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domingo, agosto 31, 2003

E mais notícias...

Isto há com cada um, que eu até fico parvo! Consultem por favor "Saiba como sobreviver" como eu fiz, a conselho de uma amiga minha! Porém a intenção dela comigo serviu como conselho e não para o que eu pretendo relevar neste caso. Ora, comecem a seguir os conselhos da Jornalista, relativamente à sobrevivência após uma separação. O 1º Ponto diz: "1. Chore tudo de uma vez Grite, chore, chame todos os nomes que desejar ao seu ‘ex’... Depois pare. Sente-se carente de afecto? Arranje um cão." Eu era capaz de dizer "Palavras para quê?", mas não! Eu tenho algumas a dizer a essa jornalista. Se ela pensa que as soluções que ela encontra para ela, resultam para com todas as outras pessoas, ela que se engane. E porquê? Porque nem toda a gente precisa de um cão para lhe dar afecto. As pessoas ainda servem para alguma coisa. Agora, vá-se lá saber porque recomendará ela um cão. Terá ficado demasiado perturbada com uma relação e agora voltou-se para outras andanças? E o ponto 2: "2. Lembre-se do quanto sofreu Se não consegue esquecer o passado, ao menos recorde-se dos momentos maus. Senão invente! Imagine o seu ‘ex’ em situações que a deixariam furiosa.". Ou seja, já não basta a furia e a raiva toda que fizeram as pessoas sofrerem quando ainda tinham um ombro amigo, agora ainda quer que elas chorem baba e ranho, mas... desta vez limpem à sua própria camisa! "3. Conte com os amigos O fim-de-semana é uma altura difícil para quem está novamente sozinho. Convide os amigos para uma pequena festa lá em casa. Se isso não for possível, envolva-se num projecto (voluntariado, por exemplo) através do qual possa conhecer outras pessoas." Pronto... nada como um conselho típico de quem está habituado a estragar o fim-de-semana àqueles casalinhos que bem o tentam aproveitar! Sua invejosa! "4. Conheça uma mulher fascinante: Você Aproveite para fazer tudo aquilo que sempre quis fazer e que ele nunca deixou. Mime-se com cuidados de beleza, ginástica, passeios na praia, tardes inteiras no centro comercial, etc" Gostava de saber o que é que durante uma relação a impedia de ser fascinante. Será a jornalista mais uma daquelas mulheres que se anula autenticamente e depois no fim ainda diz que a culpa é dele? Ponto5: "5.Não tente apaixonar-se já Espere algum tempo — os especialistas aconselham um ou dois anos — antes de se envolver com outro homem, a não ser que conheça alguém especial. Lembre-se que está vulnerável." É mais do que óbvio que se ela se apaixonar por alguém, esse alguém lhe será especial, logo, estamos perante um conselho que diz muito e não diz nada. Se ele não lhe fosse especial, ela não se apaixonava. Penso eu "de que"... Ponto 7: "7.Aproveite para recuperar o tempo perdido Esta é uma boa oportunidade para passar mais tempo com a família. Por vezes, durante o processo de divórcio, neglicenciamos todos aqueles que nos querem bem. Não perca mais tempo e mostre-lhes que ainda fazem parte da sua vida". Mais uma vez, não entendo porque é que as pessoas com relacionamentos perdem tempo e se anulam tanto. Não era suposto o relacionamento ser favorável e ajudar mais ainda a fazer bem às pessoas? Ou esta jornalista está mesmo traumatizada, ou então... acho que vou eu fugir de relacionamentos, porque não estou para andar aqui a bater mal! Ponto 9: "9.Comece a escrever um diário O simples acto de relatar o seu dia-a-dia numa folha de papel ajudá-la-á a reconhecer-se melhor. Por vezes, a vida de casada faz as mulheres a se afastarem de si próprias. Você tem de encontrar a melhor forma de exprimir os seus sentimentos, seja através de um diário, de uma pintura, de um poema, etc.. . E que tal começarem a expressar-se através das chamadas "energias purificadoras"? Um Manguito, ou um par de asneiras não fazem mal a ninguém, em vez de andarem a sorrir a meio mundo e por dentro chorarem que se fartam! Ponto 10: "10.Tire um curso Volte para a escola, vá para a universidade, inscreva-se num curso especializado numa área que goste. Assim não só se mantém ocupada como também faz um investimento para o futuro." Mais uma vez, estou para saber que raio de maridos/namorados estas mulheres arranjam, que sacrificam-nas, quase que as apresentam aos deuses ou as doam para Instituições de caridade. E que raio de mulheres são essas que se deixam anular, sacrificar, e "perdem tempo" com algo que só lhes fez mal? Esta gente não é boa da cabeça, nem tem amor próprio de certeza! Ponto 11: "11.Cuide da sua imagem Aposte num novo visual. Corte o cabelo, pinte-o, renove o seu guarda-roupa, faça uma dieta ou até mesmo uma cirurgia plástica. Cuide de si e da sua aparência". Não me quero repetir sobre o que já disse 4 ou 5 vezes.Ponto 12:"12.Renove a decoração de sua casa Mudar o ambiente que a rodeia pode ser uma inspiração para quem está a recomeçar uma vida nova. Aposte numa decoração inteiramente ao seu gosto". Não me digam que era o homem que escolhia e fazia tudo e ela se submetia!??!
Só fica aqui um conselho à autora disto e a quem se identifica com parte da sua reportagem: Consultem um profissional rápido, pois têm problemas de identidade, amor próprio e afirmação pessoal! E por favor, arranjem quem realmente gosta de vocês e não quem vos queira sacrificar aos deuses ou fazer com que sejam parte do pagamento de uma dívida criada por um jogo de Poker

sábado, agosto 30, 2003

Há BD's e BD's

Realmente há BD's e BD's, mas existem alguns iluminados, como por exemplo o Criador de Calvin & Hobbes, e do Garfield, cujos autores eu admiro muito pelo impacto que conseguem ter, e pela verdadeira obra de arte com que nos presenteiam. No entanto, existe ainda um autor que considero a mais "recente" aquisição de entre todos os "génios" da BD. Evidencio a Maitena. Maitena é genial, pela forma como apresenta as suas ideias e como se identifica como feminista, e consegue exteriorizar a verdadeira realidade feminia, conseguindo ao mesmo tempo divertir-nos. Nem sequer se trata de uma sátira, nada. É directa e diverte com a realidade do mundo feminino. Que tenha conhecimento até agora, a argentina Maitena só publicou 5 volumes da sua BD, cujos exemplares todos, eu tenho! Não consegui perder nenhum deles, à medida que iam sendo editados. Recomendo vivamente a muitos dos que se perguntam "como é que funcionam as mulheres?", que comprem estes exemplares. Se não ficarem a "entender as mulheres", pelo menos ficam a saber o que é que a casa gasta! E depois de os lerem, acreditem que nenhuma atitude feminina, vos causará surpresa! Ficarão a saber o que podem esperar delas. Maitena é um génio, e admiro-a imenso pela forma como em 6 quadradinhos de BD, nos consegue divertir com lógica e verdade! Parabéns Maitena! É um génio!

quinta-feira, agosto 28, 2003

Notícias

Vejo eu na TVI, por esta hora, a notícia de um casal de idosos que é acusado pela População de agredirem as pessoas de determinada aldeia e de inclusivé andarem armados com armas brancas. Ora, abordados pela TVI sobre esta situação, o marido responde "Juro por todos os meus, que nunca agredi ninguém. Aliás... ninguém tem nada partido". E a esposa ao ser abordada com o facto de ter na sua posse uma arma branca e ameaçar os transeuntes, responde da seguinte forma: "Eu nunca ando armada. O que acontece é que eu normalmente saio de casa a comer uma maçãzinha por aí abaixo. Eu não posso ver a fruta a apodrecer". Pronto rapaziada, já sabem que enquanto a outra pessoa não tiver nada partido, não estão a agredi-la e já sabem que enquanto andarem a comer maçãzinhas, podem andar a ameaçar as pessoas com facas. Afinal como a senhora dizia "tenho ali as minhas facas de cozinha, isso é comigo".
Outra notícia, já com cerca de um mês, não resisto referir aqui. "Masturbação 5 vezes por semana, diminui a probabilidade de contrair cancro de próstata". Pois bem, enquanto se colocar em "acção" aquilo que se tem, diminui-se a probabilidade de contrair cancro na próstata. Há que aproveitar, mas atenção, aqui ficam dois conselhos: 1º É só para os homens; 2º É só 5 vezes por semana, não é 5 vezes ao dia. Não se entusiasmem.
Por último, o Presidente do Brasil, Lula da Silva foi a público afirmar que os portugueses fizeram um péssimo trabalho no Brasil, durante a colonização, específicamente na educação, pois segundo ele, a universidade mais antiga do Brasil data dos anos 20 do século XX, o que não deixa de estar errado este infeliz comentário. Por duas razões, como refere o Correio da Manhã e com razão. 1ª delas: a primeira universidade OFICIAL Brasileira data de 1808, sendo a Universidade federal da Bahia. Sob o domínio português, e antes desta Universidade existiam institutos particulares e igrejas com função equivalente à Universidade cujas origens são anteriores a esta data. 2ª: Desde 1822 que o Brasil é independente. Ainda que nao existisse nenhuma universidade criada pelos portugueses na altura, teríamos nós culpa que só ao fim de 100 anos da independência do Brasil, os seus governadores não tivessem criado um instituto importante como este? Sr. Lula corrija-se e modere-se, sobretudo porque nós não somos só "país irmão" no que toca a turismo e investimento. Fomos um "país PAI" em tudo e somos agora um "país irmão" para tudo também!

