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sexta-feira, outubro 17, 2003

O Mestre e o Escorpião

Um Mestre Oriental viu um escorpião que se estava a afogar, e decidiu tirá-lo da água mas quando o fez, o escorpião picou-o.
Como reacção à dor, o Mestre soltou-o e o animal caiu à água e estava novamente a afogar-se.
O Mestre tentou tirá-lo outra vez, e novamente o escorpião picou-o.
Alguém que tinha observado tudo, aproximou-se do Mestre e disse:
-Perdão, você é teimoso? Não entende que de cada vez que tentar tirá-lo da água ele vai picá-lo??!
O Mestre respondeu:
-A natureza do escorpião é picar e isso não muda a minha natureza, que é ajudar.
Então, com a ajuda de um ramo, o Mestre retirou o escorpião da água e salvou-lhe a vida.

Não mudes a tua natureza se alguém te magoar. Apenas toma precauções!


Parábola Chinesa

La REGINA di bugie (2)

Muitos podem questionar-se onde estará o "La REGINA di bugie (1)", no entanto não se questionem, porque não encontrarão. Publiquei há sensivelmente mês e meio o 1º, no entanto, a função desse era apenas chamativa, não era sentida. Limitava-se a ser apelativo esse post, e dado que o feedback que obtive dele não foi o esperado, pelo contrário, trouxe resultados completamente antagónicos, decidi retirá-lo, por forma a que "minimizasse" os estragos que com ele fiz. Quando pretendia obter benefícios e causar benefícios para outrém, fiz o contrário. Porém, e dado o decorrer do tempo, vejo-me forçado a re-publicar esse mesmo post, só que agora sim é sentido, e é verdadeiro e sincero. É incrível como muitas pessoas desperdiçam tudo o que lhes dão. O tudo a que me refiro, é mesmo TUDO o que as pessoas podem ter. Mas como existem pessoas que desperdiçam manjares e brincam com a comida, para continuarem perdidas na vida a comer migalhas que nem os pombos querem, ninguém pode obrigá-las a tal, como tal, segue-se o texto original do 1º "La REGINA di bugie":

"La REGINA di bugie

Ou traduzindo para português "A Rainha das mentiras". Pois, é assim que algumas pessoas supostamente sinceras, transparentes, directas, bla bla bla bla, podem ser classificadas. Como autênticas "Reginas" das mentiras. Prometem 1001 coisas, que depois não cumprem, oferecem sentimentos que não têm, dizem coisas que não sentem, enfim... enquanto não fazem o seu papel político e conseguem o voto de alguém, não descansam. E para isso, citando Maquiavel, "não olham a meios para atingir os fins, pois os fins justificam os meios". Enquanto nós estamos descontraídos, relaxados, e descansados, elas insistem, persistem, dão ar de ser o que não são, como verdadeiras Lobas que são, vestem pele de cordeirinhas, para passar como tal, fazem-se doces, compreensíveis, sensíveis, lutadoras. Enfim... as pessoas perfeitas (ou quase perfeitas)! Enquanto o seu esquema não pega, e não nos vêem na sua teia (qual viúva negra, só que estas não copulam antes de matar o macho) não descansam! Dizem que lhes tiramos o sono, e que só pensam em nós. O que é verdade. Mas nós tiramos-lhes o sono, porque elas não páram de descobrir formas de como nos fazer cair na armadilha delas. Chegam a enganar muito bem. Só não me alongo mais neste discurso, para que depois não digam que eu sou mau. É que na verdade, no fim de tudo isto, tudo o que elas sabem fazer é "não desistir e lutar". Admiro tal atitude, só que pelos fins errados não. Porque, mal nos apanham na sua rede, mal nos conseguem enganar, iludir, e fazer crêr que tudo aquilo que vemos, e sentimos é tão bom, elas simplesmente a 1ª coisa que fazem é descartar-se, fugir, desaparecer e ainda nos apontarem o dedo "Tu não entendes, nem sentes". Deixam-nos perdidos, ao Deus dará, depois de terem prometido mundos e fundos, terem dito coisas de tal forma intensas, que iludiam qualquer um, e parecem pessoas tão certinhas e no fim, enganam tudo e todos. Iludem e de transparente nada têm. Não têm 2 faces. Têm 500. Têm que estar prevenidas, conforme seja a pessoa em causa que querem atacar e depois desamparar, abandonar e completa e literalmente "lixar-se". O pior de tudo, é que no fim... nós é que pagamos a factura destas "Rainhas", e nós é que ficamos como ficamos. Elas? Elas fizeram o seu papel. Conseguiram o que queriam. Não olharam a meios para atingir os fins, e o pior é que o conseguiram! Conseguiram desfazer as pessoas, iludi-las, e deixá-las completamente como se fossemos sem abrigo, que numa noite de inverno, de imensa chuva e frio, dormem no meio da rua, sem sequer um cobertor para as cobrir. Compaixão? Sensibilidade? Não têm. Absolutamente nada! Cuidado! As "Reginas" desta vida, andam por aí! São ilusões. Têm olhos, mas não vêem, têm ouvidos mas não ouvem, têm pés mas não caminham na direcção certa, e têm coração mas não sentem. Só têm cabeça para pensar maquiavelicamente. A sua boca profere coisas falsas e as suas mãos podem fazer gestos que nos pretendem enganar por inteiro. Desconfiem e muito delas, antes que caiam vocês também nestas armadilhas e sejam enganados, desamparados e completamente humilhados! As "Reginas di bugie", apesar de se inspirarem muito em Maquiavel, ao menos deviam lembrar-se de uma frase que o mesmo citou "Fazer o bem sempre que possível, mas fazer o mal sempre que necessário". Elas agem ao contrário... fazem o mal sempre que possível e mesmo quando praticamente impossível, e fazem o bem quando lhes apetece. Quando lhes dá mais jeito ou quando fria e puramente lhes apetece."

