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segunda-feira, outubro 31, 2005

Os actos valem mais que as palavras...


Nenhuma explicação verbal poderá alguma vez substituir a contemplação. A unidade do Ser não é transmissível pelas palavras. Se eu quisesse ensinar a homens, cuja civilização o desconhecesse, o que é o amor a uma pátria ou a uma quinta, não disporia de argumento algum para os convencer. São os campos, as pastagens e o gado que constituem uma quinta. Todos e cada um deles têm como missão produzir riqueza. No entanto, há alguma coisa na quinta que escapa à análise dos seus componentes, pois existem proprietários que, por amor à sua quinta, se arruinariam para a salvar. Pelo contrário, é essa «alguma coisa» que enriquece com uma qualidade particular os componentes. Estes tornam-se gado de uma quinta, prados de uma quinta, campos de uma quinta...
Assim se passa a ser homem de uma pátria, de um ofício, de uma civilização, de uma religião. Mas, para que alguém se reclame de tais Seres, convém, antes de mais, fundá-los em si próprio. E, se não existir o sentimento da pátria, nenhuma linguagem o transmitirá. O Ser de que nos reinvindicamos não o fundamos em nós senão por actos. Um Ser não pertence ao domínio da linguagem, mas dos actos. O nosso Humanismo desprezou os actos. Fracassou na sua tentativa.



Antoine de Saint-Exupéry, in 'Piloto de Guerra'

quinta-feira, outubro 27, 2005

Feitiço!




Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço! O que é que me deu?
para gostar tanto assim de alguém como tu

Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo um olhar em segredo
Só para eu te abraçar

O primeiro impulso, é sempre mais justo
É mais verdadeiro.
E o primeiro susto, dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo



Faço minhas as "tuas" palavras... e as desta canção

quinta-feira, outubro 20, 2005

Um recado a todos...

"Um dia a maioria de nós irá separar-se". Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"


por Fernando Pessoa

sábado, outubro 15, 2005

A vida é dura para quem é mole!

É uma verdade esta frase! O único mês de descanso que tive desde meados de 2004, foi o de Agosto deste ano, e em Setembro voltei em força. Ao pensar bem sobre tudo o que tem acontecido desde então, vejo que tenho sido resistente. Tive os momentos de fraqueza típicos, mas tenho resistido. Nas últimas duas semanas tem-se acentuado o cansaço e tudo tem caído em cima, e cada vez aumentará mais até meados de Dezembro. Porém, continuarei a lutar bravamente com todas as minhas forças, de modo a conseguir sair por cima. Acho que cair agora seria morrer na praia. Seria desistir perto do fim... da meta! E o curioso é que quando acaba uma luta, outra se inicia... e assim funciona o percurso do "Homem" enquanto ser vivo neste planeta.
Têm sido horas e horas sobre o mesmo e sinto-me MESMO cansado, quase sem forças. Mas... enquanto existir o "quase" as coisas são para serem levadas. No final, faremos o balanço. Tenho tido feedback 0 de muita coisa, e em poucas ou nenhumas tenho tido um feedback positivo que me dê moral para seguir em frente! Mas, ainda assim, creio que lá no fim do túnel (túnel esse que neste momento não vejo luz alguma) há-de surgir alguma coisa que me vai motivar para a luta que se seguirá a partir de Dezembro (seja ela qual for).
Há que acreditar, mesmo quando tudo à nossa volta nos tenta deitar abaixo!

quinta-feira, outubro 13, 2005

Câncro!

Estava eu a ver o Sócrates na TV, quando me veio à cabeça os Câncros! Especialmente a distinção que fazem entre câncros benignos e malignos. Como é possível dizer-se que um Câncro é benigno? O que há de benigno num câncro? Não morrermos? Boa!!! Estou doente e não vou morrer! Será isso motivo de regozijo? Será isso benigno? Desculpem lá... mas quanto muito é "menos maligno". Câncro é câncro e doença é doença!