terça-feira, agosto 12, 2003

Blogs

Caiu em moda, definitivamente, o blog. Mas começa a agoniar-me o impacto que começa a ter. Primeiro, porque as pessoas vêem os blogs como um diário. Segundo, porque as pessoas querem constantemente exibir esse suposto "diário". Terceiro, porque caiem na tentação de não serem elas mesmas, nem colocarem no seu "diário" aquilo que pensam, fazem, mas sim dar uma de moralistas, ou "pessoa perfeita". Vejo aí blogs a circular, com opiniões que se vê de caras, que foram tiradas de algum lugar. Nota-se que houve ali um copy/paste. Tal como a minha opinião para com as "Tias" que se exibem constantemente. Nota-se que há ali algo que não é verdadeiro. Talvez daí venha a necessidade de publicitar o tal "diário". Pois bem, isto para mim não é um "diário". Num diário, "diariamente" escrevemos o que pensamos, sentimos, fazemos no nosso dia-a-dia. Isto para mim não é nada disso. Venho aqui, quando sinto que quero vir, escrevo o que penso quando quero. Não venho diariamente fazê-lo, porque às tantas, sei que me sentiria tentado a vir cá escrever por escrever, por causa dos que possam ler isto, e ainda, às tantas, lixar-me para isto. É natural. Sentirmo-nos obrigados a fazer algo, torna-se um fardo, e como tal, temos tendência a deixar de ser naturais e a largar. Até a fugir! Depois, não entro em eloquências, para mostrar que sei falar, para parecer que está ali um discurso rico em português, ou para me exibir! Não é com palavras ricas, que facilmente comunico. Quanto mais prático for, mais facilmente me faço entender. Gosto de comunicar, e de facilmente me fazer entender. As eloquências muitas vezes impossibilitam isso. Aliás, torna-se enfadonho e secante, um discurso cheio de palavras "ricas". Não vos cansa ouvir um discurso político, ou ouvir alguém que se quer exibir no seu falar, ou um profissional que fala do seu "pedaço"? Acho que cansa a todos. E às tantas, já estamos a perguntar-nos "que é que ele quer dizer com isto? onde quer chegar? Que é que ele disse? Please, help!!! Tirem-me daqui!". Por isso, faço o possível para ser um bom comunicador, objectivo e prático. Não quero que ninguém me glorifique quanto à minha forma de pensar, ou me parabenize. É MEU. É a minha forma de pensar e estar na vida. E o escrever idém. É a minha forma de comunicar. Acho que toda a gente teria a ganhar, se procurasse ser objectiva e transparente na forma de pensar e ser, em vez de se andar a exibir por aí com palavras caras que todas juntas dizem o mesmo que um típico "Está tudo bem", ou ainda publicitarem coisas que escrevem, mas não sentem. O que mais há por aí é blogs desses. Não se esqueçam que eu também sei ir aos livros, revistas e jornais pesquisar e colar as coisas. Só que, tenho mais a ganhar em ser eu mesmo, doa a quem doer. Agrade a quem agradar!
Sejam objectivos, sinceros, directos, transparentes. Não queiram ser algo que não são. Não queiram ter graça à força. Os discursos tornam-se cansativos, "rascos" e fracos a nível de essência. Valorizem o que pensam, e não o que os outros pensam. Valorizem a forma objectiva de exteriorizarem o vosso eu, e não formas de dicionário! Sejam vocês mesmos, e sejam simples.

Casar ou enterrar...

Cansei-me de ver montanhas de notícias onde se diz que os portugueses se casam cada vez menos, quando o fazem é mais tarde que nunca, e cada vez divorciam-se mais. E que desses divórcios todos, mais de 90% é por mútuo acordo. Resumindo: Ambos constatam que estão fartos um do outro. E agora pergunto eu: vale a pena investir num casamento hoje em dia? Existirá alguém que justifique isso? Aquela treta do "amor à primeira vista" ou do "paixão e amor eterno" não existe. Aliás, nunca existiu. As pessoas é que insistem em crêr em coisas que não existem, para justificarem certos actos seus e dos outros. Pode haver uma forte amizade que dura para sempre, mas não me falem em amores eternos, bla bla bla bla bla zzzzzzzzzzzzzzz... Vou eu gastar milhares de contos numa festa de casamento, para daqui a uns meses ou anos gastar algumas centenas de contos num advogado que trate do meu divórcio? Vale a pena dizer "Serei fiel para SEMPRE", quando desde que me conheço, só consigo desejar centenas de mulheres ao mesmo tempo, e se calhar nunca dei uma "facadinha" porque não calhou? Vale a pena pensar sequer em viver para SEMPRE com alguém, quando daqui a uns meses já não a posso ver à frente? Viver 24 horas por dia com uma pessoa... cansa. Ver a pessoa, pensar a pessoa, respirar a pessoa... por favor. Casar dá mais dores de cabeça do que beneficios (tanto é que ao fim de uns tempos lá está o/a parceiro/a "estou com dores de cabeça, hoje esquece"). Mais custos, que ganhos. De que me vale ter um papel assinado, se a minha vontade é outra? Se eu sei que não vou respeitar aquele contrato no futuro, porque é que o assino? Porque é que me comprometo? Porque fica bem? Porque é bonito? Porque é tradição? Porque se não casar sou gay? Ou sou medroso? Quero que se lixe a tradição, que se lixe o que dizem, e que seja bonito. Sobretudo o casamento é dispendioso, a tradição é fartarmo-nos da pessoa quando casamos, e andarmos com um fardo às costas de ter que viver com uma pessoa e prestar-lhe contas de tudo e mais alguma coisa. Ainda é visto o casamento como algo religioso, uma tradição, fica bem. Mas cada vez nota-se que o casamento está mais próximo de ser uma celebração típica da Idade Média, do que do século XXI. Depois, faço o investimento da minha confiança numa pessoa, de tudo o que sinto por ela, de tudo o que tenho... e ao fim de uns meses corro o risco de ouvir "lembras-te daquele teu amigo? Pois..." ou então "olha, afinal não dá... desculpa", etc etc etc. E agora pergunto: é para isto que vou investir num casamento? Para correr o risco de toda a minha confiança, sentimentos, bens, etc ir tudo por água abaixo? Ficar sem nada em segundos? Justificará esta variação de emoções (numa hora estou feliz, na outra acabou-se o mundo para mim)? Hoje em dia a coisa mais fácil é largar-se a pessoa que se tem... trocá-la por outro, ou optar por um caminho profissional que dê mais €€€€€ do que o parceiro. Como tal, porque é que existe casamento? Quer dizer... estava eu com a minha vidinha quietinha, organizada, e agora por causa da vaquice do/da parceiro/a vou ainda ter que dividir o que tenho, pagar uma boa parte do divórcio, e ainda deixar de acreditar nas pessoas? Hoje Casar é sinónimo de enterrar. Não há gente séria, e toda a gente é facilmente volúvel. E depois, não é um pedaço de papel e duas anilhas que me fazem ser fiel à pessoa e à relação, etc etc etc. É sim o meu CORAÇÃO e o que está dentro de mim. Eu sem o fardo e pressão em cima de mim, consigo ser muito mais fiel à pessoa, e estar muito mais facilmente a sentir-me casado com ela e unido a ela, do que sentindo dentro de mim que tenho a obrigação de..., o dever de...! Isto funciona com tudo. Experimentem ler um livro porque vos apetece, e experimentem ler um livro porque têm que o ler. Vão ver que se for por vontade, até decoram expressões altamente estranhas. Se lerem por obrigação, mal decoram um "Ela perguntou: olá tudo bem?". Acontece em tudo. Quando estamos nas coisas de corpo e alma, as coisas fluem e acontecem de forma natural e com maior probabilidade de durar e durar e durar. Quando nos forçamos a estar de corpo e alma, temos uma maior tendência para nos fartarmos e às tantas estarmos a fazer fretes e favores. Até que qualquer dia fartamo-nos e mandamos tudo ao ar.
O que realmente vale a pena é estarmos com a pessoa que queremos, sem contratos, sem papeis, sem correntes, sem nada. Fazemos o casamento dentro de nós mesmos, e torna-se mais seguro do que a papelada toda e a divisão toda. E há com isso, uma maior probabilidade de sucesso, e até de surpresa entre as pessoas, em vez da "rotina" em que TODOS os casais entram. Liberdade, é maior sinónimo de fidelidade. Concedermos o espaço à pessoa. A pessoa sente isso, e não defrauda a margem que lhe é de Direito. Aliás... as pessoas têm maior tendência a ir para o que é proibido! Falam o casamento dentro do vosso coração, e vão ver que o fardo é menor, que andam mais alegres, que são mais fieis, e a relação é diferente.

domingo, agosto 10, 2003

Saudades... Saudade...