Há gente que quer atenção de todos, e para obter essa mesma atenção... não sabem aproveitar as atenções divinas e ajudas divinas, querendo ser a "Dama do povo", ou a "Dama de tudo e todos". E depois, ainda se dão ao desplante de nos proferir mentiras como se se tratassem de verdades. É pena, mas há quem desperdice a vida assim, e as oportunidades que lhes são concedidas para poderem ser felizes. Realmente equivoquei-me. Pensava que sentia as pessoas, e pela 1ª vez na vida demonstraram-me que senti uma pessoa de forma errada. Não sou perfeito, e sou passível de errar. Aconteceu desta vez. Tive provas concretas disso. Espero não errar mais na vida, na forma como consigo e sei que consigo sentir as pessoas.

domingo, outubro 12, 2003

O belo!

É com estranheza e desconfiança que vejo muita gente que escreve e fala sobre o belo! Sobre sensações boas, deliciosas. Sobre algo que nos faz sorrir. Sobre o que é óptimo. Sobre o maravilhoso. Desde já caberá definir o que é "o belo". O belo é tudo aquilo que de certa forma afecta a nossa sensibilidade e a nossa afectividade de forma rara. Raridade essa proveniente da intensidade com que nos revela algo da natureza de cada um de nós como seres humanos, e que nos estimula as nossas vivências. Não devemos escrever ou tentar falar sobre o belo. O belo foi feito para se sentir. É suposto escrevermos ou falarmos sobre questões problemáticas, seja de que forma for. Para quê? Para tentarmos encontrar com a escrita e com a fala, formas de se ultrapassar esse mesmo problema, e chegar-se ao "belo" de cada uma dessas questões. Quem fala directamente do belo, banaliza-o. É como tentar encontrar uma forma racional de explicar o irracional. São duas coisas por si só antagónicas, e que não são compatíveis. Por mais que possamos sentir algo quando falamos do belo, ou quando escrevemos, ou lemos algo que dele fale, as palavras são sempre poucas para exprimir em que é que o BELO consiste. O belo aprecia-se, sente-se. Não se escreve. Desconfio e muito de quem tenta falar de amor por exemplo. Ou de outras coisas que façam parte do belo. Penso que quem o faz, ou não sabe o verdadeiro valor do belo e tudo o que o compõe, ou então fala, escreve, relata, como forma de negócio. Porque sabe que tudo o que faz o belo, mexe com o ser humano, e que ali estará uma óptima perspectiva de negócio. Vejo isso constantemente em livros. Uns demasiado banais. Outros, nem por isso, mas não deixam de banalizar algo que chega a ser "divino". Tentemos apenas sentir o que nos toca, e não tentar vulgarizar com palavras o que não se pode exteriorizar. Ainda relativamente ao amor, tenho uma frase de ordem que uma vez coloquei em prática, exteriorizando-a, e que se enquadra no que aqui estou a falar: "O amor não se diz, demonstra-se, mas mesmo assim: amo-te". As palavras são sempre poucas para mostrar o que nos vai na alma, o que vai no nosso coração. Antes, via-se muito uns bonequinhos em postais que eram o "Love is...". Os postais continham desenhos simples, engraçados e com frases curtas e bonitas. Mas... por mais claros que pudessem ser, e por mais graça que se lhes pudesse achar, nunca transmitiriam o que é "Amor". A prova disso mesmo, é que existiam dezenas, centenas deles... sempre cada um com uma frase diferente. Havia tanto para dizer. E mesmo assim muito não se disse. Não censuro quem tente exteriorizar o que sente com palavras. Pelo contrário. Mas... há que evitar exteriorizar os sentimentos com palavras. Cito o exemplo do Beijo. Por mais que fale que um Beijo é bom, sabe bem e faz bem, que todos precisamos dele, etc etc, porque não dizer "Beije e depois veja como se sente"? É a melhor forma de o promover. É a melhor forma de o sentir e fazer sentir nos outros. Em vez de dizer "Se eu te beijar, vais gostar", porque não prego logo um beijo na pessoa? Hoje em dia até já há quem vulgarize o beijo de tal forma que o promove e expõe da seguinte forma: "Quem beija, perde 300 calorias por cada beijo intenso". O beijo já nem sequer é visto como Belo. É visto sim, como algo vulgar, como um medicamento, como algo banal e vulgar, que faz as pessoas perderem calorias. Cada dia que passa, mais horror tenho de quem tenta exteriorizar com palavras, o... BELO. Não devemos tentar exteriorizar o belo com escritos, com letras. Devemos sim, fazer sentir aquilo que sentimos, com gestos e demonstrações. É esta a melhor forma de demonstrar e de expôr o belo! Tudo o resto, são palavras... que tendem a vulgarizar, o que é invulgar. É o que de melhor há em nós.

