ramificação em Portugal e no resto da Europa?
Acção Social é com a Alessandra Mussolini

domingo, abril 16, 2006

Podem Falar...

Vi esta letra desta música, num blog muito recente criado por um grupo de amigos/colegas. Achei bastante interessante, porque sem dúvida se trata de um lema que adopto constantemente para mim. Talvez por isso ainda saiba ser "diferente". Ainda saiba ser... natural e eu mesmo! Quem não tem capacidade de encaixe, perde tempo se me tenta limitar. Nunca vou perder a minha forma de ser. Ou me aceitam e respeitam, como eu faço com as pessoas, ou então, se não me aceitarem nem me respeitarem, façam como eu faço: afastem-se. Apenas não me tentem moldar ou "segurar". Não nasci para ser limitado, nem seguir o exemplo de ninguém. Nasci para seguir... o meu próprio exemplo! Eu entendo que custe a engolir, e a aceitar, a muita gente. Eu acredito que, de facto, seja muito difícil aceitar algo diferente de nós. Mas... a vida é assim: não estamos sós no mundo, e nem toda a gente pensa/age como nós. Custará, porventura, aceitar isso? Será assim tão difícil lidar com pessoas diferentes de nós? Para alguns sim, mas muitos não percebem que, no meu caso, lido diariamente com pessoas bastante diferentes de mim. A algumas dessas pessoas até as chamo de amigos ou mesmo irmãos! Mas, são poucos os que me conseguem perceber quando tomo atitudes diferentes. Nem quero chegar tão longe com o perceber. Gostaria só de referir o "aceitar", ou "respeitar" a minha atitude diferente.
Sabem o que chamam a isto que estou a fazer neste momento? Chamam-lhe vitimização. Não sou vítima de nada, nem me vitimo. Logo, não há vitimização nenhuma. Pelo contrário. Se calhar sou superior a muita coisa e a muita gente, porque eu... ainda tenho a capacidade de me expandir para vários tipos de pessoas (não todos ainda) e de os entender ou, quando tal não acontece, de os respeitar pelo menos. Mas, nem todos o fazem comigo. Com as outras pessoas não sei como funciona. Eu falo por mim. Cada um fale por si. Mas devem haver muitas mais pessoas neste mundo assim como eu. Pessoas que, jamais sendo vítimas do que quer que seja, não são entendidas, nem sequer respeitadas. Então, como somos diferentes, somos enxovalhados e mal compreendidos. A todos os que se limitam, por em vez de se tentarem expandir, tentam limitar os outros, chegando a dizer que eles se vitimizam, deixo uma mensagem: estão perdoados. A vossa limitação faz com que não entendam, nem sequer dêem conta do que fazem. Não sou vítima de nada. A única coisa que não sou é, por vezes, respeitado... respeitado por ser diferente da maioria! Socializem-se: aceitem o diferente. Eu sei as minhas limitações como pessoa (e não são poucas). Aprendam a descobrir e a aceitar as vossas. Talvez um dia, as pessoas percebam que afinal, este "gajo" que vos escreve neste momento, tinha razão neste tipo de mensagens que mandava constantemente e as pessoas insistiam em contradizer e, por vezes, em enxovalhar. Há tempo para tudo. Até mesmo para reconhecermos as nossas limitações. Sei que tenho dificuldades em ouvir, mas... não tenho dificuldades em aceitar o diferente a mim. Se calhar, porque não sou como a maioria das pessoas e em mutia coisa penso e ajo de forma diferente. Ser-se minoria não tem nada de inferior. Pelo contrário, tem muitas vantagens. Só temos que aprender a descobrir o lado bom das coisas. Neste caso em concreto, sermos minoria, coloca-nos num cockpit, onde podemos ver tudo à nossa volta, e onde temos uma visão que nem toda a gente tem. Não somos mais, nem menos que ninguém. Somos só diferentes. E todos aqueles que se julgam com a razão em muita coisa, perdem-na a cada dia que passa, de cada vez que censuram... o diferente!
Não vejo isto que estou a fazer como vitimização. Vejo antes como sendo uma tentativa de "fazer o desenho" a ver se as pessoas aprendem de uma vez, que não são elas o centro do mundo, e que pode haver o "diferente" e o "completamente diferente". Abram os olhos! O mundo é feito de diversidade, e os "diferentes" (nem sempre opostos) podem atrair-se. Basta que haja flexibilidade dos dois lados. Mas, quando um não quer... dois não fazem.