Li uma vez num dicionário, que saudade é "a lembrança de um bem passado, nostalgia", e que saudadeS são as lembranças que se dirigem a pessoa ausente". Mais uma vez, as palavras e o português, brincam com os nossos sentimentos. Sentimos saudade de algo que gostamos, ou de algum evento, e saudades de quem queremos, sentimos ou gostamos. Ao mesmo tempo aprendemos que não podemos viver de saudade, mas devemos viver com saudades. Mente quem diz que nunca sentiu saudades.
Com tanta forma possível e diferente de se dizer "saudade" ou "saudades", podemos considerar-nos privilegiados pelo facto da sonorização da palavra ir conforme ao significado dela, e àquilo que podemos sentir ao dizê-la. Quem inventou esta palavra, devo dizer que é de uma genialidade fantástica, pois conseguiu encontrar para um sentimento, uma palavra que é a sua "cara"! Nós dizemos, e já sentimos. Às vezes dizemo-la e baixamos a cabeça, noutras dizemo-la e olhamos para cima, quase com ar de satisfação. Quem não sente saudades é menos humano, esqueceu-se de viver, perdeu grande parte
de si. São as saudades que ligam o passado e o presente, e em alguns casos, até o futuro. Ligam-nos presentemente com nós mesmos, e com outrém. As Saudades são a memória do nosso coração, e felizmente não somos só nós a senti-las. Os animais também sentem saudades. Isso manifesta-se num ladrar de um cão por exemplo, quando o seu dono chega, ou num animal que tão triste fica com a ausência do mesmo. A Saudade e as Saudades provocam dor e prazer ao mesmo tempo, e impedem que haja esquecimento da nossa parte, face a qualquer pessoa, situação, ou bem. No Verão temos saudade do inverno, e no Inverno temos saudade do verão. Eu, confesso que tenho sempre saudade do verão, mesmo quando estou nele. Até sentimos e podemos sentir saudades de nós mesmos. Afinal, quem é que não tem saudades daquilo que já foi antigamente? Daquilo que era? Acontece a todos.
Sintam Saudades. Vivam as Saudades. Enquanto isso acontecer... é sinal que estão a viver e que ainda sentem a Vida!

quarta-feira, agosto 06, 2003

"Ai fofa"

Esta deve ser a expressão mais utilizada por dois companheiros, que eu creio ter visto na TV, quando fizeram a reportagem da Marcha Gay na Avenida da Liberdade. São eles um tal de Serginho (Sergay no B.I.), e um afro-gay chamado Daniel "Abichamento". Eram companheiros no Noites Marcianas, onde faziam um par lindo, de invejar qualquer parzinho da laia deles que almejasse uma relação estável e bonita como a deles. Davam-se às 1000 maravilhas, e isso notava-se até na forma com que olhavam um para o outro, e se nos cruzássemos na rua com eles (como aconteceu comigo duas vezes, infelizmente errrrrrrrrr), viamos que eles são muito unidos. Só acho incrível é como é que alguém coloca estas duas aberrações da natureza "animal" (nem humano aquilo é), na televisão. Ou o director de castings é igual a eles (larilas autêntico) e andou a fazer-lhes um casting de filme gay, ou então não sei o que é que anda ali. Eles têm talento e mérito, claro que o têm. Mas têm para um filme gay. Só pode. Na TV sempre que uma mulher se aproxima, eles colocam as mãos na cintura delas e nos ombros... não para as puxar até si, mas para as empurrarem! Depois aquela vozinha daquele Serginho é a coisa mais agoniante e irritante que já ouvi em toda a minha vida. Mais irritante que o Gabriel Alves a fazer-se entendido de bola, e tão agoniante como o Nuno Markl a sorrir na TV e a dizer para si mesmo "Eu sou bom". Celebraram um contrato com o Serginho, na TVI, para que ele tivesse um programa só dele. Mas qual é a graça de ter como apresentador de programa um tipo que nem chega a ser homosexual, mas é uma "Perfeita Bichona" (mais uma ideia para o Nuno Markl), cheio de manias e tiques, e vozinha de menina mimada que quando se revela na cama, é uma autêntica "vaca louca". Pensei que para a Televisão fossem necessários certos critérios e requisitos, e alguns que fazem castings fossem rejeitados por terem certos tiques. Isso era assim. Mas quem contratou o Serginho, quis fazer uma excepção. Pena que excepção para a pessoa errada. Porque é IN-TO-LE-RÁ-VEL este sujeito. Irrita, também tem a mania que é bom, e não diz nada de jeito. Quer fazer programas de pseudo-apanhados, onde depois entrevista os apanhados. Já viram bem a criatividade dos apanhados que ele faz? Errrrrrrrrr Só se ouvem asneiras, e não se percebe mais nada, nem a razão de ser dos apanhados. Depois as perguntas são qualquer coisa do tipo: "Quem são os Delfins? Há quanto tempo existem? Qual o vosso próximo trabalho?". Por favor, as revistas e os jornais, diariamente nos informam destas coisas, e toda a gente sabe que isto são perguntas que já lhes foram feitas quando eles ainda andavam a fazer digressões na garagem dos amigos. Falta-lhe sentido jornalístico, falta-lhe criatividade e falta-lhe ser homem. Homem com H, não Homem com F. Ninguém terá coragem de o lançar num programa holandês ou alemão, qualquer coisa assim, onde dão margem de liberdade às bichas? Aí sim, ele estava em casa, não aqui com aqueles tique estúpidos, e com aquela cara ridícula que dá vontade de dar socos só de ver na TV, e ainda uma voz irritante e agoniante. Tirem-me este sujeito da tela, por favor e por favor dêem um programa desse tipo para gente com cabeça e criatividade.
Mas há outro que não lhe fica nada atrás, e chega-lhe aos calcanhares, ou se calhar até um bocado acima do joelho. Isso, aí mesmo. Chama-se ele Daniel Nascimento (Abichamento para o Serginho). Para quem dizia que nunca tinha visto um Africano Gay, eis o símbolo Afro-gay do momento. Não sei também o que é que este sujeito teve que fazer para estar na TV (se calhar até sou capaz de adivinhar), e nem sei onde está o seu mérito e capacidade de ser "jornalista", "apresentador". Estava no Noites Marcianas, mas foi logo encostado, porque gays irritantes já bastava o Cláudio Ramos e o Serginho. Já eram dose de sobra, quanto mais um negro maricas. Era demais e insuportável. Para perder audiência, mais vale encostar o preto (que é quem paga sempre). Este sujeito faz lembrar a Lili Caneças. Vão entender porquê. É todo cheio de manias e tiques, mas todas estas manias e tiques são iguais à Lili Caneças. Além de ser preto, de ser gay e ter a voz irritante como o Serginho, ainda é "Tia". E tem algo semelhante à Alice Caneças, que é o discurso do "diz tudo e não diz nada". Recolhe frases feitas por outros, esses sim virtuosos, e depois mistura tudo. Só lhe falta o "Penso, logo existo. Estar vivo é o contrário de estar morto, darling".
No Noites Marcianas era assim, e agora na SIC, naquele programa sem razão de ser que é o SIC 10 Horas (ou 11 Horas. Devia ser SIC 4 da Manhã para ninguém ver). O rapaz (ou a borboleta negra), fala, fala, fala, e às tantas perguntamo-nos assim: "Sim... e então? Que queres dizer com isso?", e ficamos a 0. Aqueles seus olhos semi-cerrados prontos pó engate de qualquer membro masculino que lhe apareça à frente, aquelas perninhas cruzadas à Catarina Furtado e aquelas mãozinhas irrequietas (é tudo publicidade. A ver se alguém se deixa seduzir com o que aquelas mãos possam fazer. Blargh), não enganam ninguém! O sujeito é outro "Perfeito Abichanado", sem competência e sem saber estar em televisão. Devia estar a esta altura nas obras ou na tropa, para aprender a ser homem, em vez de esperar que alguém lhe empurre "as fezes para dentro". No outro dia foi a um programa fazer-se de vítima, com o Carlos Castro (outro da RAÇA dele), e parecia que estava em casa. Ele chorava porque a sociedade era injusta e inventava mentiras sobre ele, que era vítima de tudo. E nós portugueses? Que somos vítimas dele constantemente! Nós não contamos!? E o coitado que burlou a SIC ao celebrar um contrato contigo? Esse coitado não é vítima?
Como jornalista, uma vez foi fazer uma reportagem dos Globos de Ouro. Tive a infelicidade de ver isso, mas quis ver se como jornalista o rapaz poderia servir. Só sabia dizer "Olá. Está muito bonita. O que está a vestir?" "Olá, que marca veste?" "Olá, onde é que comprou esse vestido?". Isto é jornalismo???? Digam-me... este sujeito serve para mais alguma coisa sem ser para fazer de lenha na fogueira do S. João?
Estas duas criaturas não têm legitimidade para fazer programas de Televisão e não têm legitimidade para... "exercer o seu direito à vida". Alguém coloque esta gente no seu lugar, e estas coisas na devida prateleira... ou devida lixeira!