sábado, outubro 08, 2005

Um dia na Academia de Alcochete

Querido diário: ontem fui à Academia de Alcochete, ver o treino de um clube que se diz grande. Saí de lá com a certeza que estamos perante um grande clube... de boxe! Aprendi umas técnicas e agora quando for para a escola, os meninos já não me vão bater mais como batiam. Ponho uma fotografia do treino onde muito aprendi.
1º chegámos e fomos bem recebidos por cerca de 200 tipos todos de cabeça rapada, com ar de motard asqueroso. Traziam bandeiras onde identificavam algo como DUXE ou DO XIXI. Não me recordo.
2º vimos um tipo com um bloco de notas e um apito na boca a começar a fugir quando os vê. Eles cercaram-no e ele começou logo a sorrir e a dizer que lhes dava um benfiquista no fim do treino para que eles o pudessem desfazer.
3º vimos um tipo todo Betinho que diziam ser o delegado de turma, a chamar um pequenitates que diziam ter vindo de Custóias. Como não sabia que desporto se fazia ali, e como me dizem que o clube praticava vários desportos como "Ser corrido das competições europeias mais rapidamente do que o Obikwelu", ou ainda "Socos, agressões e lenços brancos: como os fazer mais rapidamente que o Mike Tyson". Fiquei convencido que no "Vale Tudo" eles também são bons e como vi por lá uns quantos brasileiros, fiquei convencido disso. Ainda assim, dizem que a Capoeira é no Norte. Aqui é só o Vale Tudo. Ainda por cima são sobardes... só batem nos pequeninos!
E foi assim que aprendi tudo o que se faz na Academia das Celebridades.

Os xuxas em Almada


Caros amigos do Concelho de Almada: este indivíduo de nome Alberto Antunes nota-se ao longe que é xuxa. Porquê? Pelas promessas que faz, chegando ao ponto de roçar o ridículo e a descaradeza tal é a mentira que nos tenta fazer acreditar.
1º - Este senhor devia estar agradecidíssimo à Maria Emília (actual Autarca), pondo-se de quatro, ou prostrar-se de joelhinhos diante dela, por tudo o que ela fez por Almada. Ainda este senhor andava por Setúbal ou a lamber as botas de Guterres e Ferros Rodrigues, e já a Maria Emília tinha trabalho feito em Almada.
2º - Promete o Túnel Algés-Trafaria? MENTIROSO! Desde quando é que a Câmara de Almada tem competência sobre o que quer que seja que envolva Algés, pertencente ao Concelho de Oeiras? Depois: desde quando é que um Município tem competência legislativa para avançar com uma obra destas? Estas obras são da EXCLUSIVA (Se não souber o que é exclusiva, eu faço um desenho) competência do Governo! Não do Município! Por isso, está a prometer que vai fazer coisas, que nunca a CM Almada poderá fazer! Além do mais, o Governo actual (que até é xuxa como o candidato), já rejeitou este túnel, porque em vez do Algés-Trafaria, será mais vantajosa a obra Chelas-Barreiro. Logo, nem pelo Governo esta obra avançará! E para terminar... nem um Túnel é! Seria uma nova ponte! Este senhor não faz a mínima ideia do que fala. Aliás... ele sabe. A intenção dele é prometer coisas destas para ver se as pessoas se surpreendem com propostas do Além, e votam nele!
3º - Prometem taxis sociais, alimentação e almoço para todos, varrer os bairros de lata todos, dar tudo a toda a gente. Parece que a CM Almada, com este indivíduo, teria que que jogar semanalmente no Euromilhões... e vencer sempre, para poder concretizar isto tudo, que eles sabem que é impossível, mas ainda assim há quem acredite nisto, por isso é que ele diz estas coisas. Já que com trabalho é impossível demover a Maria Emília, porque ela tem feito muito, e não é pouco... então que se tente demovê-la com calúnias e promessas do Além! O CNE devia andar de olho nisto!
4º - Só cai nesta esparrela quem quer! Por isso, quem quiser cair nestas mentiras pegadas, vote neste tipo. Quem o fizer, só mostrará o quanto é burro!
5º - Não sou CDU, nem nunca fui. Sempre me assumi e assumo como de Direita. Mas, há que tirar o chapéu ao trabalho feito pela Maria Emília Guerreiro Neto de Sousa! Tem trabalhado e muito! Apesar de ter feito em 15 dias 4 rotundas (só na minha freguesia)... e das estradas em qualquer Concelho comuna estarem sempre cheias delas (aqui em Almada existem 1000, não percebi ainda bem porquê este fetish), e nem precisavam de fazer isto nestes últimos dias para ganharem as eleições... a Maria Emília tem trabalhado e por mais que me custe admitir porque sou de Direita... o Município CDU, aqui, tem funcionado e bem. Apesar de tudo, reforço, não sou nem, nunca fui CDU ou de esquerda!