Conselho do dia.

"More than words is all you have to do to make it real". E agora aqui fica o meu conselho: façam mesmo o vosso melhor, para que as vossas palavras possam ter força, e que se possa ver os vossos actos a transformarem a vossa vida. Aceitem sempre os empurrões todos. Digam não à inércia. Melhor forma de poderem provar o que pensam e sentem e querem, é fazendo o MELHOR. Parar nunca foi solução!

sexta-feira, outubro 10, 2003

O meu blog!

Decidi falar do meu blog, dando continuidade a um post meu de há umas semanas. Recuso fazer do meu blog um diário, ou algo que se pareça. Não gosto de me sentir obrigado a postar, porque não estou aqui para agradar a ninguém. Escrevo o que vai em mim, e o que sinto. E de entre tudo isto, não publicito o meu blog, para que meio mundo o leia. Não! Publicito-o, porque existe por aí muita gente que vê muitos temas que aqui relato, da mesma forma que eu. E assim como gosto de ler vários pontos de vista relativamente a um dado assunto, creio que com as outras pessoas o mesmo se passa. Também ocorre que goste de ver a forma como alguém exterioriza a sua opinião, relativamente a algo, de forma diferente, sendo o ponto de vista o mesmo. Mas gostava ainda que quem lesse certos posts meus, que fossem apenas "alguns" e não todos. Que alguns? Aqueles que conseguem sentir de verdade o que eu digo aqui. E não aqueles que dizem ou escrevem coisas que não sentem, mas que o aparentam apenas porque "fica bonito". Ou estão comigo, ou estão contra mim. Quem está comigo, junte-se a mim. Quem quiser vida fácil, falsidade, hipocrisia e perdição... se não quer a minha ajuda, nem a minha companhia da forma como eu quero, então que se afaste! Não faço favores, nem fretes a ninguém! Ou Acompanham e gostam de o fazer, ou então nem se sacrifiquem e esqueçam que eu e este blog existe! Não, não sou mau! Não, não sou duro! Pelo contrário! Por ter um mínimo de orgulho e de decência é que escrevo o que estou a escrever, e por ter um mínimo de decência e orgulho é que sou convicto do que sinto e penso, e sigo em frente com firmeza! Não me junto aos fracos, nem mentirosos, que vacilam! Que este blog ajude muitos a poderem inspirar-se e a enriquecerem-se, ou mesmo a ganhar coragem para muita coisa na vida. Mas quem já começa um campeonato a pensar que quer perder por poucos, por favor que respeite a minha vontade e se aparte para sempre! Estou aqui para me ajudar e para ajudar quem quer ser ajudado. E não quem faz da vida um 0, e insiste nesse erro!
Afinal... a minha intuição ainda funciona! De forma apuradíssima! Os meus feelings e certezas cada vez justificam mais a eficácia que durante muito tempo me assustou: 100%! Nunca erraram. Eu é que já errei muito, ao não lhes dar ouvidos! Mas a quantidade de acertos nas certezas, permanece intacto. 100% de eficácia. Nunca falha a minha intuição, o meu feeling. Felizmente! Muita gente não crê no meu feeling, mas também... só tem a perder. Eu ainda creio! E cada vez vou seguindo-o mais. Por favor, quem não sente o que eu quero dizer, ou quem quiser continuar perdido na vida, com tantas oportunidades para se levantar... por favor, aparte-se de mim. Juntem-se aos perdidos que aguardam à sombra do chaparro, a hora do seu descanso eterno e que assim consigam ser felizes! Eu sou uma pessoa de acção, e de sentimentos! E sobretudo luto pela lógica da vida e pela natureza da minha alma! É isso que me faz ser grande por dentro, e cada vez mais com a certeza que um dia serei grande, para todos e à vista de todos!
Um bem-haja a todos aqueles que me sentem e continuam a seguir-me, acreditando que é possível a VIDA, durante a VIDA!