Perfeitos Idiotas

É com tristeza e ao mesmo tempo gozo, que venho aqui falar hoje de "2 criaturas" que não compreendo como nasceram, nem como é que ainda andam por aí com o nariz empinadíssimo, pensando que são alguém e que têm algo de fantástico dentro deles. Têm sim, uma perfeita anormalidade dentro, ao qual se junta um imperfeito convencimento. Imperfeito convencimento, porque julgam que são bons, têm a mania que são bons, mas não o são. Se o fossem, seria um perfeito convencimento, que mesmo assim fica mal a quem é bom. Garanto que já tentei, fiz um esforço enorme, para ver o programa de Nuno Markl e Fernando Alvim. Não só tentei ver o "Perfeitos Anormais" (como eles fazem juz ao nome do programa. Foram escolhidos a dedo para vestir a camisola), como ainda tentei ver as rábulas do Fernando Alvim antes dos episódios do Príncipe de Bell-Air. Eu que vejo todos os dias os episódios do Will Smith, às 22 horas, por vezes perco a parte inicial dos episódios, porque antes de darem a série, dão cerca de 5 a 10 minutos de uma rábula idiota do Fernando Alvim, e como não suporto, mudo de canal. Estas comadres não se tocam que... não têm graça nenhuma? Que fazem figuras tristes? Que o que eles pensam que fazem (humor) não é nada mais que reles imitações de aspirantes a humoristas, com piadas já sem piada? Toquem-se. Vocês não nasceram para a televisão! Não nasceram para a rádio! Nem sequer deviam ter nascido. O vosso tempo de antena podia ser usado de forma clara e NORMAL, para gente Normal e Anormal. Mas vocês são anormais que não deviam ter espaço na televisão. Vão ao Correio da Manhã e coloquem um anúncio em conjunto como sendo palhaços que fazem espectáculos de aniversário, ou como sendo um casal gay que convive com casais. Mas por favor toquem-se... vocês não têm potencial, não são "altamente", nem têm graça. Só se ri das vossas rábulas e "piadas" (eles é que chegam a ser a própria piada) quem vos quiser dar graxa, a ver se lhes arranjam um lugar na TV, etc, ou aqueles que têm pena e não vos querem deixar mal a rirem-se sozinhos de vocês mesmos. Aquele Nuno Markl não se toca que antes de ir para a Televisão devia usar umas lentes de contacto, em vez daqueles óculos quase fundo de garrafa e fazer uma operação ao seu nariz de Cyrano Bergerac? E além disso, tem aquele cabelinho mesmo com pinta de ser seboso e todo oleoso, ao menos colocava gel no cabelo e disfarçava. E o Alvim? Não se toca e não percebe que tem o queixo torto, parece que tem os dentes de cima para um lado e os de baixo para o outro? Olhos de quem andou nos copos e não se consegue manter acordado com uma tremenda bebedeira, e tem ainda uma autêntica barriga de cerveja. Rapazes toquem-se: bonitos não são! Nem nada que se pareça.
O Nuno Markl não engana ninguém. Sempre com a mania que é bom e auto-convencido que é o melhor e o maior. Faz sucesso e dinheiro à custa das histórias dos outros. Sim, porque receber cartas com histórias estranhas por parte das pessoas, juntá-las e publicá-las num livro, qualquer um faz. Onde é que está o mérito do Nuno Markl? Na escolha da capa? No prefácio que escreveu? Rica criatividade e rico mérito... tsc! Assim também vou ganhar às custas dos outros. Quer dizer, os outros são criativos e imaginativos, e ele é que ganha elogios pelo "seu excelente trabalho" e dinheiro. Nuno Markl é um falhado, que teve sorte de arranjar um lugar na rádio. O Fernando Alvim é mais um amadorzito que surgiu do nada, com a mania que sabe fazer rádio (ir para a rádio ou TV e mandar bocas às "gajas que são todas boas" ou dizer "ganda maluque" também eu e até o Tino de Rans diz e faz).
Sobretudo têm a mania que são humoristas como o Herman José, Rueff. ou como o Unas (que o é por mérito próprio e criatividade). Como é que podem sequer pensar que algum dia chegam ao nível destes 3? Vão continuar a fazer programinhas para miúdos com necessidades de afirmação que têm uma necessidade constante de conhecer o cinema indiano, por forma a terem um programa como o destes Perfeitos Idiotas. Não acrescentam nada a não ser sono, e vontade de mudar de canal e/ou estrangulá-los. Ainda bem que a SIC Radical é uma televisão privada, caso contrário, não sei como conseguiria digerir o facto de eu estar a entrar com o meu dinheirinho (eu e todos os portugueses) para um "pseudo-programa" da televisão pública com 2 tipos deste género. Rapazes, não têm graça, não têm talento, nem têm mérito. Dediquem-se a ser empregados de mesa, animadores sociais de deficientes mentais como vocês, ou prestem ajuda a pessoas com necessidade de afirmação como vocês. Afirmem-se como idiotas, não como tipos que querem ter graça e não conseguem. Vocês são 0!
Hoje em dia é "chique" ter-se um "talk-show" onde se meta umas bujardas pelo meio para fazer o público rir. Cá em Portugal, este tipo de programas tem sobretudo como figuras, o Herman José e o Rui Unas como seguidores. Aposto que o Nuno Markl e o Fernando Alvim, querendo dar uma de pseudo-intelectuais e pseudo-humoristas quiseram seguir-lhes as pisadas. Infelizmente ou felizmente, sem sucesso, porque nunca se aproximarão do nível deles. E além do mais, nenhum deles precisa fazer patrocínio a cada 2 minutos, de batatas fritas, nem de garrafas de cerveja! Seus Perfeitos Bêbados. Recomendem à Juventude suminhos de fruta, em vez de cerveja. Seus azeiteiros, bêbados. Querem que os putos que vêem o vosso programa fique com uma barriga como a do Alvim, e com aquele ar de "tosga" que ele tem? Não querem que o Alvim esteja sozinho neste mundo? Bebam-na vocês! E depois, querem recomendar fritos aos putos porquê? Querem dar cabo do fígado dos miúdos com fritos? Se fossem mesmo bons tinham patrocínio de suminhos de fruta, ou no pior dos casos de sumos com gás tipo a coca-cola, e tinham o patrocínio de comida a sério, não de batatas fritas que já passaram de prazo e de moda!
Saiam da TV urgentemente, toquem-se que não são nada, e façam algo a sério, porque cada vez mostram mais os 0's à esquerda que são! Por favor, sejam Perfeitos Inteligentes e pensem que andam aqui a fazer 0. O Nuno Markl tem projectos de mer**, de ir ao c*, por isso é que só conseguiu até hoje enganar os sujeitos da SIC Radical (depois da ideia estúpida da boneca das Nuticias, o programa Perfeitos Anormais foi a maior fraude, pois não tem conteúdo, não tem forma, não tem absolutamente nada, tirando dois mariolas com mania que são alguma coisa na vida e uns putos a assistir e a rir-se por favor). Os projectos do Nuno Markl que já se viram por aí (um ou outro) são aquilo que são... tentativa de humor falhado, e prova de incompetência por parte de quem decidiu dizer-lhe sim!
Acabem com este lixo pseudo-televisivo de uma vez por todas!