quinta-feira, outubro 06, 2005

José Torres

Depois de ver o programa Reporttv, da Sporttv, decidi fazer esta pequena homenagem a um dos maiores benfiquistas de sempre, que infelizmente padece da doença de Alzheimer com 67 anos de idade. Já não se recorda de ter jogado pelo Benfica, nem tão pouco de tudo aquilo que fez pelo clube e por Portugal, bem como de todas as Glórias vividas! Mas estamos cá todos nós, adeptos do desporto, para podermos recordar eternamente tudo aquilo que ele fez.
Ao GRANDE Campeão... o eterno obrigado de todos aqueles que gostam de bom desporto e de desportistas, e um obrigado especial de um benfiquista que reconhece o mito que é José Torres!
De referir a mulher que tem, que não lhe fica atrás em grandeza. Na saúde e na doença, está lá sempre, com o mesmo carinho que nutria por ele quando se casou! Mulheres assim, fazem muita falta! Um Campeão, com uma mulher Campeã!
P.S.: Dispensam-se piadas relativamente à doença que afecta o Torres. O nosso eterno respeito!

domingo, outubro 02, 2005

Em tempos...

Existiu em tempos que já lá vão uma pequena associação de homens e mulheres que gostava de se reunir sempre que possível e discutir durante horas e horas a fio. A única regra a que obedeciam essas reuniões era que nunca em qualquer circunstância se podia decidir coisa alguma. Há muito que tal grupo se finou de vez, e não se conhecem registos da sua actividade, mas a verdade é que ainda hoje a sua prática inspira muito boa gente.

sábado, outubro 01, 2005

Um lugar na História...

A época da História que mais me seduz é o século XVIII. Possivelmente devo ter vivido nessa época alguma coisa importante, ou se calhar tive eu um lugar de destaque importante. Sei que a época me seduz. Por tudo aquilo que se passou nessa época, e ainda pela forma como as pessoas se apresentavam, vestiam, falavam... a elegância extravazava tudo o que se pudesse imaginar. Além do século XVIII, a época que mais se aproxima em termos de categoria, são os anos 20 do século XX.
Porém, será com o século XVIII que vou fazer esta referência a D. José I (na foto), ele que sucedeu ao seu pai (D. João V) em 1750 até 1777 (altura em que iniciou o reinado da Rainha D. Maria I).
D. José I, "o Reformador", nasceu em Lisboa, a 6 de Junho de 1714, recebendo o nome de José Francisco António Inácio Norberto Agostinho, e morreu no Palácio da Ajuda, a 24 de Fevereiro de 1777, tendo sido sepultado no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Casou em 19 de Janeiro de 1729 com D. Mariana Vitória, filha de Filipe V, rei de Espanha, e de Isabel Farnésio, sua segunda mulher.
Quando subiu ao trono, D. José I tinha à sua disposição os mesmos meios de acção governativa que os seus antecessores do século XVII, apesar do progresso económico realizado no país, na primeira metade do século XVIII. Esta inadaptação das estruturas administrativas, jurídicas e políticas do país, juntamente com as condições económicas deficientes herdadas dos últimos anos do reinado de D. João V, vai obrigar o monarca a escolher os seus colaboradores entre aqueles que eram conhecidos pela sua oposição à política seguida na reinado anterior. Diogo de Mendonça, Corte Real Pedro da Mota e Silva e Sebastião José de Carvalho e Melo passaram a ser as personalidades em evidência, assistindo-se de 1750 a 1755 à consolidação política do poder central e ao reforço da posição do marquês de Pombal, com a consequente perda de importância dos outros ministros.
Uma segunda fase, de 1756 a 1764, caracteriza-se pela guerra com a Espanha e a França, pelo esmagamento da oposição interna expulsão dos Jesuítas, reforma da Inquisição e execução de alguns nobres acusados de atentarem contra a vida do rei, entre os quais o duque de Aveiro e o marquês de Távora, e pela criação de grandes companhias monopolistas, como a do Grão-Pará e Maranhão e a das Vinhas do Alto Douro.
Uma terceira fase, até 1770, é marcada por uma grande crise económica e, até final do reinado, assiste-se à política de fomento industrial e ultramarino e à queda económica das companhias monopolistas brasileiras.
Todo o reinado é caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo económico e educativo, no sentido de adaptar o País às grandes transformações que se tinham operado. Funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa Censória; reforma-se o ensino superior, cria-se o ensino secundário (Colégio dos Nobres, Aula do Comércio) e o primário (mestres régios); reorganiza-se o exército. Em matéria de política externa, D. José conservou a política de neutralidade adoptada por seu pai. De notar ainda, o corte de relações com a Santa Sé, que durou 10 anos.