A coisa assim não dá, disse-me um dia o meu pai
Tu vives em sociedade e tens que perceber
Que as regras são para se cumprir... não sei se tu estás a ver, pá...
Ah, ah! - disse eu - Estou a ver muito bem...
Mas já agora diz lá que culpa tenho eu
Que no teu jogo existam cartas que não fazem sentido no meu...

Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.

As principais capitais aprendi eu no liceu,
Vi retratos de reis em tronos de ouro e marfim,
Mas ninguém me ensinou a nadar no rio que nasce dentro de mim.
Um dia pus-me a lutar, com as minhas contradições
Estive quase a morrer, mas acabei por escapar.
Para quem ama a liberdade o importante é nunca parar

Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.

Já vi muita gente a tentar agradar
A todo o gajo que pensa que nasceu para mandar,
Mas tenho visto muita gente que está só, a morrer devagar,
E a distância que existe entre o não ser e o ser
É uma questão de não se ter medo de ir longe demais.
O que ainda não tem preço é sempre o que vale mais.

Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar, de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.

Jorge Palma

terça-feira, abril 04, 2006

Férias


De 5 a 16 de Abril, estarei ausente do Blog, para umas merecidas (ou não) férias no Brasil! Desejo felicidades a todos, e espero também divertir-me imenso! Umas férias com amigos fazem sempre bem!
Um abraço e felicidades!

Até dia 16!

domingo, abril 02, 2006

A Força da União

Normalmente, torço para que desça de divisão o maior número de equipas do Norte possível. Porém, o Guimarães, a par do Porto e do Boavista é um dos históricos que fazem falta ao nosso campeonato, logo, é daqueles clubes que faço questão que não desça. Ponho os olhos no exemplo dado pelo Belenenses quando desceu de divisão, por duas vezes, nos anos 90. O Belenenses é outro histórico. É daquelas equipas que "não pode descer". Fazem falta.
O Guimarães está em risco de descer, tal como há 3 épocas atrás. Porém, subitamente se iniciou um movimento, tendo em vista moralizar os jogadores, apoiando-os incondicionalmente. O Guimarães tem cerca de 3.000 pessoas a assistir aos treinos (feito conseguido apenas pelos clubes grandes em Portugal e quando estão numa forma incrível por Portugal e pela Europa, e mesmo assim, não é todos os dias), milhares de pessoas seguem o autocarro da equipa do hotel de estágio, para o Estádio, milhares percorrem o país inteiro, chegando mesmo a arrastar, em certos estádios, mais adeptos que o Sporting ou o Porto. Este tipo de movimentos em volta do Guimarães, está a permitir que nasça em Portugal algo que nos pode dar motivação para o futuro do nosso campeonato a curto/médio prazo. O Guimarães consegue ter sempre boa casa, os jogadores motivam-se, e os outros clubes começam a seguir este tipo de movimento, como é disso exemplo o Braga, que já tem uma média de espectadores, por jogo, superior a 15.000. Estádios cheios, são sinónimo de receitas de bilheteira ricas, e com isso as finanças dos clubes podem estabilizar. Já para não falar do efeito moralizador que tem nos jogadores, jogarem em estádios cheios que os apoiam. Creio que este tipo de "movimento", só tem o seu expoente máximo na Premier League onde, por exemplo, o Charlton, está a meio da tabela, e consegue encher o Estádio com 40.000 espectadores.
Se este tipo de uniões entre público e jogadores continuar, sem dúvida que brevemente deixaremos de ter um Estádio Municipal de Leiria com 800 espectadores, e passaremos a ter um público que se une em volta da equipa, como acontece com o Guimarães e com o Braga. É por isso, que daria imenso jeito ver o Guimarães salvar-se da descida. Talvez assim o público apoiante dos restantes clubes da Super Liga abra os olhos e veja que este tipo de dinamismo em volta da equipa funciona. Se descerem, poderemos correr o risco de voltar à estaca 0: estádios vazios, equipas desmotivas, enfim... o eterno amadorismo do futebol português.
Creio que só pela força de vontade e amor à camisola dos adeptos de Guimarães e Braga, face aos seus jogadores e treinador, deveriam conseguir atingir os respectivos objectivos. Isto tudo é um plano a curto/médio prazo se der certo com o Guimarães que tenta sobreviver à descida e onde este efeito se notará mais. Talvez com estádios cheios num Naval-Paços de Ferreira ou num Gil Vicente-Estrela da Amadora, o nosso campeonato possa ganhar mais força e protagonismo e a seu tempo assistirmos a equipas medianas com jogadores de boa qualidade (como acontece facilmente com um Sunderland, ou um Portsmouth), e que possam ajudar a colocar o nosso futebol mais alto a nível europeu e a nível nacional também.
Boa sorte Guimarães! São do Norte, mas são fundamentais para o nosso futebol!