sábado, agosto 02, 2003

Em terra de calinadas, quem tem 4 olhos é REI

Não podia deixar de criar um post dedicado a uma figura caricata da Faculdade de Direito de Lisboa. Essa pessoa é o assistente de REI e Dir. Economia, o Mestre Renato Goncalves. O RG é muito sabio, e com ele só se tem a aprender. Acreditem! Com ele, ficámos a saber que "As primeiras vezes... demoram mais tempo", e que de certa vez "passaram meses e meses e mais que um ano". Sobretudo, uma das melhores foi a diferenca entre o que é idêntico e o que é igual. Duvidam? Pois bem, segundo RG, "Apenas se forem idênticos... Se não forem idênticos, é igual". Desenvolveu a tese da identicidade dos contrários, na qual "Não tem nada a ver, mas pode ser que tenha". Com RG o impossí­vel torna-se possível. Pois coisas tipo "Eu tenho cento e tal subturmas". Ele que ficou tão feliz ao saber que um colega tinha aparecido 3 vezes nas aulas, entre Março e fins de Maio: "Vejam lá... o vosso colega apareceu aqui 2 vezes nos últimos 3 meses. 2 não... 3!!!!" disse eufórico. Na 1ª aula de REI disse que o Livro de Textos de REI não era importante. Dois dias depois recomendou que o adquirissemos, e a esta altura do campeonato, já todos sabem da importância desse livro para a realização da cadeira. Já de seguida vou acrescentar vários motivos, pelos quais este grande assistente nos marcou. "Já perdemos tempo, entre aspas"; "o mais importante é importante"; "Sim, isso sim... repare... sim"; "Sim, claro... sim, enfim... sim"; "Nós voltamos às aulas 4ª feira, mais dia menos dia"; "Ficamos por aqui, está bem? A menos que... fiquemos por aqui"; "Isto foi há 20 anos, não foi ha muito... há 30 anos... enfim, não foi há 200?"; "Parece que sim, parece que não"; Explique-me, por favor explique-me, quer dizer... explique-me"; "Este aspecto puramente formal... formal e orgânico"; "É bom ser necessariamente ser necessariamente"; Pode ser, não... só pode ser"; "Eu não diria que provavelmente, mas diria talvez provavelmente"; "Não diria que fosse a curto prazo, mas... a curto prazo talvez"; "Eu estou a colocá-los à vontade, mas... vejam lá, estejam à vontade"; "Ficamos por aqui, está bem? A menos que fiquemos por aqui"; "Qual é a resposta claríssima de quem?"; "O século XX em geral, mas também na Constituição de 1933"; "repare... repare que tem essa possibilidade... repare"; "No tempo da década de 30"; "são estatísticas assim... enfim, não são estatísticas"; "eu vi, analisei pergunta a pergunta, mas repare que liguei sempre as duas"; "Fazer um relevo espectacular"; "Bem, no geral... quer dizer, são todos"; "Eu penso que não, mas obviamente que sim". Uma aluna questiona-o sobre se costuma dar boas notas, ao que RG responde: "Já dei todo o tipo de notas". Outra aluna pergunta-lhe se os membros de um determinado orgão se reuniam de 3 em 3 meses, ao que RG responde: "Não, é mais! De 15 em 15 dias". Com RG, cada vez que perguntavamos algo, ele dava sempre 2 ou 3 respostas diferentes. E cada vez que respondessemos a algo, por mais que estivesse a ser lido de um livro qualquer da cadeira, a resposta era sempre "aaaaah, sabe... concretize. Está incompleto. Não está bem, nem está mal. Veja lá. Que é que acha?".
E é assim... que temos muito boas recordações da FDL e sem dúvida o Mestre RG contribuiu para tal. Mas deixem que diga, que é uma pessoa extremamente simpática e bacana! No entanto... ainda assim recomendo-o a qualquer dia se tornar treinador de futebol. É que, usa tanta vez e repete tanto o "concretize, concretize" que não existiria jogador que lhe resistisse.

Tias!!!!

Outra coisa que não consigo entender é o constante fenómeno, que tende a ascender cada vez mais, que é o fenómeno das TIAS! Elas invadem-nos na TV, nas revistas, nos Centros Comerciais, nas Praias, EVERYWHERE! Agora até nos livros! Livros compostos por 80 páginas de fotografias das suas viagens lá pá Conchichina, e 2 páginas de prosa, onde dizem pouco mais do que "Com esta OBRA (hello??) pretendo sensibilizar as pessoas sobre a minha pessoa e mostrar que sou uma linda pessoa, bla bla bla bla bla". Ou então vão para a TV, e revistas, e antes de se pronunciarem sobre alguma coisa, metem-se a decorar frases ditas por gente inteligente, misturam tudo (o que é decorado e o que pensam) e de repente sai algo do género "Ser ou não ser, eis a questão. Estar vivo é o contrário de estar morto, darling", ou então "Penso logo, existo. Mas rica, na Quinta da Marinha só existe gente de nível como eu". É verdade. Vestem-se e gastam milhões e milhões em coisas... sem valor! E depois vão fazer donativos de 5€ para instituições de caridade e dizem "Faça o seu melhor para ajudar, como eu"! Criticam tudo e todos, políticos então, nunca escapam. Se se vissem bem ao espelho, lessem os livros que escrevem e OLHASSEM bem para as revistas em que saiem (sim, porque aquilo só tem fotos e legendas), aí talvez pensassem duas vezes, antes de criticarem aqueles que bem ou mal, lá ajudam ou enterram o país. Ao menos fazem alguma coisa e não ganham a vida a ir a festas, nem a passar férias em iates. Mas também é compreensível... Elas não têm mais ninguém para apontar o dedo (não o vão fazer a elas mesmas, claroooooo) e como tal desdobram-se para os outros. É pena é que não tenham moral para o fazer. Nem sabem organizar-se, nem educar-se, muito menos aos outros. Um "simples" exemplo, é o que vi num destes dias, num programa da SIC Mulher, onde participou a Margarida Rebelo Pinto. Pois bem, liga para lá uma mulher (sabe-se lá de onde, mas também deve ser pouco PUTª deve, tal como a MRP), a dizer "Traí o meu marido e não me arrependo". A isto, MRP responde "Ah Grande Mulher! Assim é que é". Palavras para quê? Logo a seguir recebeu uma chamada de uma mulher a dar-lhe um BANHO de moral, de boa educação, e de forma de estar na TV (ainda que pense que o facto da outra trair o marido é bom, ao menos que diga que ela errou). São estas pessoas que vendem, são estas pessoas que são vistas como exemplo, e são estas "coisas" que apontam o dedo aos outros, que pelos vistos têm muito mais razões para apontar o dedo a estas. Felizmente não se lembram, já porque são pessoas insignificantes. Mais insignificantes ainda, que os militantes dos seus partidos.
Confesso que não me importava nadinha de ganhar a vida assim. Fazer 0 pelo país, por mim também (sim, porque fazem tudo por e para vocês quando são tios ou tias), e ganhar milhões e ainda por cima não deduzir nada. Algumas são tias de profissão. As outras, fazem lembrar os Paraísos Fiscais e as "Simulações Relativas". Dizem que são... "organizadoras de festas e de eventos" (errrrrrrrrr), e depois justificam com isso o dinheiro todo das festas em que participam. É como aqueles Paraísos Fiscais, em que é promovida a entrada de empresas estrangeiras para aumentar e para incentivar à produção num determinado país ou área, e depois certas empresas que se dizem por exemplo "produtoras de móveis", traficam G3, droga, etc. O exemplo é o mesmo e aplica-se a este caso.
Muito ainda fica por dizer sobre estas criaturas, mas mais ainda fica por dizer sobre todos aqueles que ainda compram estas revistas idiotas, vêem os programas de TV em que estas senhoras participam, compram os livros (aliás, álbuns de fotografias ou alguns romances cor-de-rosa que dizem tudo e não dizem nada) destas "coisas", e ainda as seguem como um exemplo!
Acabem com este "fenómeno" (VÍRUS) urgentemente. Metam na cabeça: Ser-se Tia não é estilo, nem moda. É Ser-se PUTª e dependerem dos outros para ganharem a vida! Elas não são nada, nem conseguirão ser nada. São 0's, e são zeros como elas, que lhes dão popularidade e fenómeno. Enquanto este país estiver assim, com gente desta a ser famosa, este país vai continuar a ser o que é... gente de cabeça fraca, que ainda escolhe os seus governantes pela cor da gravata ou pela cor dos olhos!

Tinha que ser!