Vida

Lendo um dos e-mails que recepcionei há instantes, pude aproveitar uma frase de Chico Xavier, que é "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". Quis postar esta frase, porque acho que é como que uma esperança para todos nós, que os nossos erros podem ser corrigidos. Nem que seja de forma radical. De forma curta, posto e partilho a frase e o meu pensamento associado à frase de Chico Xavier.

Mentiras

É incrível como por vezes proferimos mentiras de forma fácil. Falei na 1ª pessoa do plural, como que querendo abranger uma generalidade, e não como que querendo atacar tudo e todos. Não me incluo nesta categoria, mas faz-me "impressão" como é que certas pessoas têm facilidade em mentir e em prometer tanta coisa e no fim, só se prova o contrário do que dizem. É tão fácil dizer "Eu vou fazer isto. Prometo.", ou "Eu prometo que não vou fazer aquilo". E no final de contas, existe tanta forma "fácil" de se descobrir que as pessoas falham e mentem à toa. As pessoas demonstram insegurança, e falta de objectivos, ou então mentem e prometem apenas por brincadeira. prefico acreditar na insegurança. Não é fácil acreditar-se. Nem sequer é fácil descobrir-se que alguém mente. Mas... quando existem formas fáceis de se descobrir isso, o mínimo que as pessoas podiam fazer para manter a sua dignidade... era ao menos "disfarçar". Mas não... muita gente pensa que somos tapados e que andamos a ver a banda passar, ou mesmo a olhar para o ontem. Enganam-se! Quem mais aparenta ser parvo, acaba por ser aquele que é mais atento e que acaba por utilizar todos os meios ao seu dispôr para ver se realmente pode confiar, ou não. Pena é que se descubra depois que afinal confiou-se, quando não se devia confiar. E pior que isso é confiar uma 2ª vez, e essa 2ª vez sai defraudada. Mas isso também serve para abrir os olhos, e para ver muita coisa à nossa volta. Cabe-nos a nós andar de olhos abertos, por forma a proteger-nos e fazer o possível para sermos nós o exemplo. Para termos nós a nossa honra salva, e não nos vendermos por meia dúzia de palavras. Não trocarmos a nossa identidade, valores, ideologias, filosofias... e a nossa honra, trocadas por 10 tostões, ou a torto e a direito, trocada por qualquer coisa. Se existe coisa que mais prezo numa pessoa é a transparência, sinceridade e honra que alguém tem. Quem diz, ou promete algo, que depois... por mero desleixo ou falta de vontade não cumpre... para mim perde o valor que tinha para mim. Felizmente ainda luto para não ser assim para ninguém, e felizmente ninguém me pode acusar de falta de transparência, valores, orgulho... honra! Sou como sou, e prometo o que sei que posso prometer. Não saio a prometer a torto e a direito e depois falho. Não saio por aí a mentir, por brincadeira. Garanto sim, sinceridade e transparência.
Mudam os tempos, muda tudo... mas as minhas certezas, palavras, ideologias mantêm-se e adaptam-se! Mas nunca mudam! Continuam sempre! É uma questão de identidade! A minha! A todos os que possam vir a ler o que escrevo agora, apenas posso aconselhar que sejam sempre eles mesmos, que sejam seguros, convictos, que sejam claros, transparentes e que evitem mentir ou fazer falsas promessas. E que por favor... quando sabem que se estão a prejudicar ou a prejudicar outrém, lutem para lhes fazer o bem, ainda que isso signifique inércia, silêncio, não prometer nem dizer nada, ou ainda o afastamento. Sejamos decididos! Sejamos certos do que somos, queremos! Sejamos certos de nós! E estejamos certos do que aqui fazemos. Se não crêmos em quem nos quer esclarecer ou ajudar? Paciência! É melhor então morrermos mesmo, porque se nem quem consegue ajudar-nos, nós aceitamos, quanto mais a nós mesmos que somos impotentes para tudo, ou pelo menos para muita coisa! Andarmos aqui feitos mortos espirituais, é que não. Anda a passear o nosso corpo, mas a nossa Alma está além. Está adormecida. Mais vale não magoarmos os outros, nem tão pouco os perturbarmos, em vez de lhes mentir, de sermos incertos, de chegarmos a perturbar ou ainda colocar falsas expectativas! Não brinquemos com os outros! É que, se alguns não têm sentimentos, nem vida, ou nem sequer palavra ou honra... existem os que todas estas coisas têm!

