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segunda-feira, dezembro 22, 2003

Homenagem

Nesta época de Natal, nem tudo podem ser rosas, e desde já apresento o post de hoje como homenagem à minha Tia Domingas, falecida este sábado dia 20 de Dezembro de 2003. Nunca teve problemas de saúde que se lhe conhecessem, no entanto, a vontade do ciclo da vida foi outra e como tal, ela deixou-nos sábado de manhã. Era uma pessoa crente em Deus que frequentava uma denominada Igreja Evangélica há já bem mais de 10 anos. Crente como era, fazia diariamente uma oração a Deus, ao acordar e ao deitar. Nunca falhava, pelo menos que todos nós soubessemos. Ironia do destino, ou nem por isso... sábado de manhã ao acordar, chamou o meu primo e este ao fim de alguns minutos foi lá. O seu chamar não foi com dor, ou aflição. Foi um chamar sem nada de anormal. O meu primo ao chegar lá alguns minutos depois, dá com a sua mãe na posição que diariamente se colocava para fazer uma oração: de joelhos no chão e cotovelos sobre a cama... quando o meu primo a viu, ficou parado, pensando que a mesma ainda estava a orar, porém ao vê-la imóvel e silenciosa, decidiu ir ter com ela para ver se tudo estava bem... já a mesma tinha falecido. Curioso? Estranho? Como queiram... a Tia Domingas deixou-nos, fazendo aquilo que mais gostava de fazer diariamente: orar a Deus. Para quem crê nEle, entende esta morte como uma morte santa, e esta perda como um ganho. Eu próprio ao entrar ontem na casa do meu primo para dar uma palavra de força, uma mensagem... tive que sair de imediato, tal era a emoção que sentia, e a dor pela perda que todos nós tivemos, não me conseguindo conter. Porém, foi com grande espanto e admiração que vi o meu primo forte, muito forte mesmo... a suportar aquela dor e contendo-se para não se emocionar, e agradecendo toda a força que todos lhe estavam a dar. A ele e aos seus outros 6 irmãos. Afinal, todos eles também são crentes, e vêem a morte, como uma benesse concedida por Deus.
Neste preciso momento, em que escrevo este post, encontro-me no mesmo estado com que ontem entrei na casa da Tia Domingas: muito emocionado. Quando convivemos demasiado com uma pessoa, quer seja familiar ou não, essa pessoa sempre nos é muito querida e preciosa, e a Tia Domingas não é excepção. Aqui fica a minha última homenagem a esse ser sempre prestável e doce, que dia 20/12 nos deixou, em vésperas de Natal. Um bem-haja pela sua presença ao longo de todos estes anos... e muita força para os seus filhos conseguirem suportar a dôr que é a de perder uma mãe. Esteja onde estiver, venha a estar onde quer que seja... certamente estará melhor do que estava cá, mas não conseguiremos deixar de sentir a sua falta. É certo que mãe há só uma, mas a Tia Domingas era quase como uma mãe. Muitos beijinhos para a Tia Domingas.