Epá... tinha que falar dela. Não entendo porquê tanto alarido à volta dela e porquê tanta falsa notícia e tanta graxa e hipocrisia por causa de "uma" que não justifica nada. Falo-vos de uma "loira", chamada Marisa Cruz. Não entento o que esta rapariga tem de especial. Se repararem bem na cara dela, tem um sorriso idiota, parece aqueles sorrisos típicos dos palhaços de desenhos animados. Tem a típica cara de "loira burra HELLO?? DAAAH?" cabelo mais oxigenado não há! Qualquer dia está branco. Depois tem dois alicatezinhos a que chama "pernas", dois ramos de árvore de meses (tão fininhos eles são) a que chama "braços", tem dois balões daqueles XXXXXXXL (quem andou a soprar aquilo, esqueceu-se que a rapariga chega a velha e aquilo lhe dá cabo das costas) a que chama MAMAS (boobs). Já para não falar que a rapariga atrás... deve ter saído da última produção de móveis de Paços de Ferreira. Parece a parte de trás de um móvel, tão direita que é a rapariga. Se fosse à frente, dizia que saía ao pai, mas sendo assim, parece-se mais com um móvel. Parece uma boneca mal feita, toda desarticulada e desequilibrada físicamente. Tenho pena dela. Não merecia que as pessoas a engraxassem, ou andassem de volta dela, dizendo que é bonita, etc etc, só para ver se levam qualquer coisinha daquela, já que as outras mulheres nada querem com eles.
Devo ainda dizer que a rapariga é toda artificial. É silicone, é cabelo comprado, olhos que devem vir das lentes de contacto, unhas falsas, maquilhagem a dar c'um pau (não queria acordar ao lado dela de manhã), boca desenhada e feita pelo baton (sim, porque a rapariga nem beiços tem), e não me admiro que o intestino grosso também tenha ali um aparelho qualquer comprado numa FNAC, ou numa Worten, para fazer melhor a ligação do mesmo órgão à cabeça. Talvez uns Bluetooth, ou um infrared, ou cabo USB. Resumindo: toda ela compra-se num Centro Comercial perto de si. Mais vale comprarem uma boneca insuflável, e compram estes adereços todos, "et voilá"... têm uma Marisa Cruz mais... normal! Agora experimentem "desmontá-la" toda e vão ver com o que é que ficam. Aliás... a rapariga deve ter sido mais um dos brindes do Kinder Surpresa. Assim cheio de pecinhas e adereços, que tu comes o chocolate com leite, e depois entreténs-te a montar a surpresa. Mas neste caso saiu uma surpresa muito mal feita e mal montada. Vou processar a Kinder! Não entendo como é que o pessoal é capaz de ficar admirado a babar com ela, ou a sonhar com balões que se fossem colocados numa cesta grande, davam para levar pessoas a voar por aí, como se fosse um balão de ar. Ou ainda terem a coragem de dizer "A Marisa Cruz comia-a toda" "É tão boa". Metam na cabeça... ela é feia, desengonçada, mal feita, burrinha, parvinha, tolinha, azeiteira, etc etc etc. Querem uma mulher BOA? Pode não ser girinha, mas... querem estilo e nível? Metam os olhos na "patroa" dela... na Fátima Lopes. Nem a Marisa Cruz veste aquelas roupinhas que a Fátima veste. Atenção... reparem sim naquele corpo e deixem lá de se impressionar com tão pouco. A Marisa Cruz não tem cintura, não tem cabeça, não tem beleza, não tem MAMAS de jeito, não tem pernas, errrrrrrrrr... a rapariga sabe dizer o nome todo e já goza!
Desistam... Marisa Cruz = Fraude. Querem bonecas desmontáveis e obedientes entretenham-se a comprar as peças aos poucos e montem vocês mesmos. Espero é que vocês montem BEM e não criem mais aberrações da natureza como esta rapariga, que não se entende porque é que é assim tão... bajulada!

sexta-feira, agosto 01, 2003

De Mal a pior (parte II)

Tenho que abrir este post com um típico "Helloooooooo?? Daaaaaaaaaaaah??". Já vão entender porquê. Os PALOP e os alunos com deficiência, têm um tratamento diferente na FDL. Felizmente para eles e infelizmente para os outros alunos todos. Até aí tudo bem e entendo pois têm dificuldades na aprendizagem. Mas não entendo é como é que eles, tendo essas dificuldades todas, têm acesso aos mesmos meios e a tudo de igual forma, que um "simples" aluno, mas no que toca a tratamento e avaliação, têm um diferente dos outros. Hellooooooo? Daaaaaaaaaaaah?? Onde está a justiça distributiva? Quer dizer... até comparo com o exemplo da formiga e da cigarra (se bem que em parte é injusto, porque uns não têm culpa e a cigarra até tinha). Então a formiga trabalha, dá o litro e no fim recebe o mesmo ou menos do que aquele que têm montanhas e carradas de facilidades (independentemente de ter culpa ou não)? Não os censuro por terem problemas, pelo contrário, até dou o meu apoio e alguma força para os ajudar, mas... é injusto que eu e muitos outros que andamos ali a dar o melhor e a sacrificarmo-nos pelo curso, recebamos reles 10 e 11's e depois os PALOP's e os alunos com deficiência, tÊm 1001 facilidades e possibilidades e no fim passam-nos com extrema facilidade e ainda com boas notas! Têm que rever este sistema, pois isto não é "justiça" nem comotativa, nem distributiva... é mais "injustiça fo*itiva". Enterra os que trabalham e beneficia os que nao fazem tanto, independentemente de poderem ou não! Não seria ideal arranjar uma faculdade especial para esse tipo de alunos, onde aí eles pudessem tirar os notões todos com os benefícios e privilégios todos, enquanto a FDL se tornava numa faculdade "a sério" para pessoas que querem e têm possibilidade de trabalhar "a sério"e acabar o curso "a sério", em vez de andarem a ser vítimas desta palhaçada toda que é dar as mesmas condições a tudo e todos, mas depois darem facilidades e notões a quem não consegue fazer quase nada, e aos outros dizerem algo tipo "trabalhem porcos"! Ou separam as águas, ou então se querem dar tratamento especial a quem tem necessidade disso, encontrem um sítio especial para essas mesmas pessoas. E digo mais, se quiserem abusar na injustiça, abusem. Mas... há mínimos!

Tunning, Chunning, dredunning, o que quiserem!

Nunca tive especial interesse por carros. Aliás, nem carro tenho. Mas também é só por falta de €€€€. Mas se há coisa que acho engraçada, são aqueles cromos que só sabem falar de carros, e de picanços, ratadas e... chunning! Só vivem disso, e só respiram isso, e são capazes de ir ter com as mulheres e falar-lhes disto, com mais emoção e atenção do que falam de qualquer outra coisa. Eu ainda pensava que Chunning era coisa de preto típico dos safaris, onde andam cheios de cores, para andarem camuflados ou então encadearem o inimigo. Mas afinal, esta "moda" (errrrr) chegou a todos! E pior que isso, é que a pancada já chegou a todos. Não há sítio que se vá que não se veja um gajo no carro, com milhares de contos em som, dentro de um carro de dezenas de contos, e a olhar para os lados todo convencido, a ver se alguém admira aquele tipo de lixo urbano. Mas se há coisa que acho mais engraçada ainda, são aquelas verdadeiras tendas de circo ambulantes, que se vêem por aí. Algumas parecem as carrinhas dos gelados (menos mal). Outras parecem verdadeiras tendas dos ciganos ou tendas do circo, dentro de um espaço tão pequeno, como um carro. Há gente que diz que é moda e estilo ter um carro com 500 pares de colunas (só falta ter colunas nos pneus e nos faróis), ter um carro cuja cor da chapa, não é um azul, um cinza metalidado, ou preto, etc... mas sim pele de tigre estampada (sim, eu vi isto), ou ainda um carro lilás com pneus amarelos (isto também), e ainda outros cheios de asas e outras coisas no carro, que parece que andam com mini-aviões na estrada. Não entendo onde é que está a moda e o estilo nisto. Metam na cabeça que não é estilo, comprar um carro por 100 contos de 1900 e troca o passo e depois lotá-lo com 2000 contos em som, colunas, pinturas, chapas, tubos e 500 autocolantes do clube chunning, do clube de vídeo, do bebé a bordo, fazendo com que escapem os espelhos laterais e uma parte da frente apenas para que possam ver por onde andam.
De entre este estilo tenho que realçar os carros que têm uns 8 faróis à frente, e 3 tubos de escape atrás, só para fazerem um barulho tremendo, e depois uns autocolantes que colocam não só nos vidros, mas ainda na tampa do depósito. Depois querem uma frente cheia de entradas de ar. Não é mais fácil tirarem a parte da frente e deixarem-no andar ao relento? Ou comprar aqueles autocolantes que se vendem no Jumbo, por 2€ ou que é, para dar o efeito de ter entrada de ar! É mais económico e o efeito é o mesmo. É chunning! Em vez de gastarem 10.000€ em 2000 Watts de colunas para o carro e caixas de 50 cd's, etc... mais vale comprarem uma mini aparelhagem e instalá-la no carro. É mais baratíssimo e por 500€ já compram uma mini-aparelhagem super-potente! Outra pancada é a dos vidros fumados. Querem partir a miúda sem que ninguém veja, mais vale estenderem umas quantas toalhas à volta do carro e ninguém espreita. Ou então comprem aqueles rolos de papel autocolante que nem chegam a 5€.
Em vez de gastarem centenas de contos em chips, tubos, vidros, autocolantes, luzes, som, etc...para um carro com mais de 10 anos, juntem esse dinheirinho todo e comprem um carrinho jeitoso, a diesel, novo, bonito, actual e completo e essencialmente seguro!!! Invistam na segurança do carro... porque vocês andam aí com milhares de contos em chunning e de repente vão ver ainda têm uma caixa de mudanças do tempo do avô e uns travões que só têm pedal, porque de resto não funcionam. Não há suspensão, nada!!!
Já agora... para aqueles que vivem iludidos com o chunning e que pensam que um carro que mais parece uma tenda de circo, ou uma discoteca, é "do bufo" e "do best"... acordem!!!! Hellooooooo? Daaaaaaah? Isso não é nada mais que... provincianice e pimbalhada. Parece que nunca tiveram numa discoteca, nem nunca tiveram um carro... e querem misturar lá tudo. Errrrrrrrr
Toca a vender esse lixo urbano aí a um ferro velho e comprem coisas decentes!