domingo, outubro 05, 2003

Estou Além

Não consigo dominar
Este Estado de ansiedade
Com a pressa de chegar
Para não chegar tarde

Não sei do que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem, quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem, quem não conheci
Porque eu só quero quem... quem eu nunca vi

Desta insatisfação
Não consigo compreender
Há sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
A vontade de partir
Para outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem, aonde não estou
Porque eu só quero ir, aonde não vou
Porque eu só estou bem, aonde não estou
Porque eu só quero ir, aonde eu não vou
Porque eu só estou bem... aonde não estou.



"Estou além" de António Variações

Medo e medos!

Quem me costuma acompanhar através do blog, pode ter estranhado uma ausência prolongada da minha parte. Não, não deixei o meu blog ao Deus dará. Apenas, como evidenciei num dos meus posts anteriores, recuso-me escrever por escrever, ou por obrigação. Só escrevo quando inspirado. E essa inspiração não tenho tido nos últimos tempos. Não tenho tido motivos para escrever. Tenho esperado que ela volte para mim. E daí, hoje mesmo estar aqui a escrever este post. Não tenho tido inspiração, porque tenho aproveitado este tempo "fora" para ver se se tratava mesmo de inspiração, ou de mera emoção. Constatei que realmente era inspiração. Não era nada momentâneo. Era uma certeza. Ums inspiração constante! Não tenho medo dela, pois tenho a certeza do que ela é!
Hoje falo de medo e medos. Medo de qualquer coisa. Até medo do medo. Recordo-me com facilidade da "Alegoria da Caverna". Na altura em que estudava Filosofia, falava-se desta alegoria. Actualmente não sei. E esta alegoria da caverna pode ser facilmente ligada ao medo e aos medos que temos. Porquê? Apesar de muita gente ter medo de... um animal, de pessoas, de objectos, muitas têm medo delas mesmas... e medo da mudança! Muitas temem aquilo com que elas mesmas se possam surpreender. Eu confesso, que nós só devemos ter medo de nós mesmos, mais ninguém. Mas medo de nós mesmos quanto a pontos negativos. Nunca medo de mudar para melhor. Muitos de nós estamos cegos, fechados em cavernas e acorrentados. Não vemos a luz. Vemos sombras. E por vezes nessas sombras... fechamos os olhos, temendo que se tratem de terríveis predadores que a partir do momento em que se deparem connosco frente a frente, nos devorarão. É do género "a curiosidade matou o gato". Se tivermos curiosidade em vermos algo mais do que as sombras... seremos eliminados pela curiosidade! Mas ao mesmo tempo associo o termo "quem não arrisca, não petisca". Porquê? Porque por vezes julgamos erradamente que quem faz as sombras são os predadores, e depois quando vamos ver... são meros efeitos visuais que nos assustaram, e afinal por trás daquelas sombras está a luz! Está a nossa razão de viver, lutar! Está um mundo completamente diferente daquele que julgavamos! É por isso que digo imensas vezes que o risco faz parte da vida! E a vida normalmente é um risco. Tudo o que fazemos traz sempre um risco. Se ficarmos fechados, isolados do mundo, corremos o risco sério de morrermos isolados, tristes, etc. Se nos negarmos a comer... corremos o risco de morrer. Se nos negarmos a respirar... idém! Se nos negarmos a dar o passo em frente quando estamos à beira do precipício, corremos um grave risco de morrermos através do ataque de um predador que nos persegue! Há que escolher. Arriscar e correr o risco de nos salvarmos... ou garantidamente morrer? Perdido por 100, perdido por 1000. Mais