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domingo, janeiro 11, 2004

Hala Madrid!

Depois de uns dias merecidos de férias, volto a blogar. Estive uns dias em Madrid, a passar o ano e mais uns dias. Nunca tinha lá ido e a diferença que vi foi brutal. Sabia que havia uma diferença entre nós... e eles, mas nunca pensei que fosse tão brutal. Começa na mentalidade das pessoas, passando pela emancipação feminina, e terminando na organização da cidade. As pessoas são de uma abertura de mente tremenda, com uma compreensão fantástica, e amabilidade sem palavras. Já as mulheres, surpreenderam-me porque são o oposto das portuguesas. As mulheres em Espanha são emancipadas. Não se deixam tremer nem comandar pelos homens, como acontece aqui. Lá, uma mulher quer... pode, e faz. Aqui uma mulher quer, pede ao homem para fazer. As portuguesas têm medo de independência e de emancipação, e estão a 20 anos mentais de chegar ao século XXI. Não que os homens espanhóis sejam diferentes dos portugueses: por eles, as mulheres nem à cozinha chegavam... ou nem viam outra coisa que nem um fogão! Mas, as espanholas não se submetem a comandos masculinos, e muito menos se deixam ir pelo que a sociedade diz. As mulheres querem alguém, gostam de alguém, vão atrás. Sim, são aquilo que aqui chamam "descaradas"! Mas, ao menos não são como as portuguesas que se fecham em copas, e ficam a sofrer "Ai se eu pudesse...". Lá, elas vão. Doa a quem doer. Digam o que disserem. Seja uma pessoa, seja algo que queiram. Não foram poucas as que conheci (fui juntamente com amigos, não fui propriamente para o engate. Mas nada inviabiliza uns minutos de conversa), que diziam "O namorado/marido ficou em casa, ou foi sair por aí". E eu perguntava "Então ele aceita que saias sozinha?" e elas respondiam "Só tem mais é que aceitar. Quem manda em mim sou eu. Não sou escrava de ninguém, e quero sair sozinha e saio. Se ele não gostar, procure outra". É que não era uma, nem duas que respondiam isto. Mas TODAS, as que tinham namorado ou marido. Claro que as descomprometidas, nada diziam neste aspecto :P. Mas mesmo as descomprometidas diziam "Se é para arranjar um homem que queira mandar em mim, e que não me queira entender como mulher, mais vale ficar sozinha". Isto sim, eu admiro. Mulheres decididas. Que sabem o que querem, e vão em busca do que querem. E que sobretudo se recusam subjugar à vontade masculina e a preconceitos da sociedade. São mulheres, TODAS, que se querem um trabalho que à partida é desempenhado por homens, elas vão e fazem. Lutam por isso. Se querem uma pessoa, não ficam como as portuguesas (preconceituosas e provincianas que são... arrrrrrrrg) a um cantinho, armadas em BOAZONAS, que pensam que são as melhores, e que cortam toda e quaisquer possibilidade de um homem se aproximar. Não! Elas mesmas vêm ter connosco, metendo conversa, apresentando-se. E não... isto não é falta de moral! Não, não é só engate! Pelo contrário! É sim, uma mente 20 anos mais evoluída que a de Portugal... uma mente livre, que se recusa limitar por obra e graça de pseudo-valores que constantemente teimam em limitar e condicionar a vida e pensamento humanos, tal como acontece em Portugal. Em Portugal "fica mal" fazer e ser muita coisa. É possível conversar-se com uma pessoa e ver o que talvez possa surgir mais tarde, ou então nem sequer ver no que pode dar. Mas apenas conhecer as pessoas e ao fim da conversa, cada um vai à sua vida. Isto seria possível em Portugal?? Nunca! As mentes estagnaram. Não evoluíram. As pessoas deixam de lutar pelo que querem, porque "fica mal" lutar por certas coisas, e agir de certa forma. As pessoas preferem que façam por elas, que lhes dêem tudo como querem, em vez de irem à luta. Gente limitada... infelizmente... é a gente portuguesa. E é com muitas saudades de Madrid, que escrevo o post de hoje. Saudades das pessoas, que evoluíram com os tempos. Saudades de gente decidida e de espírito e caracter fortes. Isto sim... é de salutar! E é por isso que "tengo que volver a Madrid" onde sim, senti-me em casa. Senti-me num meio onde as pessoas são elas mesmas, e as mulheres são emancipadas de VERDADE. Aceitam sem problemas os deveres dos homens, para terem os mesmos direitos. E onde até os homens têm uma mente alguns anos mais evoluída que a dos portugueses. Aprendam! Abram os olhos! Libertem o espírito! Sejamos nós mesmos... "no matter what"! É a nossa identidade!

"Quem te amar, ó Liberdade, tem que te amar com paciência" Jorge de Sena