sábado, abril 01, 2006

Paul Gascoigne

Paul Gascoigne, um dos melhores jogadores ingleses de sempre, nasceu a 27 de Maio de 1967. O facto de ter uma baixa estatura, fez com que alguns clubes hesitassem quanto à sua contratação. Ainda assim, o Newcastle decidiu contratá-lo em 1983, à experiência. 25 golos em 107 jogos, fizeram com que o Tottenham adquirisse o seu passe, em 1988. Brilhou mais ainda em Londres, tornando-se um centrocampista de referência, em Inglaterra e na Europa. Muito cedo se tornou internacional, e acabou por ser convocado para o Mundial Itália'90, por Bobby Robson, onde foi uma das principais figuras de uma selecção que contava, entre outros, com Peter Shilton, Gary Lineker, David Platt, entre outros. Graças às suas exibições, a Itália atingiu as meias-finais, perdendo nos penalties com a Alemanha, e no apuramento do 3º e 4º lugar, com a Itália, por 3-1. As suas lágrimas após o jogo contra a Alemanha, quando levou um cartão amarelo que o impediria de disputar a final, foram uma das imagens de marca do Mundial. Sendo que, quando nesse mesmo jogo a Inglaterra perdeu, menos ainda se conteve, desatando num choro interminável, por saber que não iria poder lutar pelo título de campeão do mundo.
Dava tudo em campo, vestia a camisola... e creatividade e irreverência, eram as suas imagens de marca. Por vezes excedia-se, como aconteceu por exemplo, contra o Nottingham Forest, quando uma lesão contraída contra Gary Charles lhe valeu um ano de inactividade.
Em 1992 transferiu-se para a Lazio, por £5.5m. Teve um impacto brutal em Roma e na equipa, e ainda hoje os fãs o recordam como uma das grandes figuras do clube. Infelizmente, uma série de lesões afectou a sua presença em Roma, tendo realizado apenas 47 jogos e 6 golos.
Em 1995 transferiu-se para o Glasgow Rangers, e que forma de começar a sua vida num novo clube. Num jogo de pré-época fez um gesto como que tocando uma flauta, algo que tem um significado sagrado para os Católicos da Escócia, tendo com isso ganho a fúria dos adeptos do Celtic. Tornou-se numa peça fundamental do Glasgow Rangers de 1995 a 1998.
Em 1998 e já na fase descendente da sua carreira, transferiu-se para o Middlesbrough, onde jogou até 2000, altura em que se transferiu para o Everton. Já sem nenhum brilhantismo e com os seus problemas de álcool, que começaram a manchar a sua carreira em meados de 1996, bem como as elevadíssimas pensões que tinha que pagar à sua ex-mulher, fizeram com que já jogasse mais para conseguir dinheiro, do que propriamente pelo prazer de jogar. Foi assim que foi parar a clubes como o Burnley, Gansu Tianma e Boston United. Posteriormente, esteve quase certa a sua presença na equipa algarvia do Algarve United que iniciava um projecto aliciante, mas problemas de última hora, fizeram com que tal não acontecesse.
Pela selecção, ninguém esquece aquele golo fantástico no Euro'96 contra a Escócia, em que faz um "cabrito" ao central escocês e depois, de 1ª, fuzila Jim Leighton. Seria um dos seus últimos grandes momentos enquanto jogador de futebol. Depois, o álcool venceu e foi o declínio.
Realizou um total de 472 jogos e 111 golos por diversos clubes, e 57 internacionalizações e 10 golos por Inglaterra. Conquistou o prémio de mais jovem jogador do ano em 1988, Personalidade do Ano da BBC em 1990, melhor futebolista a jogar na Escócia do ano de 1996, 3 vezes campeão escocês, 4º lugar no Mundial Itália'90, e 3º lugar no Euro'96.
Era um jogador batalhador de meio-campo que funcionava como box-to-box, passando o seu papel desde defender até fazer de nr 10. Proporcionou aos fãs do futebol momentos mágicos, golos soberbos, momentos de fúria, rebeldia, criatividade. Era assim Gascoigne. Nunca vai ser esquecido! Foi um génio, e com um bocadinho de juizinho podia ter sido um caso mais sério do futebol mundial a nível de selecção e europeu a nível de clubes. Ainda assim, a genialidade e combatividade ninguém lhas tira.