Loura e burra?

Para todos aqueles que pensavam e julgavam que Laura Diogo não fazia muito mais nas Doce do que dançar, e aparentar que cantava, agora calam-se e engolem em seco (com a expressão "Toma Lá Bolachas"), pois a ex-Doce vem a público afirmar que é Estudante do 4º ano de Psicologia no ISPA, e que não se limitava a dançar no meio das outras 3, pois era ela quem escolhia as roupas da Girls Band e ainda a que tinha melhor voz. Podem até comprovar isso mesmo, ouvindo o tema "Eu Sou" das Doce, em que Laura cantava a solo essa música.
Vem ainda desmentir a célebre polémica com o jogador Reinaldo, afirmando que na altura em que essa notícia aconteceu, estava nos Estados Unidos em digressão, e que de repente desapareceram as testemunhas todas e o médico que colocou a público essa notícia. Diz que nunca foi operada a... "nada" que tivesse como causa, acto praticado por um jogador de futebol... dotado!
Pois bem, a rapariga vai acabar o curso de Psicologia (nada burra a minha menina do sorriso lindo das Doce), continua a cantar (para pena minha, só para amigos), não andava a ganhar a fama às custas das outras 3, tem uma menina adoptada e vai adoptar um rapaz, e ainda pretende exercer e aproveitar a sua capacidade a nível da Psicologia, para ganhar umas "massas". Outra coisa que admiro até nela, é a forma com encara a vida: o hoje é o hoje, o ontem é o ontem. E não há qualquer hipótese de trazer para hoje, o que aconteceu ontem. Por melhor que tenha sido o ontem, é... passado. E não se vive outra vez. Esta rapariga é loura, mas não é nada burrinha!

De mal a pior...