vale arriscar tudo! Por vezes, espanta-me ver certos jogos de futebol... e ver uma equipa jogar no campo adversário para o 0-0. Raros são aqueles que o conseguem. Alguns até conseguem ganhar. Mas são vitórias que acontecem 1 em 1.000.000 tão raras que são. A maioria, aguenta 5, 20, 80 minutos, mas cai sempre. Já sabem que o mais provável é perder, mas mesmo assim temem lutar pela vitória. E o que mais me escandaliza, é que muitos, mesmo estando a perder por 1-0, teimam em defender a derrota. Ou seja... torna-se impossível lutar pelo empate, quanto mais pela vitória... e teimam em morrer! Ora, comigo uma equipa dessas não jogava assim. Perder por 1 ou por 10 é a mesma coisa. Perde na mesma! Morrer com um tiro no coração... ou morrer degolado, é a mesma coisa. Morre na mesma. Logo, porque não arriscar?! Porque não correr o risco de ganhar? Porquê ter medo de ganhar?! Podemos não ganhar sempre, mas... antes ganhar de vez em quando e perder também, do que morrer constantemente. Começar a saber que já se perdeu... e não se aproveitar para "brincar" com a derrota, é um erro! Dou-vos outro exemplo. Normalmente, quando uma equipa já garantiu a descida de divisão, não vai mais jogar para o empate. Joga sempre de forma aberta, joga a sério... porque já nada tem a perder. Já não conseguem mesmo ganhar, pois já desceram de divisão, então aproveitam os últimos jogos e divertem-se. Arriscam. E o que se vê em muitos casos desses, são as equipas a ganhar jogos e muito provavelmente o treinador a dar voltas à cabeça e a massacrar-se "se eu soubesse... tinha feito sempre assim e certamente estava no topo da tabela e não no fundo".
Devemos viver! Devemos lutar! Não ter medo de viver, nem de lutar. Em vez de entregarmos as nossas armas com medo de morrer mais tarde e lutarmos à toa, mais vale darmos o máximo. Quem sabe, consigamos sair daquela possível derrota!? Há que lutar até ao fim e dar o litro! Não podemos ter medo da mudança. Muitas vezes estamos tão habituados a estar numa caverna, acorrentados e a ver sombras, que temos medo de ver o que está a originar as sombras. Recordo-me agora, daqueles filmes de "pseudo-terror" em que a sombra de um galho de uma árvore, faz com que quem veja essa sombra, pense que se trata de um monstro. Creio que todos nós já vimos filmes desses. Depois olham, para ver se se trata mesmo de um monstro e vêem o galho de uma árvore ou de certos objectos. Lá está... aquilo de que temos medo, por vezes ilude-nos! Pensamos que será algo muito mau, e no fundo... torna-se algo perfeitamente bom! E depois ainda concluímos "Epá... se eu soubesse... já tinha feito isto há mais tempo". Acontece constantemente connosco o pensamento mágico "Se eu soubesse antigamente, o que sei agora...". Não podemos ter medo de ver o que está para além das sombras. Não podemos ter medo de mudar. Entre morrer e... morrer ou viver...há que optar! Sempre corremos o risco de vencer. Confesso que sou uma pessoa racional, e que normalmente não toma atitudes radicais, mas... se vejo que a situação no momento presente está "preta", porque me irei eu submeter a ela?! Ao menos, já que estou a caminhar para a perdição, em vez de me render a ela, vou tentar lutar contra ela. Nada tenho a perder. Lutar para a mudança! Lutar para transformar. Tenho que superar o meu medo. O meu medo tem que ser inferior a mim e acreditem, todos vós que me lêem... o medo que temos de "mudar" algo, é completamente inferior ao gostinho especial que acabamos por ter, quando vencemos e vemos que por trás daquelas sombras está algo maravilhoso!