sábado, dezembro 20, 2003

Natal

Após algum tempo de inactividade no blog, volto a postar. Esse silêncio deu-se devido à minha mais recente actividade, que me retira e retirou muito tempo, e que practicamente me impedia de ter alguns segundos para "pensar e postar". Agora que me encontro com algum descanso, eis-me aqui. E para falar do Natal. Natal é uma época que regra geral não ligo. Não ligo, porque nunca teve graça nenhuma passar o Natal num teclado, à procura de mais gente que não tivesse Natal em famí­lia, etc etc. E nos últimos 6 anos sempre foi o que aconteceu. Passar o dia 24 no mIRC, a teclar... e a ver passar o tempo. No entanto, felizmente que no ano de 2000 houve uma excepção a esta regra, que tenho que admitir é um pouco má. No ano de 2000 passei o Natal no Brasil. Fui dia 3 de Dezembro de 2000 e só voltei a 15 de Janeiro de 2001. Foi uma forma de me abstrair de tudo isto, e de mais um Natal ao "som das teclas". Fez-me bem e se pudesse, este ano já lá estava. No entanto, dada a forma como o Natal tem sido passado nos últimos 6 anos... deixei de lhe ligar. Claro que não vou deixar de comprar os meus presentes, mas ao mesmo tempo, também não compro assim tantos quantos se possam pensar. Porque oferecer presentes no Natal, também é sinal de hipocrisia. Quer dizer, ignoram-se muitas vezes algumas pessoas ao longo de um ano, e no Natal, repentinamente fica tudo bem, tudo alegre, lembram-se delas e oferecem-lhes coisas. Se isso não é hipocrisia, pronto. Claro que existem excepções, por exemplo aquelas em que a pessoa só fica contactável em época Natalí­cia, mas isso também é perfeitamente compreensí­vel. De resto, creio que não existem assim tantas desculpas... de repente faz-se luz nas próprias pessoas e passam a sentir-se contagiadas por algo que é fictí­cio que é um sentimento altruí­sta, de bondade e carinho para todas as pessoas. É por isso que eu prefiro fazer juz à expressão "Natal é quando um homem quer", do que esperar pelo dia 24 de Dezembro para oferecer presentes às pessoas que mais gosto. E digo-vos mesmo, para mim, Natal é quando eu quero. Ofereço sempre presentes, às pessoas que mais gosto, ao longo do ano. Quando me apetece, quando acho conveniente, quando a pessoa merece. Isso sim, para mim é Natal. O verdadeiro Natal. E aproveito esta época, para oferecer mais coisas, às que ofereço ao longo do ano.
O que me deixa a pensar, é aquele caso das pessoas que não só nos presentes, mas em tudo o resto, se deixa influenciar pela época Natalí­cia. A partir de iní­cios de Dezembro, pronto. Começam a ficar mais educadas, a pensar mais nas outras pessoas, a pensar em fazer o bem, e até usam a expressão "É Natal... vá lá... Paz". Era preferí­vel que passassem 11 meses num ano a pensar assim, e em Dezembro esquecessem isto, do que passarem 11 meses a pensarem quase exclusivamente nelas, e no último mês do ano, lá se abrem para os outros. O Natal é um chamariz para a hipocrisia. Quer dizer, pessoas que ficam um ano inteiro a pensar nelas, de repente conseguem fingir tão bem que pensam nos outros, que chega a haver quem acredite que essas pessoas pensam mesmo nelas. É aqui que o Natal peca. O Natal nunca deveria ser um dia. Deveria ser um ano! O ano todo, com excepção de um dia. Esse dia seria dia de descanso para as pessoas. Sim, porque isto de se pensar nos outros também e ter sentimentos altruí­stas, é sacrificante. O ser humano é um ser que por excelência pensa somente em si próprio, e lá vai conseguindo desenvolver algum sentimento pelos outros. Mas no topo da hierarquia está sempre ele mesmo. Mas, afinal de contas, não custa pensar em TODOS. Colocar-nos a todos no topo da hierarquia e noutras pequenas coisas colocarmo-nos a nós lá em cima. Mas como seria cansativo o ser humano comportar-se 12 meses, como se comporta em cerca de 15 dias de um ano... lá decidiram afixar um dia para o Natal, e as pessoas auto-afixarem um prazo de duração para esse sentimento altruí­sta: sensi­velmente 15 dias. Mais uma vez repito, é nisto que o Natal peca.
Mas o Natal não são só estas hipocrisias. Existem aqueles que além de durante 11 meses só pensarem neles, são pessoas tão frias, que nem no Natal conseguem excepcionar essa regra e ignoram esta época. E ainda se aproveitam disso, para dizer, "ao menos sou transparente". Condeno tudo... os hipócritas, os que são tão frios que só pensam neles 12 meses, etc. No entanto, prefiro adoptar a expressão "Natal é quando o homem quer", e fazer com que haja Natal várias vezes ao ano... não 1 vez de 10 em 10 anos. Olho com tristeza para a hipocrisia com que muita gente vive o Natal, e o exalta, como se de repente ficasse tudo bem... e depois de dia 25 de Dezembro... começam logo "Porra, mais um Natal. Só trabalho. Só gastar dinheiro...". Se isto é altruí­smo, ok... continuem então a viver o vosso Natal, que eu vivo o meu durante um ano inteiro e não fico com pesos na consciência pelo trabalho que me dá, nem pelo dinheiro que gasto. Ofereço o que quero com gosto, e faço o que quero, por gosto. E já dizia o ditado "Quem corre por gosto, não cansa". Eu sou perito em correr por gosto e não me cansar. Basta olhar para o actual modelo das coisas, e ver como é que as pessoas o vivem, e procurar uma linha paralela... mas que passe por outro caminho. Esta maioria só tem para ensinar uma coisa: andam às voltinhas do centro da questão... rodeiam, rodeiam, rodeiam... mas nunca chegam à essência que é o mais importante. Se passar por forma semelhante, mas diferente daquele que as pessoas costumam fazer... tenho chances de ter sucesso e de conseguir o objectivo que a essência de palavras como por exemplo "Natal", têm para nos dar. A maioria só nos ensina isso... que cada vez está mais errada, e que o caminho que escolhe é tudo, menos correcto. Cabe-nos a nós abrir os olhos, ver isso e mudar, em vez de sermos mais um a cair no erro da maioria. Façamos o Natal quando bem quisermos... e não finjamos que o Natal é "bonito", comovente, e altruí­sta, porque actualmente não é e está cada vez mais, longe de o ser.