Há sensívelmente 2 semanas, contactei a TVI via telefone, para poder contar e expôr pelo telejornal, as situações vividas por mim e por colegas, na Faculdade de Direito de Lisboa, e a falta de critérios desta seja para o que for, bem como desrespeito pelo regulamento de avaliação, etc etc. Não me disseram nada até hoje, o que demonstra desinteresse por uma reportagem do género. Admira-me é como é que reportagens de abusos na Faculdade de Direito de Lisboa, não tenham interesse e notícias como "o rapaz de 6 anos pastor de ovelhas lá em "Santa c***s de assobios", ou o avô e a avó que tomam conta do netinho enquanto a mãe trabalha, ou o baile da 3ª idade com sardinhada lá onde Judas perdeu as botas, tenha muito mais interesse para toda a gente! Continuo sem entender como é possível repetir estas reportagens (chegarão a ser tal?) 500 vezes por semana (até fazem especiais) e depois os verdadeiros escândalos ficarem abafados e não demonstrarem interesse neles. É por isso que eu digo que este país vai de mal a pior, e as notícias pior ainda. Um país onde se abre as notícias com "Camacho Assinou pelo Benfica", a seguir "tremendos incêncios devastam o país", e prontamente um "concurso de dança da 3ª idade em Celorico de Judas perdeu as botas". Como se o Camacho no Benfica fosse mais importante do que qualquer situação que coloque o país em perigo (e olhem que eu sou benfiquista), e como se um baile da 3ª idade merecesse sequer relevo a nível regional, quanto mais nacional e seguido de uma notícia de perigo das nossas florestas. Isto é incompreensível e não se entende. Mas enfim...
Como a TVI nao demonstrou interesse na notícia, contactei a SIC. Pediram-me que enviasse por escrito tudo o que tivesse a nível de informação do caso e o porquê, etc. Eis que eu escrevo e endereço o seguinte e-mail:
"Sou aluno da Faculdade de Direito de Lisboa (a seguir denominada FDL, e conhecida como Clássica), e decidi contactar a SIC, por forma a que todo o país tenha conhecimento do que acontece com muita frequência na FDL, e tentar que alguém "extra-faculdade" faça alguma coisa, pois os abusos não podem continuar e a discricionaridade total e absoluta não pode ser entregue a quem não sabe fazer uso dela. Espero ao mesmo tempo que os responsáveis por estas constantes situações, se sensibilizem, e colaborem para a devida formação (JUSTA) dos futuros juristas.
Vários sao os alunos que se vêem limitados na FDL pois enfrentam humilhações constantes, no decorrer da avaliação anual, dos exames escritos e nas orais. Vou indicar alguns exemplos disso.
Um Professor bastante conhecido na TVI, chamado Marcelo Rebelo de Sousa, diz no início dos anos lectivos que não atribui notas superiores a 16 valores, pois entende que superior a isso é demasiado, ainda que a escala seja de 0 a 20. Uma colega minha teve um teste no decorrer do ano lectivo, em que o Professor ao corrigir lhe atribuiu a nota de 17 valores. No entanto, estando escrito no teste, 17 valores, o professor dignou-se a rever o teste... a riscar a cotação dada numa pergunta e a colocar outra com um valor inferior, e a riscar o 17, para escrever 16. Todos nós ao vermos tal coisa, entendemos que é vergonhoso, pois o próprio professor mostrou que a aluna era de 17 e não de 16, mas por uma regra dele, que ninguém consegue entender, acabou por lhe retirar o mérito para o qual ela se tinha esforçado para ser merecedora.
O próprio Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que na TVI aparenta sempre estar tão preocupado com os seus alunos e com a devida formação dos juristas de amanhã, tinha marcado para Abril de 2002 um teste escrito. Pois bem, no dia do referido teste, o Professor ao invés de estar na faculdade para poder resolver qualquer questão que pudesse surgir com o teste, ou por mera questão de respeito para com os alunos, encontrava-se a assistir a um encontro de ténis do Estoril Open, enquanto os seus alunos faziam um teste escrito e os seus assistentes vigiavam o exame. Será isto respeito para com os alunos? Um encontro de ténis é mais importante do que a formação dos juristas da mais importante faculdade de Direito do país?
Vem no regulamento da FDL que todo a avaliação de um aluno, "destina-se a apurar os conhecimentos dos alunos, a sua aptidão para a investigação e a prática jurídica, o seu espírito crítico, a sua capacidade de elaboração pessoal e de solução de problemas, bem como o seu domínio da exposição escrita e oral", e que "no exercício da avaliação, os docentes conduzem-se de harmonia com os princípios da justiça, da igualdade, da imparcialidade e da proporcionalidade". Tendo em conta estes dois artigos mencionados (nº1/1 e nº10 do regulamento de avaliação), como se pode explicar que numa cadeira, um aluno que tenha tirado notas entre o 11 e o 12, exteriorize os seus conhecimentos vastos na matéria, tenha exposto o seu espírito crítico, tenha resolvido facilmente os problemas a resolver no decurso das aulas (confirmado pelo docente)... tenha recebido de nota final 11 valores, e por sua vez... colegas que tiraram notaS (plural) negativas ao longo do ano, de repente tiram uma positiva (que não era nada por aí além) e passam o ano inteiro a importar-se 0 com a cadeira, sem participar no decurso do ano, e sem colaborar nada para que o assistente pudesse avaliar os seus conhecimentos, recebam de nota final 12 valores? Onde está o princípio da justiça e da proporcionalidade?
E como se justifica uma colega que tira notas negativas, que uma vez por outra lá vai dando um ar da sua graça... apenas por tirar um 13, recebe de nota final um 14? E por outro lado, um colega que tira um 13, e tira também notas negativas, apenas não participava muito nas aulas, é reprovado, tendo como justificação o facto do "13 ter sido fugaz"? Temos que supôr que o que está aqui em causa é o facto da aluna do 1º caso ter 14's nas outras 3 cadeiras, e o docente da cadeira em causa, temer que lhe seja passado um atestado de incompetência se a aluna não tivesse 14 valores também naquela cadeira. Onde estão os princípios do artigo 10º?
E já agora, invocar um 11 a um aluno, que durante o ano todo nunca perdeu interesse pela cadeira e de forma responsável e eficaz resolvia os problemas que eram colocados na aula, pelo facto de "ter a impressão que as coisas eram ditas sem querer e da boca para fora"? Será que sendo dito da boca para fora, ao longo de um ano lectivo inteiro, o aluno não estaria a demonstrar muita sorte nas suas saídas "da boca para fora"? É um caso raro de alguém que com base na sorte é constantemente bem sucedido. Pena o resultado dos conhecimentos do aluno, não se confirmarem por parte do docente, que inexplicavelmente lhe atribui um 11.
Já agora, que dizer da Cadeira de Teoria Geral de Direito Civil, onde os testes foram feitos para serem resolvidos em 90 minutos, mas os alunos só dispõem de 50? Ao se abordarem os assistentes da respectiva cadeira, é-nos respondido que os testes têm que ser assim mesmo, caso contrário não é possível reprovar ninguém. Onde está o princípio da proporcionalidade? Os alunos estudam, dão o máximo, e depois tiram meros 11's, 12's e 13's numa cadeira que podiam tirar outras notas, mas não podem, porque os testes são impossíveis de resolver em 50 minutos, apenas porque "alguém tem que chumbar". Depois, os alunos foram abordados na aula, pela regente, que pretendia saber o porquê da maioria dos seus alunos estar com notas entre 9 e 11. É impossível a maioria fazer melhor. Quando ouvi este comentário por parte da regente, prontamente enviei um e-mail à própria, para que tivesse conhecimento dos testes impossíveis que sempre realizámos e que, como tal, não´somos nós os culpados do insucesso. Sabem qual foi a resposta que tive da regente? Até hoje ainda estou à espera de uma.
No fim do ano confrontei várias situações passadas nesta cadeira, à regente. Sabem o que me foi dito pessoalmente pela própria? "Se acha que a sua nota é injusta, faça uma oral de melhoria e prove isso". Se é esta a solução, então porque existe a avaliação anual do aluno? Só para estar escrito no papel e parecer que é bonito que exista? Não temos nós direito às nossas notas justas, pelo que trabalhamos, sem ser necessário melhorar as notas?
Nos exames escritos os casos mantêm-se. Está escrito no regulamento, que toda a correcção de exame escrito deve ter um "juízo global, das classificações parciais relativas às diversas perguntas e das observaçõpes críticas que se justifiquem". Pois bem, é-me atribuída uma nota, onde mal parece que alguém viu o exame, pois se o exame tem que ter escrito na sua correcção, o que falta, ou o que se errou, o meu e o de muito boa gente, nem uma cruz tinha. Apenas classificações, e mesmo assim, deixavam muito a desejar. Torna-se inclusivé, imcompreensível que se responda à pergunta, de forma completa, com tudo o que é necessário para se responder bem à pergunta, e nos seja dada pouco mais de metade da cotação. Este foi o exemplo a Teoria Geral do Direito Civil, este ano.
A Direito Administrativo, uma aluna teve nota 11 no exame final. Pediu revisão e viu que as contas davam 11,75 e como tal 12 valores. Pediu recurso, para lhe corrigirem as contas, e o recurso veio indeferido, e ficou com o 11. Ainda estou para ver como resolveu ela esse problema. Outra colega, teve no seu exame a seguinte cotação e justificação "Resposta incompleta. 0 valores". Se está incompleta, deve ter 0 valores? 0 valores não é o que se dá quando a resposta está errada?
Nas orais, o problema é semelhante ou pior. Na cadeira de Relações Económicas Internacionais o juri representado na pessoa da mestre Teresa Moreira, aborda o aluno da seguinte forma "você para acabar o curso precisa de fazer esta cadeira, e para fazer esta cadeira precisa de passar por mim. E para passar por mim, vai ser preciso muito". Assim, alguém tem um mínimo de motivação para fazer a prova?
A uma colega, em Direito Constitucional II e Direito Internacional Público, a regente (Prof Ana Maria Guerra Martins) perguntou a diferença entre iniciativa originária e superveniente. A colega respondeu, tal e qual, conforme escrito no livro aconselhado pela regente, o que lá vinha escrito. Após a resposta, eis que a regente reage, praticamente gritando "você tem consciência da barbaridade que acabou de dizer? Você só pode estar a brincar com isto, ao responder dessa forma. Se não fosse uma regra estúpida desta faculdade que me obriga a estar aqui 15 minutos a ouvi-la, eu já a tinha mandado embora". A colega reprovou com 7 valores. Após a prova, a colega continuava certa que havia respondido bem à questão. Eis que eu apresentei a mesma resposta que a colega deu, no livro recomendado pela regente. Não se compreende como é que a aluna reprova.
Uma aluna pede para fazer oral de melhoria a uma cadeira à cadeira de Teoria Geral do Direito Civil, no ano transacto. Ia com 13 de avaliação. O regente que era juri (Prof Menezes Cordeiro) ao se deparar que a aluna era familiar de um professor da faculdade, aborda-a da seguinte forma: "então? como está o seu paizinho? está tudo bem?". Coloca-lhe perguntas demasiado simples para passagem, quanto mais para melhoria, em meros 15 minutos e inflacciona a sua nota (15) para 17. E depois, certos alunos para uma passagem, têm perguntas do arco da velha, que em alguns casos, nem os regentes devem saber as respostas.
Eu, ao fazer prova oral de Direito Constitucional I, precisava de 10 valores, pois não me tinha inscrito nessa cadeira, no corrente ano lectivo. Eis que me abordam com um único tema da matéria, só não respondo uma questão, e tive 15 minutos de prova. Reprovei com 8 valores. Um outro aluno, que era aluno de um dos juris, teve direito a 35 minutos de prova, foi-lhe perguntado diversas partes da matéria (o que se torna mais fácil, caso a pessoa não esteja à vontade com uma parte específica da matéria), e depois de tanta facilidade o aluno lá conseguiu o 10 que lhe permitiu a passagem.
A estes, seguem-se muitos casos, que alguns alunos me pediram que fosse eu a exteriorizar esta situação vivida por eles. No entanto piores são os casos que também se vivem na faculdade, e que tornam impossível fazer-se uma cadeira, porque as pessoas colocam condições impossíveis de passagem. Não basta ter o conhecimento da matéria. Em alguns casos, tem que se ter mais qualquer coisa, que não é o factor sorte. Alguém tem que fiscalizar isto, pois não existem critérios de avaliação dos alunos no decorrer do ano, não existem critérios de avaliação de exames finais, nem de orais, e como tal as pessoas responsáveis têm comportamentos completamente distintos para uns e para outros, o que viola de forma escandalosa o princípio de igualdade, justiça e proporcionalidade. Torna-se inútil estudar e trabalhar, pois a justiça na FDL só consta mesmo no papel. Em mais lado nenhum se vê tal coisa chamada "justiça", para o mais no lugar que devia ser o primeiro a manifestar e a expôr esse princípio e conceito. A Associação é absolutamente inerte face a estas questões. Anualmente têm conhecimento de imensas situações semelhantes ou mais gravosas, mas nunca fazem nada. Na fase das eleições compram as pessoas com meia dúzia de isqueiros e canetas, e prometem mundos e fundos. No entanto, tudo o que fazem é adquirir benefícios para eles, descontos em ginásios e outros lugares afins que só fica do conhecimento de um restricto número de pessoas, e alterarem os calendários dos exames a seu bel-prazer a pedido de 2 ou 3, apenas porque são conhecidos da Direcção da Associação. Por causa de 2 ou 3, lesam-se centenas de alunos, que anualmente se manifestam pela alteração dos exames, onde é colocado em causa o benefício de 300 ou 400 alunos, por causa de 2 ou 3. Face a esta situação, exponho à SIC o que acontece SEMPRE na FDL,pedir que analisem se será possível esta faculdade formar bons juristas para amanhã (onde lhes ensina somente injustiça e também ensina que não vale a pena trabalhar, há que contar com qualquer coisa extra, sobretudo tachos). Seguem-se os meus contactos, para onde me podem contactar, por forma a que exponha a todo o país e aos responsáveis por estas situações, toda esta humilhação pela qual passamos anualmente. Só queremos o nosso valor reconhecido de forma justa, imparcial e proporcional!"
Até agora, não me disseram uma palavra que fosse. Enfim... a informação vai de mal a pior, o país pior ainda, as vergonhas continuam e cada vez pior, e entretem-se o público com meia dúzia de "reportagens" (chamam-lhe isto) onde nao se diz absolutamente nada! Estou a ver que tenho que contactar é a CNN para fazer reportagem sobre estas vergonhas na FDL, porque não posso mais contar com colaboração de "amadores" que fazem programas de entretenimento, e que depois lhes chamam notícias!

Estreia

1º Post deste blog. Não ligava muito a estas tretas de blogs. Pensava que era uma coisa amaricada (não, não foi por isso que decidi aderir). No entanto, e depois de ter visto alguns blogs de outras pessoas, vi que afinal é capaz de ser interessante. Ora, poder falar do que se quiser e apetecer, da forma que nos vier à cabeça, e sobretudo poder dar a conhecer a outros a nossa opinião (quando nem sempre pode acontecer hoje em dia), é obra.
O nome "ipsisverbis" foi escolhido a dedo. 1º porque, para quem não sabe, Ipsis Verbis vem do latim e quer dizer "pelas mesmas palavras". 2º é uma questão de marketing e é uma palavra que fica no ouvido... "ipsis verbis". 3º porque o que pretendo com este blog é mostrar as coisas Tal como elas são. Pelas mesmas palavras, comentar as coisas conforme penso e acho que são. Espero que entendam o sentido da "coisa"!
Está dado o mote. Vão consultando com a regularidade que quiserem, este blog.

O "Autor"