Há quem não consiga enfrentar os seus medos sozinho! E há quem pense "se tiver que os vencer, vencerei por mim mesmo, se bem que não saiba se serei capaz". Nesses casos, porque não aceitar um empurrão? Porquê submeter-se à perdição garantida? Porque não aproveitar e ver se consegue ao menos tomar o gosto de alguma coisinha boa que se possa adquirir pela luta de transformação e mudança? Aceitemos sempre o empurrão alheio de quem nos tenta passar certezas, estender a mão, e que, como na Alegoria da Caverna, aqueles que saíam da Caverna e das correntes tentavam ir buscar os outros lá dentro, para lhes mostrar que cá fora havia um mundo completamente maravilhoso e diferente do da Caverna, nos tentam tirar lá de dentro daquele buraco e daquela prisão e nos tentam fazer ver que existe algo maravilhoso cá fora. Tudo bem que podemos sair com medos do que está cá fora, mas é aí que entra a figura da "canadiana temporária". "Canadiana Temporária" é aquela que não nos acompanha eternamente, mas que nos ajuda durante um certo tempo a caminharmos e aganhar consistência nas pernas, para que quando consigamos andar sozinhos, aí possamos caminhar por nós mesmos. As pessoas quando partem uma perna, ou aprendem a andar enquanto bebés... não podem começar logo a andar e a correr. Têm que começar a gatinhar, depois a levantar aos poucos, até conseguirem andar... e por fim começarem a correr e a fazerem tudo livremente sem ajuda de ninguém. É completamente irracional e tolo, alguém tentar correr, quando ainda nem sequer sabe andar. Para isso, tem que estar acompanhada da "Canadiana Temporária". Não posso dar bacalhau e arroz com feijão a um bebé que ainda só pode ser amamentado. Se calhar se o deixar sozinho, ele é capaz de agarrar no bacalhau e tentar comê-lo. Mas é aí que entra a figura da "Canadiana Temporária". Para ajudar o bebé a alimentar-se convenientemente, e ajudá-lo a escolher as coisas que deve comer, etc. Até que quando estiver preparado e for grandinho o suficiente possa escolher sozinho o que fazer, o que comer. E aí deixa de precisar de Canadiana.
Isto tudo para dizer que, sempre que alguém saiu da Caverna e consegue ver o mundo lá fora, aquele mundo que nós não conseguimos ver ainda... não devemos negar a sua ajuda, nem a sua figura de "Canadiana Temporária" para nos ajudar de início a sobreviver lá fora, por forma a que consigamos mais tarde ser independentes. Devemos aceitar o risco, e enfrentar o medo, porque não há nada mais maravilhoso que uma boa mudança e sobretudo poder contar com alguém que nos quer fazer caminhar aos poucos, por forma a entendermos as coisas e a adquirirmos o gostinho especial pelo que é maravilhoso, em vez de nos rendermos à amarga prisão dentro da caverna, onde corremos o risco de eternamente ficarmos perdidos. Aceitemos o empurrãozinho e a ajuda. Quem nos ajuda, nosso inimigo não é. Antes contar com ajuda, do que cair "sozinho" em algo que ainda não sabemos caminhar. Se nos lançarmos sozinhos e fugirmos da Caverna, certamente vamos pretender voltar para onde estavamos. Porque o mundo da transformação e da libertação, torna-se estranho para nós... e vamos preferir algo que apesar de limitado e perdido, conhecemos. Agora, com um guia cá fora, com alguém que nos entende e sabe como é a transformação de lá de dentro da caverna, para o exterior dela e para o mundo maravilhoso que é o da liberdade e da transformação, não podemos exigir mais nada. Apenas... vencer o nosso medo, e o medo de nós mesmos. O resto? O resto é apreciar tudo aquilo que podemos aproveitar!